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Rede de adidos agrícolas se torna peça central na agenda internacional

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou a estratégia de internacionalização do agronegócio ao reunir seus adidos agrícolas para uma rodada técnica com o setor produtivo. O encontro foi realizado em Cuiabá, capital de Mato Grosso, após a inauguração do escritório regional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e visa fortalecer a rede de representantes do Brasil no exterior e elevar o nível de inteligência comercial disponível para produtores, cooperativas e indústrias.

O país conta hoje com 40 adidos distribuídos em 38 representações estrangeiras — de grandes mercados consumidores, como China, Estados Unidos e União Europeia, a polos emergentes no Oriente Médio, África e Sudeste Asiático. Outros 14 profissionais tomarão posse no início de 2026, ampliando a cobertura geográfica e temática da diplomacia agrícola. Essa estrutura funciona como os “olhos e ouvidos” do agronegócio brasileiro no exterior, monitorando tendências de consumo, barreiras tarifárias e sanitárias, disputas regulatórias e oportunidades comerciais não acessíveis pelas vias tradicionais.

Segundo o Mapa, a função dos adidos ultrapassa a defesa de interesses do setor. Eles atuam diretamente na gestão de crises — como embargos sanitários, restrições súbitas ou mudanças de protocolo — e no apoio técnico às negociações multilaterais que definem o acesso do Brasil aos principais mercados. É esse trabalho silencioso que permite antecipar riscos, evitar gargalos logísticos e orientar o setor produtivo sobre exigências que impactam embarques de carnes, grãos, fibras e produtos de maior valor agregado.

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O encontro realizado recentemente em Mato Grosso apenas reforçou a relevância desse papel. Pela primeira vez, todos os adidos — atuais e futuros — participaram de uma rodada integrada com empresas brasileiras, em um formato de mesas rotativas que permitiu conversas diretas e objetivas. A dinâmica aproximou o setor privado de análises atualizadas sobre certificações, rastreabilidade, mudanças nos padrões de sustentabilidade e novas agendas regulatórias em discussão nos países importadores.

Para o Mapa, a presença dos adidos em campo ajuda a alinhar governo e setor produtivo em torno de uma estratégia única: aumentar a competitividade brasileira em nichos disputados, diversificar mercados e reduzir a dependência de poucos compradores. O ministério argumenta que a expansão dos postos, associada à inauguração de estruturas de promoção comercial no país — como o novo escritório da ApexBrasil — visa acelerar processos de abertura de mercados e dar previsibilidade às empresas exportadoras.

O Brasil busca ampliar espaço especialmente em segmentos de maior valor, como proteínas premium, algodão certificável, etanol, biocombustíveis avançados e produtos com atributos ambientais verificáveis. A avaliação interna é que, sem adidos atuando como ponte informativa e técnica, esse movimento seria mais lento e mais arriscado.

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Com a ampliação da rede e a interlocução mais frequente com o setor privado, o Mapa pretende transformar a informação gerada pelos adidos em vantagem competitiva. A expectativa é que a presença ampliada em países estratégicos reduza barreiras, acelere homologações sanitárias e ajude o agronegócio brasileiro a se posicionar em acordos comerciais nos quais o país historicamente teve presença limitada.

Fonte: Pensar Agro

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

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Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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