Paraná
Ratinho Junior destaca força do agronegócio paranaense em nova visita na Expoingá
O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nesta sexta-feira (14) na Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá) 2026, no Noroeste do Estado. Em sua 52ª edição, a feira é uma das principais realizadas no País voltada ao agronegócio, unindo tecnologia, entretenimento e integração entre a cidade e o campo. Ratinho Junior já havia participado da abertura oficial do evento, em 8 de maio, e retornou para visitar os estandes e conversar com empresários, produtores rurais e a imprensa.
“É muito bom estar aqui conversando com produtores, empresários e, acima de tudo, prestigiar a Expoingá, uma feira que deixou de ser apenas paranaense e passou a ser nacional, representando um marco no calendário do agronegócio brasileiro”, afirmou Ratinho Junior. “Estive aqui na semana passada, na abertura, e hoje retornamos para ampliar esse diálogo com o nosso agro, tão importante para a economia do Estado.”
O governador também destacou a capacidade produtiva do setor, que vem crescendo ano a ano. “O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado da América Latina e nos tornamos o supermercado do mundo, então ver a Expoingá vibrando, crescendo, com mais de mil expositores, novas tecnologias para o agricultor, implementos, tudo isso é o que nós precisamos para fortalecer a agricultura no campo com mais eficiência e modernização”, disse.
“Eu digo que a agricultura saiu da enxada e hoje está no smartphone. Em um aplicativo, o agricultor consegue coordenar toda a temperatura do seu aviário, o quanto tem que dar de água para a sua produção agrícola, suína, tudo isso está conectado pela tecnologia. Por isso, nós temos trabalhado para melhorar esse cenário”, lembrou Ratinho Junior, citando o trabalho de parceria com as operadoras de telefonia para ampliar o volume de torres de conectividade na área rural.
Ele também destacou o potencial do Paraná na produção de alimentos. “Desde o primeiro dia da nossa gestão nós buscamos entender e potencializar as nossas vocações. Produzir alimentos é, sem dúvidas, uma das principais, mas nós precisamos agregar valor ao que é feito aqui. Por isso, incentivamos a industrialização das cadeias produtivas, deixando de vender somente a commodity. Isso aumenta os ganhos e a nossa visibilidade no mundo”, acrescentou o governador.
Ratinho Junior também citou o apoio técnico fornecido pelo Estado para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias. “Fizemos questão de estar presente na Expoingá. Temos aqui o Instituto de Desenvolvimento Rural com centenas de técnicos, agrônomos e extensionistas que trabalham dando assistência técnica na ponta ao pequeno agricultor, seja de leite, mel, bicho-da-seda, morango, hortifruti. Somos o maior produtor de comida orgânica do Brasil, então isso precisa de amparo técnico”, explicou.
Por fim, ele também ressaltou o programa de pavimentação rural Estrada Boa, impactando na ponta o escoamento da produção. “São mais de quatrocentas estradas que estão sendo pavimentadas, seja com asfalto, concreto, bloco sextavado, na maior iniciativa do tipo no Brasil. Isso leva dignidade a quem mora e vive do campo, mas também garante uma logística mais eficiente para que a produção chegue no porto e ganhe o mundo”, concluiu.
Durante a abertura da Expoingá, o governador anunciou o repasse de R$ 53,8 milhões para ampliação e modernização do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A estrutura, que pertence ao município e abriga a exposição, receberá investimento total de R$ 56,6 milhões, somando a contrapartida da prefeitura, para a construção de um estacionamento público com três pavimentos.
ESTADO NA FEIRA – O Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), que integra o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), possui uma grande programação na Expoingá com palestras, seminários, eventos técnicos, simpósios e encontros de produtores, além de degustações e rodadas de negócios. A instituição também é parceira da Fazendinha, espaço que integra ciência, educação e entretenimento, e da Feira Sabores, voltada à comercialização de produtos de agroindústrias familiares do Estado.
Outros órgãos ligados ao Seagri também estão presentes. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realiza atividades de fiscalização e defesa sanitária. A Ceasa Paraná destaca iniciativas de comercialização e abastecimento. As ações são coordenadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Outros órgãos estaduais também participaram ao longo da feira, como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fomento Paraná, a Secretaria de Estado do Turismo, a Copel, o Detran e o Poupatempo Paraná, este último em um modelo itinerante com prestação de serviços e informações.
EXPOINGÁ – Realizada pela Sociedade Rural de Maringá (SRM), a Expoingá chegou a sua 52ª edição, a 29ª internacional. A programação segue até domingo (17), com 11 dias de palestras, vendas, shows e lazer para os visitantes.
Com o tema “Agro, as raízes do Brasil”, a Expoingá reúne produtores rurais, empresários, investidores, pesquisadores e lideranças de todo o Brasil e do exterior. Na edição de 2025, a feira movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão em negócios e recebeu mais de 516 mil visitantes ao longo de 11 dias.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná fortalece intercâmbios científicos com universidades de excelência
A cooperação internacional entre a Fundação Araucária e a Universidade Provincial de Kyoto completa dois anos em junho, destacando-se dentro do Programa Ganhando o Mundo da Ciência. Por meio do programa, estudantes e pesquisadores do Paraná vêm desenvolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento no Japão, fortalecendo conexões acadêmicas, científicas e culturais.
Desde o início da parceria com Kyoto, já foram realizadas dez mobilidades acadêmicas entre 2025 e 2026, envolvendo estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O investimento executado pela Fundação Araucária na cooperação com a universidade japonesa ultrapassa R$ 560 mil.
