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Quantidade de auditorias realizadas pelo CESB em áreas de soja aumenta 44%

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MassaNews

A quantidade de auditorias realizadas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) no Desafio de Máxima Produtividade de Soja aumentou 44% na edição 2018/2019, em relação ao volume da edição de 2017/2018. Os técnicos do CESB visitaram 863 propriedades de sojicultores em todo o Brasil na última edição do Desafio, contra 597, na anterior. O Comitê agora caminha para divulgar os campeões do Desafio deste ano, que serão revelados no dia 18 de junho, durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade.

Para a edição de 2018/2019, mais de 4 mil produtores e seus respectivos consultores se inscreveram no Desafio CESB de Máxima produtividade de Soja. As auditorias se iniciaram em janeiro de 2019, finalizando os trabalhos no fim de maio com o maior número de áreas auditadas já alcançado em todas as edições do concurso, mostrando o esforço do CESB na busca pelo entendimento dos fatores das altas produtividades do cultivo lembrando que por exemplo na safra de 2009/2010, foram realizadas 250 auditorias. Ao todo, em dez anos, o CESB realizou mais de três mil auditorias.

O coordenador técnico e de Pesquisa do CESB, João Pascoalino, avalia que esse número reflete o maior alcance que o Desafio de Máxima Produtividade de Soja vem demonstrando ao longo dos anos, com mais sojicultores aceitando se auto desafiar para produzir mais soja em uma mesma área, com sustentabilidade e rentabilidade. “Neste ano conseguimos uma abrangência maior em extensão territorial, atingindo 11,5% de todas as áreas plantadas de soja do Brasil. O CESB busca, por meio do Desafio, estimular o produtor a buscar novas técnicas que o permita alcançar altos níveis de produtividade sempre de forma sustentável, e isso tem sido bem aceito pela comunidade agrícola, com os produtores batendo recordes de produtividade”, destaca.

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Autenticidade comprovada

As auditorias são realizadas desde 2015 por técnicos e agrônomos da empresa Somar, que atua na área de monitoria agrícola há mais de dez anos. Segundo o diretor da Somar, Juliano Nunes, todo auditor de campo passa por um treinamento exclusivo do CESB, para poder acompanhar todos os trabalhos que determinarão os campeões do Desafio CESB de Máxima Produtividade de Soja. As aferições são realizadas desde a colheita até o carregamento dos caminhões, para poder certificar que a pesagem está perfeitamente correta.

Nunes salienta que a importância da auditoria se dá por ser um documento que comprova as altas produtividades alcançadas pelos sojicultores, que são transformadas, posteriormente, em cases de sucesso. “Essas informações são difundidas no meio agrícola, de acordo com os princípios do CESB, que é produzir mais sem haver aumento de áreas cultivadas, pensando na sustentabilidade e garantindo a rentabilidade”, afirma.

Campeões

Os campeões da edição de 2018/2019 do Desafio CESB de Máxima Produtividade de Soja serão conhecidos no dia 18 de junho, em Londrina (PR). O anúncio será feito durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, que acontece este ano em parceria com a COCAMAR – Cooperativa Agroindustrial e a SRP – Sociedade Rural do Paraná.

Os cases campeões dos vencedores da 11ª edição do Desafio serão expostos pelos consultores, membros e especialistas do CESB durante o Fórum, a fim de compartilhar informações sobre métodos e técnicas utilizados para produzir mais soja em uma mesma área.

Neste ano, o Fórum terá como convidado o palestrante Gustavo Spadotti, da base Territorial da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em sua palestra, ele abordará técnicas que podem ser aplicadas por sojicultores brasileiros para melhorar a sua produtividade. “O evento será um meio de os produtores e especialistas da área agrícola realizarem um networking, além de promover uma preciosa troca de informações sobre a produção de soja no Brasil”, destaca o presidente do CESB, Leonardo Sologuren.

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Ele também lembra do momento difícil enfrentado nessa última safra, com veranicos sucessivos em algumas regiões, que causaram quebras na produção. “Tivemos condições climáticas totalmente diferentes do ano passado. Portanto temos a expectativa de ver o que os produtores fizeram para enfrentar esse momento de clima adverso e mesmo assim alcançar níveis avançados em produtividade”, relata.

Números recordes

O Fórum é realizado anualmente e tem por objetivo revelar os números recordes de alguns dos melhores sojicultores e consultores do Brasil, que ao longo de dez anos de história do Desafio demonstraram crescimentos em produtividade acima da média nacional. A produtividade média dos primeiros colocados das áreas avaliadas nesses dez anos variou de 77,8 a 109,4 sacas por hectare, com taxa de crescimento anual de aproximadamente 4,9%. Enquanto a média nacional, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentou variação de 43,8 a 56 sacas por hectare, crescendo ano a ano aproximadamente 3,5%.

O recorde atual foi conquistado com o produtor Marcos Seitz, de Guarapuava (PR), que alcançou a marca de 149,08 sacas de soja por hectare. Ele foi o campeão da edição de 2016/2017 do Desafio. O campeão da última edição (2017/2018) foi Gabriel Bonato, de Sarandi (RS), que atingiu 127,01 sacas de soja por hectare.

Fonte: Agrolink

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Agro

Suco de laranja enfrenta novo desafio global: produção cai e demanda segue em retração na safra 2026/27

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O mercado global de suco de laranja deverá enfrentar mais uma temporada desafiadora em 2026/27. Após a recuperação observada na safra anterior, a produção mundial volta a perder força, enquanto o consumo segue em trajetória de queda, ampliando as preocupações de produtores, indústrias e exportadores.

