Paraná
Ratinho Junior defende vocações do Paraná em palestra na Associação Comercial de SP
O governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu nesta segunda-feira (09) os avanços do Paraná nos últimos anos em áreas estratégicas como agronegócio, combustíveis renováveis e terceira idade. Segundo ele, ao identificar essas prioridades, o Estado passou a acelerar políticas públicas e induzir crescimento sustentável. A fala ocorreu durante a palestra “Propostas para o Brasil”, promovida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em que se discutiu políticas estaduais que podem ser replicadas a nível nacional.
“Geralmente o prefeito, governador ou o presidente assume, cuida dos seus quatro anos e o próximo que vier que se vire. Diferente do que faz a China, os Estados Unidos e a Europa, não aprendemos a planejar a médio e longo prazo. Tem um ditado de que ‘quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino incerto’ e, lamentavelmente, o Brasil ainda tem um destino incerto por não ter a capacidade de planejar”, afirmou o governador. “No Paraná, estamos mudando essa realidade.”
“Mais do que discutir ideologia, nós discutimos metodologia. O que está dando certo no mundo que nós podemos trazer para implantar aqui? É o que eu tenho buscado fazer no meu Estado”, acrescentou Ratinho Junior. “E para isso, criamos um ambiente de paz institucional, porque onde não há paz não há prosperidade.”
Ele disse que o planejamento de longo prazo do Paraná começou em 2019, quando o Governo do Estado lançou um banco de projetos para viabilizar e agilizar obras de reestruturação em diversos setores, como rodovias, ferrovias e segurança pública. Foram cerca de R$ 500 milhões investidos em projetos que possibilitaram, por exemplo, a duplicação da Rodovia dos Minérios, entre Curitiba em Almirante Tamandaré, que teve o segundo lote entregue na última semana e iniciado o terceiro, com aporte de R$ 350 milhões.
Outros investimentos oriundos desse banco são as duplicações ou pavimentações em concreto da região Central (de Guarapuava a Pitanga) e do corredor do Sudoeste (de Palmas a Pato Branco).
Ratinho Junior também destacou que o Paraná buscou, ao longo dos últimos anos, identificar e potencializar as suas vocações, seja no agronegócio, tecnologia ou combustíveis renováveis.
No campo do agro, o governador defendeu a necessidade de se ampliar a produção de alimentos no curto prazo. “O mundo precisa ampliar em 20% sua capacidade de produção de alimentos para dar conta do crescimento populacional nos próximos dez anos. Cerca de 80% dessa expansão ocorrerá na América Latina e, desses 80%, cerca de 70% podem ser no Brasil, sem necessidade de desmatamento, apenas com as áreas que já temos hoje, utilizando irrigação e aproveitando áreas subutilizadas”, comentou.
“O Paraná é hoje o supermercado do mundo, fruto de uma grande produção de alimentos, mas não só isso. Lá nós aprendemos a industrializar a nossa produção, exportando com embalagem, logomarca, algo que até então não era feito. Isso gera maior renda a quem produz, a quem vende, deixando mais renda no campo”, explicou.
Para fortalecer essa produção, o Estado tem investido em políticas públicas, como crédito com juros mais baixos e programas como o Irriga Paraná, para ampliar a segurança hídrica no campo e reduzir perdas causadas por estiagens. Neste último caso, desde o lançamento da iniciativa, em 2024, já foram financiados 33 projetos de irrigação, somando R$ 10,2 milhões e beneficiando 405 hectares.
Outra vocação do Paraná comentada por Ratinho Junior diz respeito aos combustíveis renováveis. “O Brasil pode ser a Arábia Saudita da energia limpa, renovável e verde. Temos condições de dominar esse setor. Estamos vendo a expansão do etanol de milho e temos a possibilidade de nos transformarmos em uma potência do biogás, utilizando cavaco de madeira, subprodutos das usinas de etanol e outros resíduos”, disse.
“No Paraná nós já iniciamos esse processo. Criamos os Corredores Rodoviários Sustentáveis, ampliando a oferta de gás natural e biometano para o abastecimento de caminhões, diversificando a matriz energética. E isso também tem a ver com o agro. Somos o maior produtor de frango e um dos maiores produtores de suínos do Brasil. Estamos utilizando os dejetos desses animais para produzir energia, por meio de biodigestores”, lembrou o governador. O Estado apoia o financiamento desse tipo de solução para reduzir os custos dos produtores com energia elétrica.
TERCEIRA IDADE – O Paraná também tem se destacado em políticas voltadas à população idosa, que será maioria em relação a crianças e jovens nos próximos anos, consequência da mudança na pirâmide etária brasileira.
Entre os projetos estão a concessão de R$ 80 mil em subsídio pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para entrada no financiamento de imóveis para idosos, acabando com o entrave da idade, e a construção de condomínios voltados à terceira idade, para aqueles que não possuem casa própria. “Precisamos defender uma agenda geracional, com foco nos nossos idosos que tanto ajudaram na formação do nosso Estado e do País”, defendeu.
Como reconhecimento, o Paraná conquistou o título de Estado Amigo da Pessoa Idosa, da Organização Mundial da Saúde (OMS), passando a integrar um seleto grupo internacional que compartilha experiências, inovações e soluções para tornar os ambientes urbanos mais acolhedores, seguros e acessíveis para todas as idades.
PRESENÇAS – Também participaram do encontro os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o secretário estadual da Comunicação, Cleber Mata; o diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar), Rubens Bueno; o secretário estadual de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab; o ex-senador e coordenador do Conselho Político e Social da ACSP, Heráclito Fortes; e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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