O programa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização promovida pela Fundação Araucária. Somando todas as mobilidades internacionais em andamento pelo Ganhando o Mundo da Ciência, os investimentos da instituição superam R$ 3,5 milhões, contemplando parcerias com universidades e centros de pesquisa do Japão, França, Holanda, Canadá e Austrália. No total, 51 pesquisadores já participaram do programa.
OPORTUNIDADE ÚNICA DE INTERCÂMBIO – O segundo grupo de pesquisadores paranaenses selecionados pelo programa Ganhando o Mundo da Ciência desembarcou em Kyoto entre o fim de março e o início de abril para um período de mobilidade acadêmica que segue até setembro e outubro.
Entre os participantes está a bióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Andressa Guarnieri Canton. Ela desenvolve pesquisa no Department of Agricultural and Life Science da universidade japonesa voltada ao estudo de microbiomas do solo aplicados à agricultura sustentável.
Para ela, a experiência representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e pessoal. “Escolhi o Japão porque já havia conhecido alguns integrantes da Universidade de Kyoto e, quando surgiu a oportunidade, não foi preciso pensar duas vezes. A experiência está sendo muito desafiadora e gratificante”, relatou.
A estudante destaca que a oportunidade proporcionada pelo programa tornou possível um sonho que dificilmente seria realizado sem apoio institucional. “Sem essa oportunidade seria muito difícil conseguir realizar esse sonho. Muitas vezes nos sentimos inseguros e questionamos se vale a pena tentar, mas vale muito a pena”, afirmou.
Também da Unioeste, o mestrando em Engenharia Química Joacir João Neto Piana realiza pesquisa voltada ao reaproveitamento de resíduos industriais cítricos para obtenção de compostos bioativos com potencial antimicrobiano no Departamento de Ciências dos Alimentos e Nutrição. Segundo ele, a experiência no Japão tem proporcionado não apenas avanços acadêmicos, mas também crescimento pessoal.
“Escolhi o Japão por ser um país que consegue unir modernidade, desenvolvimento científico e tradição cultural de forma muito única. Além disso, é um país reconhecido mundialmente pelos investimentos em pesquisa, inovação e valorização da ciência”, destacou.
Joacir afirma que estudar no Japão era algo distante de sua realidade até a aprovação no programa. “Sinceramente, eu nunca havia imaginado estudar aqui. Até hoje ainda existe um pequeno choque quando percebo que realmente estou vivendo essa experiência”, comentou.
Para o estudante, o contato com novas metodologias e diferentes formas de conduzir pesquisas tem ampliado sua visão sobre a atuação científica. “Mesmo em áreas nas quais já possuímos experiência, é necessário reaprender e se adaptar a novos processos. Isso estimula muito o desenvolvimento técnico e a capacidade de resolução de problemas”, afirmou.
Já o pesquisador Jhonatan Matheus Piaceski Rocha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), faz estágio de pós-doutorado em Kyoto desenvolvendo estudos na área de Síntese Orgânica. A pesquisa investiga o mecanismo de reação da conversão de ácidos carboxílicos protegidos por grupos alcoximetilados em ésteres sob meio alcalino — uma reação inédita, ainda não descrita na literatura científica, descoberta durante as atividades no laboratório da universidade japonesa.
Ele destaca que a experiência internacional tem ampliado sua percepção sobre a ciência e fortalecido possibilidades futuras de cooperação internacional. “O Japão é um país reconhecido mundialmente pela valorização da ciência, da tecnologia e da educação. Poder vivenciar esse ambiente acadêmico e desenvolver pesquisas aqui é algo muito significativo e gratificante para mim”, ressaltou.
O pesquisador também destaca o impacto da convivência com diferentes culturas científicas. “Observar como outros grupos de pesquisa adaptam técnicas e metodologias às suas necessidades mostra diferentes formas de pensar e conduzir a ciência. Isso amplia nossa visão sobre a pesquisa científica e cria novas possibilidades para o desenvolvimento científico no Brasil”, afirmou.
IMPACTOS POSITIVOS – Segundo o pesquisador e vice-presidente da assessoria internacional da Universidade Provincial de Kyoto, André Cruz, a presença dos bolsistas paranaenses já demonstra resultados positivos para ambas as instituições.
“Esse intercâmbio já está trazendo bons frutos e tende a crescer ainda mais. Esperamos que o trabalho realizado aqui contribua não somente para o Japão, mas também para o Brasil e especialmente para o estado do Paraná, nas diferentes áreas do conhecimento contempladas pelo programa”, completou.
NOVAS OPORTUNIDADES – Além das cooperações já estabelecidas, a Fundação Araucária também negocia novas oportunidades de mobilidade e pesquisa internacional com instituições da Itália, Austrália, Canadá, Paraguai, Argentina, Finlândia, Portugal, Espanha, Alemanha e Moçambique, ampliando a presença da ciência paranaense em centros internacionais de excelência. Novas inscrições serão abertas em breve.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a parceria com Kyoto simboliza o compromisso do Paraná com a formação de pesquisadores preparados para atuar em ambientes globais de inovação e produção científica. Para ele, a ampliação das cooperações internacionais demonstra o protagonismo do Paraná na construção de uma ciência cada vez mais conectada globalmente.
“Estamos expandindo nossas parcerias estratégicas com instituições de diversos países porque acreditamos que o conhecimento se fortalece por meio da colaboração internacional. O Paraná hoje é referência nacional em políticas de internacionalização da ciência”, completou.
Fonte: Governo PR
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