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Educação

Programa alfabetiza e eleva escolaridade de trabalhadores do MEC

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Com foco na valorização e no desenvolvimento humano, o Ministério da Educação (MEC) realiza o Programa de Formação, Desenvolvimento e Valorização dos Trabalhadores do MEC (ProFormar), que tem transformado a vida de colaboradores da pasta e de outros ministérios. A iniciativa busca ampliar a escolaridade, oferecer novas oportunidades de aprendizado e promover a cidadania, atendendo especialmente trabalhadores das áreas de limpeza, copa e manutenção que desejam ser alfabetizados, concluir a educação básica ou se preparar para o ingresso na educação superior. 

O programa acontece no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC (Cetremec), em Brasília, e conta com turmas da EJA, em parceria com o Governo do Distrito Federal e o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas). Cerca de 30 alunos participam do primeiro e do segundo segmentos, que equivalem ao ensino fundamental. Além disso, mais de 40 trabalhadores estão inscritos no cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com aulas de segunda a quinta-feira e apoio do Instituto Federal do Sul de Minas. 

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Alunos do ProFormar no círculo de cultura sobre Paulo Freire. Foto: Divulgação/Cetremec

 O ProFormar está estruturado em três eixos principais: Formação, Fortalecimento de Trajetórias e Promoção da Cidadania e Inclusão. Além do ensino regular, os participantes possuem acesso a atividades culturais e de formação cidadã, como oficinas de leitura, seminários sobre autonomia, visita ao Congresso Nacional e mutirão de saúde ocular. 

“Os estudantes do ProFormar estão tendo acesso à educação básica de forma flexível e adaptada às suas necessidades. Do contrário, não teriam acesso, e a exclusão se repetiria. O ProFormar assegura esse direito e busca a valorização desses colaboradores que são indispensáveis para a oferta de um bom serviço público”, destacou a gerente de projetos do Cetremec e coordenadora do ProFormar, Karin Lucas. 

“Com quase 60 anos, eu nunca tinha ido ao Congresso Nacional, nem na porta. Foi uma coisa linda, maravilhosa, fiquei admirada. Enquanto eu puder, e o MEC estiver dando essas oportunidades, eu vou aproveitar”, ressaltou a estudante do segundo segmento da EJA, Maria Rodrigues do Carmo, referindo-se à saída de campo proporcionada aos alunos do programa.  

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Um diferencial do ProFormar é o cuidado em garantir a permanência dos estudantes nas escolas. O MEC oferece transporte, lanches diários e apoio em inscrições para o Enem, vestibulares e concursos, o que contribui para uma baixíssima evasão. 

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Atividade de alfabetização com alunos do ProFormar. Foto: Divulgação/Cetremec

“Esse curso apareceu em uma hora muito boa. Os professores aqui são muito bons, as aulas têm me ajudado muito. Eu venho cansado às vezes, mas, só de chegar aqui e ter toda essa estrutura, além de comentar no meu ambiente de trabalho que estou participando do curso e ter o apoio dos outros colaboradores, é incrível”, afirmou o estudante do cursinho preparatório para o Enem, Eduardo Nepomuceno Vieira.  

Mais do que um programa de capacitação, o ProFormar tem se consolidado como uma ferramenta de inclusão e transformação social. Ao reduzir desigualdades e valorizar trabalhadores muitas vezes invisibilizados, a iniciativa fortalece a autoestima, amplia perspectivas de futuro e contribui para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo MEC. 

Com planos de expansão até 2026, a iniciativa prevê a oferta de educação técnica e profissional e o reconhecimento de saberes práticos de trabalhadores com experiência, mas sem certificação formal. Novas ações também estão previstas, incluindo oficinas sobre economia solidária e o uso de tecnologia para melhorar a qualidade de vida. 

Inscrições – Para participar do ProFormar, podem se inscrever trabalhadores do MEC, colaboradores dos demais ministérios e pessoas da comunidade externa que desejam ser alfabetizados, concluir a educação básica ou se preparar para o ingresso na educação superior. Os interessados devem entrar em contato por um dos seguintes canais: telefone (61) 2022-8057, WhatsApp (61) 9131-6063, e-mail [email protected] ou presencialmente no Cetremec, localizado na L2 Sul – Quadra 604, Lote 28, Plano Piloto, Brasília-DF. 

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Atividades em sala de aula com alunos do ProFormar. Foto: Divulgação/Cetremec
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Contexto – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2024, o Brasil tinha 9,1 milhões de pessoas não alfabetizadas, representando 5,3% da população com 15 anos ou mais. Apesar de a taxa ser a menor da série histórica iniciada em 2016, o número absoluto de pessoas não alfabetizadas ainda é um desafio a ser enfrentado.   

O Censo Demográfico de 2022 do IBGE também mostra que 18,4% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluíram o ensino superior, percentual que aumentou em relação a 2000 (6,8%) e 2010 (11,3%). Ainda assim, quatro em cada cinco adultos não possuem graduação. 

Cetremec – O Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC é um espaço criado na década de 1970, voltado à valorização e à capacitação dos servidores da educação. Após funcionar em diferentes locais e ter suas atividades suspensas em 2011, foi retomado em sua sede original, na Avenida L2 Sul, em Brasília, preservando tanto o patrimônio físico quanto a memória coletiva dos trabalhadores do MEC. 

Sua missão é fortalecer a formação inicial e continuada dos servidores para os desafios da gestão educacional, além de articular parcerias com instituições públicas e privadas. O centro também abriga salas de aula e espaços de exposições abertas ao público, que buscam retratar a história da educação brasileira e do próprio MEC, como a mostra Educadoras e Educadores do Brasil, dedicada à diversidade de vozes nas políticas educacionais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Cetremec 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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