Paraná
Programa Rede Elétrica Inteligente da Copel motiva visita de técnicos da Aneel
O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Luiz Mosna, e o assessor Matheus Cruz estiveram no Paraná para conhecer iniciativas da Copel na implantação da Rede Elétrica Inteligente. O programa é um dos maiores da América Latina em volume de instalação de medidores inteligentes. Até o momento, já foram implantados 530 mil equipamentos em 77 municípios do Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, além da Região Metropolitana de Curitiba.
Para o diretor da Copel Distribuição, Maximiliano Orfali, o programa se destaca pela abrangência e capilaridade na implantação. “É um momento interessante pela magnitude e pelo significado do projeto, a Copel é a empresa hoje no Brasil que tem o maior programa de smart grid, estamos saindo na frente, tanto que recebemos a visita do nosso órgão regulador”, comentou.
As atividades dos representantes da Aneel no Paraná começaram em Araucária, onde o programa Rede Elétrica Inteligente já instalou medidores inteligentes em 75% das 66 mil unidades consumidoras do município. O grupo conheceu todas as instalações da Rede Elétrica Inteligente, começando por antenas e equipamentos repetidores conectados na Subestação Tomaz Coelho, de 69 kV. Na sequência, foram verificados os equipamentos especiais de rede automatizados e comunicado via rede Smart Grid em uma praça do município. Foram realizados os procedimentos de corte e religamento de energia em uma unidade consumidora residencial.
O diretor da Aneel, Fernando Luiz Mosna, aproveitou para tirar dúvidas sobre diversos pontos técnicos da rede de distribuição da Copel, como sobre o compartilhamento do sistema de telecomunicações da Rede Elétrica Inteligente e o avanço das instalações de medidores nos próximos anos, que devem chegar a 20% de todas as unidades consumidoras do Paraná até 2025.
A visita se estendeu até Curitiba e o diretor da Aneel conheceu um protótipo para organização de cabos de rede de telecomunicações em postes e também o sistema de carregamento de veículos elétricos no eletroposto do polo da Copel no bairro Mossunguê.
Participaram da visita o diretor comercial de Regulação e de Gestão da Copel Distribuição (DIS), Hemerson Pedroso; o superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais, Julio Omori; o superintendente de Regulação e Finanças da DIS, Fernando Gruppelli; o gerente do Departamento de Projetos Especiais da DIS, Sergio Milani; o gerente da divisão de Projetos Especiais da DIS, Tiago Santana; o gerente do projeto REI Fase 2, Francisco Avila; o engenheiro de Planejamento da Copel Distribuição, Rodrigo Braun dos Santos; e o CEO da Eleng, Ednilson Hausen.
REDE INTELIGENTE – Iniciado em 2021, o programa já está em 73 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná, onde existem 462 mil medidores em contato com a central de operações da Copel. Agora o programa avança para mais 28 cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Campos Gerais e Ilha do Mel. Na RMC já foram instalados 66 mil medidores inteligentes. O investimento total da Copel em todas as fases do programa é de R$ 820 milhões.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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