De acordo com relatório divulgado pela Rabobank, a oferta global de suco de laranja industrializado deverá recuar cerca de 13% na próxima safra, principalmente em função da redução da produção brasileira, impactada pelo avanço do greening, condições climáticas adversas e aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, a demanda mundial continua enfraquecida, cenário que deve resultar em estoques elevados e dificuldades para uma recuperação consistente dos preços internacionais.

Safra brasileira deve recuar quase 13%

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, deverá registrar uma safra significativamente menor em 2026/27.

A estimativa da Fundecitrus aponta produção de 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. O volume representa uma redução de 12,9% em relação à safra anterior, que alcançou 292,9 milhões de caixas.

O principal fator por trás da retração é o avanço contínuo do greening, considerado atualmente a maior ameaça fitossanitária da citricultura brasileira. Além disso, o clima mais quente e seco vem reduzindo o potencial produtivo dos pomares.

Mesmo com um aumento de 1% no número de árvores produtivas, os rendimentos devem cair de forma expressiva. A projeção indica redução de 17% na quantidade média de frutos por planta, refletindo diretamente na produtividade dos pomares.

Greening provoca perdas bilionárias no campo

O greening continua avançando no cinturão citrícola brasileiro e aumentando os prejuízos aos produtores.

Segundo os dados do relatório, a incidência da doença atingiu 47,6% das árvores em 2025, contra 38% em 2023. A severidade da doença também segue crescendo e deve avançar novamente em 2026.

As perdas associadas ao greening são estimadas em quase 50 milhões de caixas na safra 2026/27, gerando impacto econômico próximo de R$ 1,5 bilhão para os citricultores.

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Além da queda na produção, a doença eleva os custos operacionais devido à necessidade de monitoramento constante, controle intensivo do psilídeo e eliminação de plantas contaminadas.

O cenário se torna ainda mais complexo diante do aumento dos custos com fertilizantes, defensivos agrícolas e mão de obra, comprimindo as margens dos produtores.

Mudanças climáticas reduzem tamanho dos frutos

Outro fator que vem afetando a produtividade dos pomares brasileiros é a alteração no comportamento climático.

Temperaturas mais elevadas e períodos de estiagem durante fases críticas do desenvolvimento das plantas têm reduzido a participação da primeira florada, tradicionalmente responsável pelos frutos maiores e de melhor rendimento industrial.

Com isso, cresce a dependência de segunda, terceira e até quarta floradas, que produzem frutos menores e mais leves. O resultado é uma necessidade maior de frutas para completar cada caixa colhida e uma menor eficiência industrial na produção de suco.

Produção mundial também perde força

A redução da safra não é exclusividade do Brasil.

A Rabobank projeta que a oferta global de suco de laranja industrializado cairá de 1,34 milhão para aproximadamente 1,16 milhão de toneladas em 2026/27.

Outros importantes fornecedores internacionais também enfrentam dificuldades produtivas. México, Flórida e União Europeia deverão registrar quedas relevantes na produção, contribuindo para a retração da oferta mundial.

Mesmo assim, a menor disponibilidade de produto não será suficiente para impulsionar os preços de forma significativa.

Consumo global continua em queda

Enquanto a oferta diminui, o mercado enfrenta outro desafio: a retração do consumo.

Segundo o estudo, os preços internacionais do suco concentrado congelado de laranja (FCOJ) recuaram cerca de 60% desde os picos registrados em 2024. Apesar disso, os preços ao consumidor permanecem próximos dos níveis recordes observados nos principais mercados, especialmente Estados Unidos e Europa.

Esse descompasso entre os preços internacionais e os valores praticados no varejo vem reduzindo o volume de compras por parte dos consumidores.

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A projeção da Rabobank é de nova retração de 3% na demanda global durante a safra 2026/27. Caso a estimativa se confirme, o consumo mundial terá acumulado queda de aproximadamente 40% nos últimos dez anos.

A inflação dos alimentos, os elevados custos de energia e a busca dos consumidores por alternativas mais acessíveis continuam limitando a recuperação do mercado.

Estoques elevados devem pressionar preços

Mesmo com a redução da produção, a demanda mais fraca deverá permitir novo aumento dos estoques globais de suco de laranja.

As projeções indicam que os estoques finais poderão alcançar cerca de 490 mil toneladas em equivalente FCOJ ao final da safra 2026/27, o maior nível dos últimos sete anos.

Esse cenário dificulta uma recuperação sustentável dos preços internacionais e aumenta a pressão sobre toda a cadeia produtiva.

Em São Paulo, os preços da laranja já refletem esse ambiente de mercado. As negociações no mercado spot estão abaixo de R$ 30 por caixa, patamar muito distante dos valores superiores a R$ 100 registrados durante 2024.

Para muitos produtores, os preços atuais já operam abaixo dos custos de produção.

Perspectiva preocupa citricultores e indústria

A combinação entre produção menor, consumo em retração e estoques elevados desenha um cenário de margens apertadas para a citricultura mundial.

Segundo a Rabobank, caso os preços permaneçam deprimidos por um período prolongado, poderá haver desaceleração nos investimentos, adiamento de projetos de expansão e até redução de áreas cultivadas em algumas regiões produtoras.

Além disso, a menor rentabilidade pode comprometer os investimentos necessários para o controle do greening, ampliando os riscos para a sustentabilidade da produção brasileira no longo prazo.

Diante desse contexto, a safra 2026/27 deverá ser marcada por desafios significativos para produtores, indústrias processadoras e exportadores, exigindo eficiência operacional, gestão de custos e avanços no combate às principais ameaças fitossanitárias da citricultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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