Paraná
Ratinho Junior anuncia R$ 340 milhões em obras de mobilidade para a região de Campo Mourão
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou, nesta sexta-feira (28), um pacote de investimentos superior a R$ 340 milhões para obras de pavimentação de estradas, construção de pontes e ações voltadas à agricultura familiar na região de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado. Os recursos vão beneficiar diretamente moradores e produtores de municípios como Altamira do Paraná, Laranjal, Janiópolis, Juranda, Barbosa Ferraz, Godoy Moreira, Mamborê e Campo Mourão.
As intervenções têm como foco melhorar a mobilidade, garantir mais segurança no tráfego e impulsionar o desenvolvimento regional, especialmente no escoamento da produção agrícola.
Ao destacar a importância das obras para o setor produtivo, o governador ressaltou que o foco do Estado é levar infraestrutura às regiões que mais precisam de logística eficiente. “A pavimentação leva asfalto para as estradas rurais. Estamos priorizando as principais rotas com produção de leite, frango, ovos, peixe e bicho-da-seda, regiões que têm grande demanda para escoamento da produção”, afirmou.
O maior investimento do pacote, de R$ 156,4 milhões, será destinado à pavimentação da estrada municipal que liga Altamira do Paraná a Laranjal. Atualmente, a via não possui pavimentação, sistema de drenagem ou sinalização, o que dificulta o deslocamento e compromete a segurança dos usuários.
O projeto foi elaborado pela Secretaria de Planejamento com base em um levantamento topográfico detalhado e prevê melhorias no traçado para aumentar a capacidade operacional da estrada. A nova pista terá 9,60 metros de largura, com duas faixas de rolamento e acostamentos, além de pavimentação em concreto asfáltico usinado a quente (CAUQ). Os recursos para a obra são da Secretaria da Infraestrutura e Logística e a execução é de responsabilidade do município.
O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, explicou que os investimentos fazem parte de uma estratégia de priorização de obras com impacto direto na vida da população. “Estamos investindo naquilo que é importante. Ao cortar gastos desnecessários, conseguimos focar em projetos relevantes para a população. Hoje temos uma equipe que dá conta do maior volume de obras da história do DER-PR e da infraestrutura do Paraná”, disse.
“É um ciclo virtuoso: o investimento em infraestrutura gera desenvolvimento, emprego, renda e mais receita”, ressaltou.
Em Janiópolis, serão investidos R$ 11,6 milhões na pavimentação da estrada rural São Domingos. A obra inclui pista com seis metros de largura, base em brita graduada, camada asfáltica, além de sistemas de drenagem e sinalização horizontal e vertical. O prazo estimado para execução é de 120 dias.
PONTES – Outra obra importante é a construção da Ponte sobre o Rio do Campo, em Campo Mourão, um projeto que receberá o investimento de R$ 742 mil. A estrutura vai conectar trechos da Avenida das Torres. A ponte que hoje atende o município é estreita e permite o trânsito de um carro por vez, o que gera também riscos a pedestres e ciclistas.
A segunda ponte anunciada será implantada sobre o Rio Corumbataí, entre Barbosa Ferraz e Godoy Moreira, com investimento de R$ 29,9 milhões. A nova estrutura, em concreto e com cerca de 100 metros de extensão, vai substituir a atual travessia por balsa. Os moradores dos dois municípios esperam essa ligação há décadas, já que a única alternativa à balsa é um percurso de 70 quilômetros, sem a ligação direta entre as cidades.
Além disso, Barbosa Ferraz será contemplada com a pavimentação de um importante trecho da PR-462, conhecido como Estrada do Óleo, que liga o município a Iretama. O investimento de R$ 73,3 milhões prevê a pavimentação de mais de 23 quilômetros, com implantação de faixas de rolamento, acostamentos, melhorias em acessos, sinalização, drenagem e dispositivos de segurança viária.
O pacote anunciado pelo governador também incluiu a pavimentação da estrada municipal que liga Mamborê ao distrito de Guarani, com investimento de R$ 37,2 milhões. A obra atende uma demanda antiga da comunidade e deve facilitar o transporte da produção agrícola, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores.
Já em Juranda, o investimento de R$ 3,4 milhões será aplicado na pavimentação da Avenida Dom Pedro II e da Rua Verônica Novak Roman, melhorando a infraestrutura urbana. A nova pavimentação vai ajudar a preservar o trecho que possui alta circulação de caminhões que utilizam a BR-369 e a PR-472.
AGRICULTURA FAMILIAR – Durante a visita a Campo Mourão foram anunciados ainda R$ 32 milhões à agricultura familiar e para melhoria da infraestrutura rural, por meio do programa Estrada Boa, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Do total, R$ 25,5 milhões serão aplicados na pavimentação de estradas rurais em diferentes municípios da região, ampliando o acesso de produtores às principais rotas logísticas e garantindo mais eficiência no transporte da produção.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou a dimensão do programa no Estado. “O Estrada Boa é o maior programa de pavimentação rural do Brasil. Estamos avançando com centenas de obras que vão melhorar o escoamento da produção e a vida de quem mora no campo”, salientou.
Outros R$ 3,9 milhões serão destinados à aquisição de máquinas da chamada linha amarela, como escavadeiras e motoniveladoras, que vão reforçar a capacidade dos municípios na manutenção e recuperação de estradas rurais.
O pacote inclui ainda a implantação de um restaurante popular na região do Lar Paraná, em Campo Mourão, ampliando o acesso da população a refeições de qualidade a baixo custo, além de outras ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.
OUTRAS AÇÕES – Os anúncios foram feitos durante a visita do governador ao município, onde também foi assinado um termo de cooperação entre o Estado e a prefeitura para a construção de um Parque Tecnológico e a entrega de kits com equipamentos para escolas municipais.
PRESENÇAS – Também acompanharam os anúncios o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; a reitora da Unespar, Salete Machado Sirino; o reitor da UEM, Leandro Vanalli; prefeitos, secretários municipais e vereadores de municípios da região.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.
Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.
Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.
Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.
Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).
Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.
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Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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