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Agro

Influenza Aviária mantém pressão sobre mercado de frango e aumenta volatilidade

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O mercado de frango vivo iniciou setembro sob pressão, registrando queda nos preços durante a primeira semana do mês. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista e consultor da Safras & Mercado, a tendência de baixa deve se estender no curto prazo, em meio a um cenário ainda considerado complexo para o setor.

União Europeia reconhece Brasil como livre da doença

Em meio às dificuldades, uma notícia positiva movimentou o setor: a União Europeia reconheceu o Brasil como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, liberando as importações de produtos avícolas brasileiros.

Apesar disso, o retorno da China — antes do embargo, principal compradora da carne de frango brasileira — ainda é aguardado pelos produtores.

Custos de nutrição animal seguem controlados

Os custos com alimentação animal permanecem em patamares estáveis, sustentados pela boa oferta de milho e farelo de soja. Essa condição traz alívio para produtores em meio à instabilidade do mercado.

Atacado mostra sinais de recuperação com entrada de salários

No mercado atacadista, os preços apresentaram estabilidade ao longo da semana, mas a expectativa é de reação no curto prazo. A chegada dos salários deve estimular a reposição de estoques entre atacado e varejo, favorecendo o consumo.

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Carne de frango mantém vantagem sobre outras proteínas

Segundo Iglesias, a carne de frango continua sendo a proteína mais competitiva frente à carne bovina, especialmente diante da perda de poder de compra da população. O cenário é ainda mais relevante para famílias com renda entre um e dois salários mínimos, que encontram na carne de frango uma alternativa mais acessível.

Exportações brasileiras registram queda no valor médio diário

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) totalizaram US$ 655,6 milhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume embarcado foi de 373,9 mil toneladas, com média diária de 17,8 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.753,1. Na comparação com agosto de 2024, houve queda de 11% no valor médio diário e recuo de 15,3% no preço médio. Em contrapartida, a quantidade média diária exportada cresceu 5,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Etanol despenca em abril com avanço da safra e pressão da oferta no mercado brasileiro

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O mercado de etanol enfrentou forte pressão em abril, refletindo o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, o aumento da oferta do biocombustível e um ambiente de demanda mais cautelosa. A análise faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que acompanha os principais movimentos das commodities agrícolas e energéticas.

Segundo o levantamento, a entrada mais intensa da nova safra elevou significativamente a disponibilidade de etanol no mercado interno, pressionando as cotações tanto do hidratado quanto do anidro ao longo do mês.

A combinação entre maior moagem de cana, recuperação gradual das usinas após o início da safra e concorrência mais acirrada no mercado de combustíveis contribuiu para o movimento de baixa nos preços.

Avanço da safra amplia oferta de etanol

Com condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras, as usinas aceleraram o ritmo de moagem em abril, ampliando a produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

De acordo com a análise do Itaú BBA, o avanço operacional da safra elevou a oferta disponível no curto prazo, reduzindo a sustentação observada nos preços durante os primeiros meses do ano.

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Além disso, o mercado acompanhou um ambiente de maior competitividade entre os combustíveis, especialmente diante da dinâmica dos preços da gasolina e do comportamento do petróleo no mercado internacional.

Preços do etanol registram forte recuo

O relatório destaca que o etanol hidratado sofreu queda expressiva nas usinas paulistas durante abril, refletindo o aumento da disponibilidade do produto e uma postura mais cautelosa dos compradores.

A pressão sobre os preços também foi intensificada pela necessidade de geração de caixa por parte das usinas no início da safra, elevando o volume ofertado no mercado spot.

Mesmo com o recuo das cotações, o setor segue monitorando fatores que podem trazer maior volatilidade ao mercado nos próximos meses, como o comportamento do petróleo, as políticas de combustíveis e as condições climáticas ao longo da safra brasileira.

Mix entre açúcar e etanol segue no radar do mercado

Outro ponto de atenção destacado pelo Agro Mensal é a estratégia das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e etanol.

Com o mercado internacional do açúcar ainda apresentando níveis atrativos em determinados momentos, parte das unidades pode direcionar maior parcela da cana para a produção do adoçante, limitando uma expansão ainda maior da oferta de etanol.

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Ao mesmo tempo, a demanda doméstica por combustíveis renováveis continua sendo acompanhada de perto, especialmente diante das discussões sobre mistura de biocombustíveis e da evolução do consumo interno.

Cenário deve seguir volátil nos próximos meses

Para os próximos meses, a expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade nos preços do etanol, principalmente em função da evolução da moagem, do ritmo de comercialização das usinas e das oscilações no mercado internacional de energia.

O Itaú BBA ressalta que o comportamento do câmbio, os preços do petróleo e o avanço da safra brasileira continuarão sendo fatores decisivos para a formação das cotações do biocombustível ao longo de 2026.

Apesar da pressão recente, o setor mantém perspectiva de demanda estrutural positiva no médio e longo prazo, sustentada pelo crescimento do mercado de biocombustíveis e pela busca global por fontes de energia mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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