Brasil
Rede nacional de inteligência é regulamentada e amplia integração no combate ao crime organizado
Brasília, 2/4/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), publicou a Portaria Senasp nº 648, de 17 de março de 2026, que regulamenta a Rede de Centros Integrados de Inteligência de Segurança Pública (Rede Ciisp).
A medida representa a formalização normativa da estrutura nacional da rede, responsável por conectar os cinco Centros Integrados de Inteligência regionais, já em funcionamento nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, ao Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Nacional, instalado na Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp).
De acordo com o diretor de Operações Integradas e Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, os centros regionais já estavam institucionalmente estabelecidos por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o MJSP e os estados-sede de cada região.
“Essa rede de centros integrados interliga a inteligência de segurança pública de todo o País. As sedes de cada região integram as inteligências das Polícias Civis, das Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares, da Polícia Penal e das Secretarias de Segurança das 27 Unidades da Federação, e agora essa estrutura está regulamentada por uma portaria da Senasp”, explica o diretor.
Com a nova portaria, a Senasp consolida formalmente a governança da Rede Ciisp, definindo responsabilidades, fluxos de cooperação, compartilhamento de dados qualificados, produção de conhecimento estratégico, tático e operacional e assessoramento aos gestores do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a regulamentação fortalece a capacidade de resposta do Estado diante da atuação em rede do crime organizado.
“Os centros regionais já vinham desempenhando um papel relevante por meio dos acordos de cooperação com os estados. O que fazemos agora é dar forma normativa à rede como sistema nacional integrado, conectando esses polos ao Centro Nacional de Inteligência e consolidando uma arquitetura permanente de cooperação, produção de conhecimento e apoio à tomada de decisão em segurança pública”, afirma.
O núcleo nacional seguirá vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Diopi, funcionando como articulador dos centros regionais e responsável pelo fomento à produção de inteligência em escala nacional.
A regulamentação também organiza os mecanismos de adesão dos estados, de trabalho conjunto, de interoperabilidade entre bases de dados, de capacitação técnica e de elaboração de relatórios periódicos de produtividade.
A expectativa é que a formalização da Rede Ciisp amplie a integração entre União e estados, fortaleça a interoperabilidade entre sistemas e consolide um modelo nacional de inteligência voltado ao enfrentamento do crime organizado em todo o Brasil.
Brasil
Paraíba tem 70 médicos especialistas em atividade e recebe mais 28 profissionais
O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos profissionais do primeiro ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) em todo o país. Na Paraíba, 73 médicos especialistas estão em atividade, contribuindo para ampliar o acesso da população à atenção especializada. Outros 13 profissionais chegam ao estado nessa semana para reforçar o atendimento nos municípios de Campina Grande, João Pessoa, Monteiro, Piancó, Pirpirituba e Remigio.
A medida garante a atuação ininterrupta de médicos especialistas nos municípios de todo o país até a publicação de um novo edital, previsto para dezembro de 2026. A continuidade fortalece o objetivo central do programa: ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e cirurgias.
Na Paraíba, os profissionais em atividade atuam nas especialidades de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia oncológica, cirurgia do aparelho digestivo, colonoscopia, endoscopia, entre outras. A chegada de novos especialistas reforça a assistência nos municípios e contribui para reduzir vazios assistenciais, especialmente no interior.
Em todo o país, o projeto já alcança 2 mil médicos especialistas, quatro vezes a meta inicial. Cerca de 500 são anestesiologistas, profissionais fundamentais para a realização de cirurgias, e 52% dos especialistas atuam no interior do país. Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, além de 451 profissionais que chegam nesta semana pelo 3º Ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas.
De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, o PMM-E é inovador e já está consolidado como uma política de formação e provimento de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Proenço afirma ainda que o projeto tem melhorado a prestação de serviços, o que reforça a necessidade de prorrogação das atividades.
“A redução do tempo de espera está relacionada ao aumento do número de procedimentos realizados pelos especialistas. A produção é acompanhada por meio dos registros do Sistema de Informação Ambulatorial e do Sistema de Informação Hospitalar, além dos dados inseridos pelos profissionais em formação na Universidade Aberta do SUS,’’ explicou.
A permanência desses profissionais nos territórios também assegura a continuidade do cuidado prestado à população e preserva os investimentos já realizados em formação, deslocamento e fixação dos médicos. O Mais Médicos Especialistas oferta 24 cursos de aprimoramento, com a participação de 55 instituições mentoras. O programa integra o Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233, de 7 de outubro de 2025.
A prorrogação, porém, não é automática. Os médicos admitidos pelo edital nº 03/2025, cujos contratos venceriam em setembro, precisam, individualmente, cumprir os requisitos de aprimoramento, de serviço e de situação administrativa, além de manifestar interesse em continuar e obter aprovação dos gestores locais.
Formação médica
No âmbito da formação, o SUS é o maior formador de especialistas do país. Atualmente, são 51,5 mil residentes financiados pelo Ministério da Saúde, com aumento do investimento de R$ 1,4 bilhão, em 2023, para R$ 3,3 bilhões, em 2026. Entre 2023 e 2025, foram criadas mais 5.890 bolsas de residência médica e 3.577 bolsas de residência em área profissional por meio do Pró-Residência. Até o final de 2026, especialidades consideradas críticas lideram a expansão de vagas, com 4.926 em anestesiologia e 2.623 em psiquiatria.
Atualmente, o estado da Paraíba conta com 1.369 residentes em saúde com bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde. Desse total, 852 estão em programas de residência médica e 517 em residências de área profissional.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Economia7 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes7 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Brasil7 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Agro6 dias agoExpocacau começa terça com meta de ampliar negócios e produtividade
-
Educação6 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
-
Política Nacional6 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Entretenimento7 dias agoDeborah Secco celebra trajetória de atuação e declara paixão pela profissão: ‘Missão’
-
Política Nacional7 dias agoAmbiente digital seguro depende de toda a sociedade, indica debate com ‘jovens senadores’
