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Agro

Preparar cercas durante vazio sanitário da soja é essencial para produtividade e segurança da lavoura

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Durante o período de vazio sanitário da soja, os produtores ficam proibidos de cultivar a oleaginosa com o objetivo de reduzir os ataques do fungo causador da ferrugem asiática.

A Portaria 1.271/2025, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), define as datas de início e fim do vazio, que variam entre as regiões do país. O Rio Grande do Sul será o último estado a encerrar o período, em 30 de setembro.

Preparativos da infraestrutura rural são fundamentais

Segundo Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames, a produtividade da soja vai além da regulagem de máquinas e aquisição de insumos. Cuidados com o solo e manutenção da infraestrutura, especialmente cercas e arames, são determinantes para o sucesso da safra.

“Estamos no momento ideal para preparar a próxima safra. Manter a infraestrutura em dia protege a lavoura e evita prejuízos futuros”, afirma Vanessa.

Inspeção e manutenção de cercas evitam perdas e reduzem custos

A verificação e reparo das estruturas físicas da fazenda garantem a proteção das lavouras e evitam problemas como a entrada de animais em áreas recém-plantadas.

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Em regiões de clima seco, as cercas estão mais suscetíveis a incêndios e deformações devido ao calor. Aceiros bem planejados, limpeza da vegetação seca e uso de arames resistentes são medidas recomendadas para manter a integridade das cercas.

Qualidade do material aumenta durabilidade e segurança

Vanessa Amorim destaca que inspecionar trechos de cercas, reparar fios frouxos, postes danificados e isoladores é essencial para a manutenção eficiente. O uso de arames de alta qualidade, como os da Belgo Arames, contribui para reduzir custos e prolongar a vida útil do cercamento.

Para produtores que buscam durabilidade, praticidade e baixo custo de manutenção, o arame Belgo Z-700 é indicado. Ele oferece alta elasticidade, facilitando a instalação e ajustes, e galvanização resistente à corrosão, garantindo firmeza mesmo em condições de calor intenso e umidade.

Benefícios do manejo preventivo

O cuidado com cercas durante o vazio sanitário não só evita a entrada de animais e danos à lavoura, mas também reduz custos com reparos frequentes, aumentando a eficiência da produção. Estruturas bem mantidas contribuem diretamente para uma safra de soja mais produtiva e segura.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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