Brasil
QualificaPro: Governo do Brasil lança plataforma que conecta trabalhadores a cursos gratuitos com base em dados do mercado
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou, nesta terça-feira (3), em São Paulo, o QualificaPro, uma ferramenta que ajuda a encontrar cursos gratuitos direto na Carteira de Trabalho Digital. A ideia é facilitar a vida de quem quer se qualificar e dar o próximo passo na carreira, beneficiando mais de 80 milhões de usuários do aplicativo.
Diferente de buscadores comuns, o QualificaPro mostra também como está o mercado de trabalho para cada curso. Ele usa dados oficiais do MTE para informar sobre emprego e salário em diferentes áreas e regiões, ajudando o trabalhador a escolher melhor antes de investir tempo em um novo aprendizado.
No lançamento, o ministro Luiz Marinho destacou a importância da tecnologia e da qualificação:
“Com a inteligência artificial, com as transições tecnológicas, energéticas, climáticas e geracionais, nós precisamos estar totalmente atualizados. Tenho certeza que a falta de mão de obra reclamada por vários segmentos empresariais pode ser superada; se melhorarmos as políticas de cuidados nos municípios, teremos mais mão de obra das nossas companheiras mulheres à disposição do mercado de trabalho. Precisamos cuidar com carinho do processo de qualificação da nossa juventude, não simplesmente para ser mão de obra barata em vários segmentos. Todo trabalho é honrado, todo trabalho é importante, mas nós precisamos saber como qualificar melhor para dar condições superiores para a nossa juventude.”
Como funciona o QualificaPro
A ferramenta reúne informações de 49 instituições, como Institutos Federais, SEBRAE, SEST SENAT e redes estaduais. São mais de 29 mil cursos, e a plataforma usa inteligência artificial para levar o usuário direto à página de inscrição da instituição que oferece o curso.
Para facilitar ainda mais, o QualificaPro é de uso livre — não precisa criar conta para buscar cursos. No futuro, a plataforma deve funcionar como um assistente pessoal, enviando alertas sobre novas turmas e conectando alunos a vagas de emprego e serviços de intermediação de mão de obra.
Acesse aqui a plataforma e saiba mais.
Brasil
Lucila da Rocha Lopes é exemplo da liderança feminina na pesca no Espírito Santo
Hoje, 29 de junho, é Dia Mundial do Pescador. Até o dia 4 de julho, pela primeira vez, também comemoramos a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal. A iniciativa foi criada pelo Governo Federal por meio da Lei nº 15.414, sancionada pelo presidente Lula em maio deste ano. A ideia é promover a pesca artesanal, atividade que, além de grande relevância econômica, é um símbolo cultural e de resistência das comunidades tradicionais.
Para celebrar a vida dos nossos pescadores e pescadoras, O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresenta a série “Águas que Ouvem”. Vamos contar um pouco sobre pessoas que fazem a diferença na pesca nas 5 regiões do país. E para começar, vamos contar a história da Lucila, pescadora artesanal de Itapemirim (ES).
Lucila da Rocha Lopes é um exemplo de liderança feminina na pesca artesanal. Ela é pescadora desde os 13 anos e atualmente é presidente da Colônia Z-10 de Itaipava/Itapemirim. Também teve protagonismo na criação da Associação de Mulheres da Pesca de Itapemirim.
Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo. Ela foi a responsável direta por solicitar e articular a criação da Frente Parlamentar da Pesca junto ao legislativo, garantindo voz política ao setor. Além disso, foi pioneira no estado do Espírito Santo na busca pela implementação do Projeto Catrapovos (Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos), uma parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para garantir alimentação saudável e geração de renda para comunidades tradicionais, lutando pela soberania alimentar e desburocratização sanitária.
Lucila construiu parcerias sólidas com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES–Campus Piúma), com a Petrobras e com instituições como Incaper, Sebrae e Senar. Juntos, ofereceram formações multidisciplinares para a capacitação dos pescadores e pescadoras da região, com cursos como o de processamento de pescado, panificação, confeitaria e salgados, visando agregar valor ao produto local.
A pescadora também correu atrás de outras grandes conquistas estruturais para a comunidade. Entre elas, a construção da sede da Colônia Z-10 e da fábrica de gelo de Itapemirim, que contribuiu para o armazenamento adequado do pescado, melhorando a produção de mais de 3.500 pescadores.
Além disso, foi uma das lideranças selecionadas para representar o Espírito Santo na elaboração do documento nacional “20 Demandas das Mulheres Pescadoras Artesanais”. Este trabalho reuniu lideranças de diversos estados para unificar pautas sobre saúde, previdência e reconhecimento profissional das mulheres junto ao Governo Federal e ao Congresso.
A vida de Lucila é apenas um dos milhares de exemplos de histórias de mulheres e homens que brilham na pesca artesanal e fazem da atividade muito mais que uma fonte de sustento para a família, mas um modo de vida que respeita a natureza, os saberes tradicionais e a cultura de um povo.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura.
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