Connect with us


Paraná

Universidades estaduais formarão agentes para atender idosos em 63 cidades

Publicado em

O Governo do Paraná publicou um edital destinando R$ 631 mil para o programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi), desenvolvido pelas sete instituições do Sistema Estadual de Ensino Superior. O objetivo é capacitar 63 agentes multiplicadores em  municípios próximos aos câmpus para atuar como facilitadores de atividades educacionais e comunitárias junto à população com 60 anos ou mais. A expectativa é atender em torno de 40 pessoas em cada cidade, o que deve beneficiar 2.520 idosos em todo o Estado.

A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com recursos do Fundo Paraná. Os municípios serão selecionados em parceria com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e o Conselho Estadual da Pessoa Idosa (Cedipi). Serão observados, entre outros critérios, a aprovação dos planos de ação pelos respectivos conselhos municipais dos direitos da pessoa idosa e a regularidade dos fundos municipais do idoso. A previsão é que as atividades comecem a partir de setembro, com duração de um ano.

Leia mais:  Semana será de gangorra nas temperaturas e chuvas irregulares, prevê o Simepar

Os recursos serão aplicados na concessão de 22 bolsas para sete professores, sete alunos de graduação e oito profissionais formados, além de diárias para deslocamento. Os valores mensais das bolsas variam de R$ 1.192 para os estudantes a R$ 3.200 para os profissionais, que serão selecionados pelas instituições estaduais de ensino superior. Os docentes ficarão responsáveis pela coordenação das atividades e pela orientação dos bolsistas que vão conduzir as capacitações dos agentes multiplicadores indicados pelas prefeituras no formato remoto.

O secretário estadual em exercício da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Jamil Abdanur Junior, destaca o impacto do programa para além do atendimento aos idosos. “A iniciativa também fortalece a formação acadêmica e profissional dos estudantes de graduação e dos recém-formados que integram as equipes do programa, estimulando o engajamento e a permanência desses jovens na universidade, ao mesmo tempo em que qualifica uma experiência prática junto à comunidade e ao exercício da cidadania”, afirma.

Leia mais:  Paraná destina R$ 15 milhões para compra de equipamentos para políticas para mulheres

CONTEÚDO – O programa de atividades para os idosos terá uma carga horária anual de 512 horas, com um conteúdo totalmente adaptado à cultura local e aos temas de interesse dessa parcela da população, a fim de valorizar os saberes do público atendido. O projeto contempla quatro eixos, cada um com 128 horas. O primeiro eixo consiste em estudos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar e engajar os idosos na busca pela sustentabilidade.

O segundo eixo inclui palestras e oficinas sobre direito da pessoa idosa, administração financeira e alimentação saudável, além de intervenções práticas com atividades físicas e manuais. O terceiro eixo prevê a participação dos idosos em ações de integração comunitária. Já o quarto eixo é o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que poderá ser produzido em formato de vídeo, texto científico, material didático, entre outros. Os participantes com frequência mínima de 75% receberão um certificado emitido pela respectiva universidade e pelo município.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  Ministério Público do Paraná oferece denúncia criminal contra acusados de desmatar área de proteção ambiental em Curitiba

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Com investimento de R$ 8,3 milhões, Sanepar amplia sistema de esgoto em Pranchita

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262