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PREFEITO DE IPORÁ PEITA RONALDO CAIADO E AUTORIZA ABRIR O COMÉRCIO: “NÃO VOU ACEITAR ESSA DITADURA. QUE VENHAM ME PRENDER”

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NÃO VOU ACEITAR ESSA DITADURA. QUE VENHAM ME PRENDER”

A guerra esta declarada! O prefeito de Iporá, Naçoitan Leite (PSDB), autorizou o comércio da cidade a reabrir normalmente à partir de segunda-feira,06/04, contrariando o decreto do governador Ronaldo Caiado (DEM) que proibiu por mais 15 dias abertura do comércio de atividades não consideradas essenciais à vida.

Naçoitan Leite disse que Iporá não tem mais condições de ficar com o comércio fechado por mais 15 dias. Os estabelecimentos voltarão a abrir as portas e vão funcionar cumprindo exigências como distanciamento entre clientes e higienização reforçada nos locais. Aulas continuam suspensas e idosos e pessoas com doenças preexistentes devem continuar o isolamento social, conforme destacou o prefeito em entrevista ao site Mais Goiás.

“Eu não aceito prender trabalhador e comerciante. Tem que prender bandido. O povo só quer trabalhar. As pessoas de bem não podem ser presas porque vão voltar ao trabalho. Não vou aceitar essa ditadura. Que venham me prender”, disparou.

Para o prefeito de Iporá a única saída para que não haja uma quebradeira geral no município é a reabertura total do comércio.

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“O governador não atendeu o decreto do Governo Federal. Por que nós, prefeitos, temos que atender às determinações estaduais? Os municípios podem tomar suas próprias decisões, são os prefeitos quem sabem a real situação das cidades. Afirmo com tranquilidade que se o comércio continuar fechado tanto o município quanto os estabelecimentos vão quebrar”, comentou.

O prefeito de Iporá conta que a população da sua cidade está passando fome sem poder trabalhar para buscar o pão de cada dia

“Só essa semana entregamos mil cestas básicas porque o povo não tem o que comer. Na próxima semana vai ser 3 mil e depois 10 mil. As pessoas não querem presente, elas querem trabalhar”. Nós vamos respeitar o decreto até este sábado, dia 04. Fui um dos que respeitei, mas não dá para fazer isso por mais 15 dias. Vamos respeitar os cuidados para evitar o vírus, mas na segunda, 06/04, vamos voltar com a cabeça erguida”.

Lembrando que semana passada o prefeito de Acreúna, no sudoeste Goiano, tentou reabrir o comércio da cidade, mas foi contido depois que o Governo de Goiás mandou 30 viaturas da Polícia Militar para garantir o fechamento das empresas.

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Covid-19: impactos da pandemia fecham as portas de 716 mil empresas, diz IBGE

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta quinta (16) que 1,3 milhão de empresas brasileiras estavam com atividades encerradas temporária ou definitivamente na primeira semana de junho. Dentre elas, 716 mil não abrirão mais as portas.
Os dados fazem parte da primeira edição da pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas empresas, lançada pelo instituto na semana passada. A pesquisa detectou também que apenas um terço das empresas brasileiras demitiu e só 13% tiveram acesso ao auxílio federal para pagar empregados.

Entre as empresas que encerraram as atividades, mesmo que temporariamente, 40% delas disseram ter tomado a decisão por causa da pandemia do novo coronavírus. O impacto foi disseminado em todos os setores da economia, chegando a 40,9% entre as empresas do comércio, 39,4% dos serviços, 37,0% da construção e 35,1% da indústria.

Entre as empresas que encerraram definitivamente suas atividades, 99,8% (ou 715,1 mil) eram de pequeno porte. Apenas 0,2% (1,2 mil) eram consideradas intermediárias e nenhuma era de grande porte, disse o instituto.

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No grupo das 2,7 milhões de empresas que permaneceram em atividade, 70% relataram que a pandemia teve impacto geral negativo sobre os negócios. Para 13,6%, por outro lado, a pandemia trouxe oportunidades e que teve um efeito positivo sobre a empresa.

No setor de serviços, 74,4% das empresas disseram ter sentido efeitos negativos, o maior índice entre os segmentos pesquisados. Na indústria, foram 72,9%, na construção 72,6% e no comércio, 65,3%.

Os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho”, disse Alessandro Pinheiro, Coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas do IBGE.

Para 63,7% das empresas ainda em atividade ouvidas pelo IBGE, houve dificuldades em realizar pagamentos de rotina em relação ao período anterior a pandemia. Cerca 60% delas mantiveram o número de funcionários na primeira quinzena de junho em relação ao início da pandemia. Dentre as que reduziram o número de pessoal ocupado, 37,6% reportaram uma redução inferior a 25% do pessoal e 32,4% uma redução entre 26% e 50% do número de pessoal ocupado.

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Segundo o IBGE, 12,7% das empresas relataram ter conseguido uma linha de crédito emergencial para realizar o pagamento da folha salarial dos funcionários. Outras 44,5% empresas afirmaram ter adiado o pagamento de impostos.

 

 

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