Paraná
Primeiras casas das vítimas do tornado começam a ser construídas semana que vem em Rio Bonito do Iguaçu
As primeiras casas pré-moldadas que serão custeadas pelo Governo do Estado em Rio Bonito do Iguaçu, para repôr residências destruídas pelo tornado do início de novembro, vão começar a sair do papel na próxima semana. Oito terrenos já passaram pelas fases de limpeza e nivelamento do solo e foram liberados pela prefeitura para que a Tecverde – empresa contratada para o serviço – possa começar a executar as obras. A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) é a responsável por gerenciar toda a operação.
O cronograma aprovado em reunião nesta sexta-feira (28) com a presença da Cohapar, da Tecverde e da Prefeitura prevê que a primeira família a ser atendida seja a de Marilda Risse, esposa de Claudino Paulino Risse, uma das sete vítimas do desastre climático. O governador Carlos Massa Ratinho Junior já havia prometido a ela, por meio de ligação telefônica semana passada, que a casa de Marilda seria a número 1 a ser montada. Nos dias posteriores, de maneira gradativa, a produção se estenderá aos outros sete lotes com aval municipal.
As residências serão construídas usando o sistema wood frame, que reduz bastante o tempo de execução. As casas possuem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço, com tamanhos que variam entre 45 m², 48 m² e 50 m². A atividade será desenvolvida em etapas.
A primeira fase da obra é a fundação rasa, que já recebe embutidas as instalações elétricas, hidráulicas e de gás. A partir daí transcorre o tempo de cura do concreto, cuja duração pode variar entre três dias a uma semana, de acordo com vários fatores, sendo um deles o tipo do solo. O passo seguinte é a montagem das paredes, que também chegam prontas, com esquadrias e instalações. Na sequência, entram o telhado e os acabamentos finais: cerâmica, pintura, louças e metais.
O investimento do Governo do Estado para entregar as 320 moradias anunciadas para as famílias atingidas é de R$ 44 milhões. Aqueles que perderam suas casas, mas que têm terreno apropriado, terão as novas edificações montadas ali mesmo. Já para aqueles que não possuem área própria, o novo lar ficará em terreno doado pela prefeitura.
A ordem de entrega das casas vem sendo definida com base no cadastramento feito pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Ela também foi responsável pelo levantamento de campo, em que foram vistoriadas cerca de 1,5 mil edificações, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR). O contrato com a Tecverde impõe prazo de 180 dias para a construção de todas as 320 casas.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento reúne representantes de municípios da região de Francisco Beltrão para discutir melhorias nos serviços de acolhimento e de assistência social
A proteção de crianças e adolescentes, a estrutura de políticas de assistência social e questões urbanísticas estiveram entre os principais temas tratados nesta segunda-feira, 14 de setembro, na agenda do MP em Movimento, em Francisco Beltrão. A iniciativa transfere temporariamente a sede da Procuradoria-Geral de Justiça para diferentes regiões do estado, com a proposta de aproximar o Ministério Público do Paraná da realidade local. Ao longo do dia, representantes dos municípios de Boa Vista da Aparecida, São João, Sulina, São Jorge D’Oeste e Ampére participaram de reuniões com integrantes do MPPR para discutir desafios e soluções para os serviços municipais.
Boa Vista da Aparecida – O Serviço de Acolhimento Familiar de Boa Vista da Aparecida esteve entre os assuntos discutidos com o Prefeito Eduardo José Henrichs, o Assessor Jurídico Cristian Marçal Pacovska Lizzi e a Secretária de Assistência Social, Polyana Zucco. O Município apresentou os desafios enfrentados pela Casa Lar Acolhendo Vidas, que incluem custos de manutenção, capacitação da equipe e dificuldade em mobilizar famílias voluntárias, mesmo com a realização de campanhas.
O MPPR acompanhará a análise de possível revisão do convênio formalizado entre os Municípios de Boa Vista da Aparecida, Capitão Leônidas Marques e Santa Lúcia, que têm crianças e adolescentes atendidos pelo mesmo serviço de acolhimento
A reunião também tratou da situação dos loteamentos e condomínios irregulares às margens do Lago de Salto Caxias. Ficou definido que a equipe técnica do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo prestará apoio à Promotoria de Justiça de Capitão Leônidas Marques na análise da questão.
Participaram da reunião a Diretora-Secretária da Procuradoria-Geral de Justiça, Nayani Kelly Garcia; o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o integrante do Caop de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço; o Promotor de Justiça Renato Sampaio Cavalheiro; e as assessoras jurídicas Milena Augustin e Jihanne Kuhnen Kchachan.
São João, Sulina e São Jorge D’Oeste – Na sequência, representantes de São João, Sulina e São Jorge D’Oeste participaram de reunião sobre a entidade de acolhimento institucional mantida pelos três Municípios.
A Promotora de Justiça Vanessa Pinto Maia de Medeiros apresentou as principais dificuldades identificadas pelo MPPR no serviço, que atualmente está com a capacidade de acolhimento ultrapassada e enfrenta problemas estruturais, além de fragilidades nas equipes técnica e de cuidadores.
Entre as possibilidades discutidas está a atuação consorciada para a manutenção e a estruturação do serviço de acolhimento, em substituição ao atual sistema de convênio. O modelo de família acolhedora também foi apresentado como alternativa.
Os Municípios concordaram em realizar uma nova reunião para definir a estruturação do consórcio e discutir a capacitação da equipe técnica e das cuidadoras da Casa Lar, com a participação das equipes de proteção social especial. Também será analisada a forma de contratação dos profissionais, considerando as possibilidades de teste seletivo, CLT, PSS ou concurso público.
Participaram da reunião o Prefeito de São Jorge D’Oeste, Odinei Rebonatto; o Procurador-Geral do Município de Sulina, Antonio Pazin; o Procurador-Geral de São Jorge D’Oeste, Jean de Souza Silva; o Prefeito de São João, Joni Zanella Ferreira; a Secretária de Assistência Social de São João, Andrieli Borsati; o Procurador-Geral de São João, Orides Negrello Neto; o Prefeito de Sulina, Gilberto João Rossi; e a Assessora da Secretaria do Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MPPR Jihanne Kuhnen Kchachan.
Ampére – A reorganização do serviço de assistência social de Ampére foi tema da última reunião do dia. O Promotor de Justiça Murilo Euller Catuzo apresentou os principais desafios e necessidades identificadas no município.
A partir desse diagnóstico, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Assistência Social do MPPR desenvolveu um plano de ação com prazos e metas para a estruturação da política municipal de assistência social. O acordo será formalizado por meio de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que será encaminhado ao Poder Executivo.
Participaram da reunião o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o Prefeito de Ampére, Douglas Diems Morockoski Potrich; o Assessor Jurídico Hyuri Bedin e a Assistente Social do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) de Francisco Beltrão Denize da Silveira.
Fonte: Ministério Público PR
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