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Agro

Rabobank alerta para queda na demanda e aumento da pressão sobre o mercado de suco de laranja no 1º trimestre de 2026

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O Rabobank divulgou a nova edição do relatório trimestral AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise atualizada sobre o cenário do agronegócio. No segmento de citros, o banco destaca um ambiente desafiador para o mercado de suco de laranja, mesmo diante de uma perspectiva de menor oferta.

Safra menor em São Paulo

De acordo com o relatório, a expectativa é de uma queda de aproximadamente 15% na safra 2026/27 em São Paulo, principal polo produtor do país. Esse recuo na produção poderia, em um cenário tradicional, dar suporte aos preços.

No entanto, outros fatores vêm limitando essa reação no mercado.

Demanda global segue enfraquecida

Apesar da oferta mais restrita, o Rabobank ressalta que a demanda abaixo do esperado continua pressionando negativamente os preços, tanto do suco concentrado e congelado (FCOJ) quanto da fruta in natura.

Esse cenário evidencia um desequilíbrio: mesmo com menor produção, o consumo global ainda não mostra força suficiente para impulsionar uma recuperação consistente nos preços.

Pressão sobre os preços do FCOJ

O relatório aponta que os preços do FCOJ seguem impactados pela fraqueza da demanda, refletindo um mercado mais cauteloso e com menor apetite por compras.

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Além disso, o comportamento do consumidor e o cenário macroeconômico global seguem como fatores determinantes para a evolução do setor.

Pontos de atenção para o setor citrícola

O banco destaca que o mercado de suco de laranja deve continuar monitorando alguns fatores-chave ao longo de 2026:

  • Evolução da demanda internacional;
  • Impactos climáticos sobre a produção;
  • Custos de produção e logística;
  • Comportamento dos preços no mercado global.
Perspectivas para o mercado

De forma geral, o setor de suco de laranja enfrenta um momento de pressão, em que a redução da oferta não tem sido suficiente para sustentar os preços.

O desempenho do mercado ao longo de 2026 dependerá, principalmente, de uma eventual recuperação da demanda global, que poderá reequilibrar a relação entre oferta e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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