Connect with us


Brasil

Projeto Pensando o Direito recebe 109 inscrições em edital sobre políticas de drogas

Publicado em

Brasília, 8/6/2026 – O projeto Pensando o Direito, da Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), encerrou as inscrições do edital sobre políticas de drogas com 109 candidaturas recebidas. A ação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e a Universidade de Brasília (UnB).

A seleção reuniu pesquisadores das cinco regiões do Brasil, refletindo a diversidade de perfis e experiências presentes na academia brasileira. Entre os participantes estão pesquisadores indígenas e quilombolas que atuam diretamente em seus territórios, contribuindo para ampliar a pluralidade de perspectivas e fortalecer a produção de conhecimento voltada às políticas públicas.

O projeto Pensando o Direito tem como objetivo promover a participação da academia e da sociedade civil na formulação de propostas legislativas e no aperfeiçoamento de políticas públicas, aproximando o conhecimento científico dos processos de elaboração normativa.

Para o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto, o resultado demonstra o alcance nacional da iniciativa e o interesse da comunidade acadêmica em contribuir para um debate público qualificado.

Leia mais:  Inscrições para projetos de inovação em programa do Brics se encerram no dia 3

“Nosso objetivo é democratizar o processo de elaboração normativa no Brasil, qualificando o debate legislativo com base no conhecimento científico. O número de inscrições e a diversidade dos participantes mostram a relevância dessa construção coletiva”, afirmou.

Este é o segundo edital lançado em 2026 no âmbito da cooperação entre a SAL, a Senad e instituições de ensino superior. A chamada pública dá continuidade ao trabalho iniciado neste ano com uma seleção realizada em conjunto com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Novos editais

A Secretaria de Assuntos Legislativos prevê o lançamento de novos editais nos próximos meses. Entre os temas previstos estão estudos voltados ao Plano Pena Justa, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen); pesquisas relacionadas ao enfrentamento da criminalidade, em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp); e projetos destinados ao aprimoramento da gestão pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook

Brasil

MTE resgata 69 trabalhadores em condições análogas à escravidão no interior da Bahia

Published

on

Durante duas operações coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, foram resgatados 69 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em diferentes regiões da Bahia (BA). As ações ocorreram entre 24 de maio e 3 de junho, nos municípios de Seabra, na Chapada Diamantina, e Novo Horizonte, região conhecida pela atividade garimpeira.

As fiscalizações foram realizadas com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF), reforçando a atuação integrada do Estado brasileiro no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

Obra às margens da BR-242

De acordo com as informações da fiscalização, no município de Seabra, os auditores-fiscais do Trabalho resgataram 45 trabalhadores em um canteiro de obras destinado à construção de um empreendimento comercial voltado ao funcionamento de ponto de apoio rodoviário e restaurante. A operação foi deflagrada no dia 25 de maio.

Durante a inspeção, foram identificados 55 trabalhadores em atividade, dos quais 45 foram resgatados. As equipes constataram alojamentos precários, com superlotação, falta de privacidade, instalações sanitárias inadequadas e convivência direta com materiais de construção, equipamentos e produtos químicos.

Também foram verificadas graves irregularidades trabalhistas, como ausência de registro em carteira, inexistência de controle formal de jornada, falta de programas de saúde e segurança e fornecimento insuficiente de equipamentos de proteção individual.

A fiscalização identificou ainda situações de grave e iminente risco, incluindo instalações elétricas improvisadas, máquinas sem proteção, escavações abertas sem sinalização e trabalho em altura sem medidas de segurança. As jornadas ultrapassavam os limites legais, chegando a cerca de 65 horas semanais.

Leia mais:  Ministro da Saúde anuncia ações estratégicas para tratar intoxicação por metanol

Segundo a equipe da Auditoria Fiscal do Trabalho, os trabalhadores foram recrutados em diferentes estados e passaram a depender integralmente da estrutura fornecida pela empresa para moradia e alimentação. Diante do conjunto de irregularidades, ficou caracterizada a submissão a condições análogas à escravidão, especialmente em razão das condições degradantes de trabalho e da jornada exaustiva.

Ao final da ação, foram pagos R$ 578.243,28 em verbas rescisórias e R$ 157.500,00 a título de danos morais individuais. A obra foi totalmente embargada, e os trabalhadores foram encaminhados para habilitação no seguro-desemprego especial destinado a trabalhadores resgatados e para atendimento pela rede de assistência social.

Resgate em garimpos subterrâneos

Na região de Novo Horizonte, entre os dias 24 de maio e 3 de junho, outra operação identificou 40 trabalhadores atuando em garimpos subterrâneos de extração artesanal de quartzo rutilado e barita. Desses, 24 trabalhadores foram resgatados por estarem submetidos a condições análogas à escravidão.

Segundo a fiscalização, os trabalhadores foram encontrados vivendo em barracos improvisados de lona, sem acesso à água potável, higiene adequada ou condições mínimas de habitabilidade. As equipes também identificaram um sistema irregular de remuneração baseado no pagamento semanal de cerca de R$ 120, conhecido como “feira”, além da promessa de remuneração vinculada à produção futura, modelo considerado fraudulento por transferir aos trabalhadores os riscos da atividade econômica.

Os auditores-fiscais do Trabalho constataram ainda a existência de uma estrutura organizada de comando das atividades, evidenciando subordinação e dependência econômica dos trabalhadores.

As condições de segurança eram extremamente precárias. Os garimpeiros atuavam sem equipamentos de proteção adequados e sem treinamento, realizando atividades em galerias subterrâneas com profundidade de até 100 metros. A situação os expunha a riscos de soterramento, quedas, trabalho em espaço confinado e contaminação por sílica, substância associada ao desenvolvimento da silicose.

Leia mais:  Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

Diante das irregularidades encontradas, foi caracterizada a submissão dos trabalhadores a condições análogas à escravidão, especialmente em razão das condições degradantes de trabalho. Todas as frentes de trabalho fiscalizadas foram interditadas.

Após o resgate, os trabalhadores foram afastados das atividades e terão acesso às verbas rescisórias devidas e ao seguro-desemprego especial destinado aos trabalhadores resgatados.

Combate ao trabalho análogo à escravidão

De acordo com a coordenadora das operações, a auditora-fiscal do Trabalho Gislene Stacholski, as duas operações reforçam o compromisso da Auditoria Fiscal do Trabalho, vinculada ao MTE, com a erradicação do trabalho escravo contemporâneo e a garantia dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

“Além do resgate das vítimas e da reparação dos danos sofridos, as ações buscam responsabilizar os empregadores envolvidos e impedir a continuidade das irregularidades, contribuindo para a promoção do trabalho decente e da dignidade humana.”

Denúncias

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível em https://ipe.sit.trabalho.gov.br. Lançada em 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ferramenta fortalece o combate a essas violações por meio da participação ativa da sociedade.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262