Paraná
Romanelli exige punição imediata às concessionárias de pedágio
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) exige um posicionamento firme do DER/PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) em relação à aplicação de penalidades previstas em lei às concessionárias de pedágio. Segundo Romanelli, muitas obras nas rodovias pedagiadas não foram concluídas, outras sequer iniciadas, o que contraria os contratos das empresas com o Estado.
“Os contratos de concessão se encerram em novembro de 2021 e as concessionárias de rodovias têm obras pendentes de execução. O DER precisa agir rápido e com rigor para que essas obras sejam finalizadas, antes do encerramento do contrato”, alerta Romanelli.
Em decisão, o Ministério Público Federal (MPF) recomenda ao DER que autuações contra concessionárias sejam concluídas. A recomendação é para que “sejam tomadas as devidas providências para a conclusão de autos de infração lavrados há meses contra as concessionárias Econorte, Viapar e Caminhos do Paraná em decorrência do inadimplemento de obrigações assumidas relacionadas à realização de obras e prestação de serviços”.
“Além dos acordos lesivos do MPF com as concessionárias, há pelo menos 31 autos de infração e nenhum parecer referente à punição do Estado às concessionárias, que não cumpriram o contrato. O DER precisa se manifestar em relação à aplicação de multas, já que as empresas estão em desacordo com os prazos estabelecidos pelo rito em contrato”, avalia Romanelli.
Norte — Romanelli cita como exemplo o caso da Econorte, que mantém três praças de pedágio no Norte do Estado: em Jataizinho, Jacarezinho e Sertaneja. As duas primeiras praças, inclusive, são as que cobram a maior taxa de pedágio do Paraná, uma das maiores do Brasil.
A Econorte foi autuada em março de 2019 pela não conclusão no tempo devido das obras de duplicação da BR-369, das obras de travessia inferior e marginal na BR-153 e das obras de intersecção na BR-153.
“É uma cobrança absurda. Os paranaenses estão há mais de duas décadas pagando o pedágio mais caro do Brasil, e as obras que deveriam ser feitas, ou não foram concluídas ou sequer saíram da fase de projeto”, diz Romanelli.
As obras da Econorte estão em execução na BR-369, no trecho entre Cornélio Procópio e o trevo de acesso a Uraí. Iniciada em 2018, está prevista para terminar em 2021. Mas, do total de 15,16 km de duplicação previstos, apenas 15,9% foram realizados.
Na mesma rodovia, no trecho entre o trevo de Uraí e Jataizinho, a Econorte executou apenas 23,2% das obras de duplicação de 19,2 km que devem ser entregues até o final de 2021.
“É um descaso com os paranaenses e o DER precisa se manifestar. Não podemos permitir que casos como esses sirvam de incentivo para nenhuma empresa prestadora de serviço público. É preciso agir para cobrar celeridade na obra ou aplicar multas pelo descumprimento do contrato”, aponta o deputado.
Outras quatro obras que a Econorte deveria realizar até o fim do ano que vem, ainda estão apenas na fase de previsão: a construção de terceira faixa na PR-445 (entre Londrina e Bela Vista do Paraíso) e as intersecções na PR-323 com a PR-160 (Sertaneja) e com a PR-437 (Sertanópolis), além da BR-153, no km 18 (Jacarezinho).
Autuações — Além da Econorte, a Viapar e a Caminhos do Paraná também têm autos de infração. A Caminhos do Paraná foi autuada 16 vezes devido ao atraso no cronograma de obras de duplicação da BR-277 (Guarapuava) e duplicação da BR-476, no trecho entre Araucária e Lapa, entre outros.
Já contra a Viapar constam 14 autos de infração pelo atraso na apresentação dos projetos executivos das obras no Contorno de Jandaia do Sul (BR-376).
O DER disse que vai cumprir a recomendação do MPF quanto aos autos de infração relativos às concessionárias Econorte, Viapar e Caminhos do Paraná.
Paraná
Tribunal do Júri de Campo Largo condena a 26 anos e 8 meses de prisão homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por matar irmão da companheira
O Tribunal do Júri de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, condenou nesta terça-feira, 14 de abril, a 26 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado um homem de 27 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo homicídio do irmão de sua companheira. O crime foi cometido em 8 de fevereiro de 2025 em um bar no bairro Rivabem.
Áudio do Promotor de Justiça Eduardo Labruna Dahia
Conforme a denúncia, o réu, motivado por ciúmes, tentou matar a própria companheira a facadas, mas o irmão dela colocou-se entre os dois para protegê-la e acabou recebendo os golpes, que o vitimaram fatalmente.
O Conselho de Sentença acolheu todas as teses apresentadas pelo MPPR na denúncia, reconhecendo que o crime foi feminicídio (uma vez que o alvo dos golpes era a mulher, e não seu irmão, vitimado por erro na execução), cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O réu, agora condenado, estava detido desde a época do crime e permanecerá detido para início imediato do cumprimento da pena, sem direito a recorrer em liberdade.
Plateia especial – Assistiram ao julgamento cerca de 80 alunas do ensino médio, a convite da 2ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, feito a partir de atuação realizada em seis escolas estaduais no município. Foram proferidas palestras sobre os direitos das mulheres e as diversas formas de violência doméstica, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. As palestras enfocaram também os crimes sexuais. Uma vez que o julgamento foi relativo a um caso de feminicídio, as estudantes foram convidadas a assisti-lo, como um alerta quanto aos perigos de se manter um relacionamento tóxico (na medida em que os crimes de feminicídio muitas vezes se iniciam com uma agressão verbal e, com o tempo, as atitudes do agressor mostram um grau de violência crescente, muitas vezes resultando na morte da mulher) e também como uma maneira de fazê-las entender que não estão sozinhas, pois existe uma rede de proteção em favor delas.
Processo 0001144-36.2025.8.16.0026
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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