Brasil
Projeto divulga resultado de chamada para Mapa do Turismo Responsável
O projeto Brasil, essa é a nossa praia!, desenvolvido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), divulgou nesta sexta-feira (31), o resultado da chamada para iniciativas que farão parte da atualização do Mapa Brasileiro do Turismo Responsável. Foram aprovadas 210 inciativas e a lista completa está disponível no site www.brasilnossapraia.ufrn.br.
“Tornar público esse resultado é uma grande conquista e ajuda a fortalecer cada vez mais o Turismo brasileiro com ações que fazem diferença na ponta”, comemorou a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero.
Ao todo, foram recebidas 470 inscrições, as quais foram submetidas a um processo de triagem e validação a partir dos seguintes critérios: Verificação de veracidade das informações; Avaliação da aderência de cada iniciativa às categorias predefinidas no edital; Identificação de boas práticas; Eliminação de duplicidade; e revisão textual.
A ação busca orientar destinos turísticos quanto à implementação de ações de gestão responsável, incentivando a adoção de boas práticas de sustentabilidade por administradores públicos, a comunidade local e os próprios turistas. As iniciativas aprovadas serão inseridas no mapa até o dia 31 de novembro de 2025.
O Mapa está disponível no site mapadoturismoresponsavel.turismo.gov.br e abrange práticas relacionadas a seis grandes categorias: Turismo Sustentável, Turismo de Base Comunitária, Etnoturismo, Segurança Turística, Turismo Acessível e Diversidade e Inclusão no Turismo.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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