Agro
Preços de carnes e ovos recuam no atacado, enquanto leite mantém alta, aponta DATAGRO
O mercado atacadista de proteínas animais apresentou comportamento misto na última semana, com queda nos preços da carne suína, carne de frango e ovos, enquanto o leite manteve trajetória de valorização. Os dados foram divulgados pela DATAGRO e refletem diferentes dinâmicas de oferta e demanda entre as principais cadeias pecuárias do país.
Enquanto proteínas como suínos, aves e ovos enfrentam pressão baixista, o segmento de lácteos segue sustentado por fatores que impulsionam os preços. Já a pecuária bovina apresentou sinais de recuperação na arroba do boi gordo, acompanhados por redução nas escalas de abate.
Carne suína lidera movimento de queda no mercado
Entre as proteínas analisadas pela DATAGRO, a carne suína registrou recuo nas cotações e foi negociada a R$ 8,55 por quilo.
O movimento também atingiu a carne de frango, cotada a R$ 7,23 por quilo, além dos ovos, cujo preço caiu para R$ 142,26 por 30 dúzias.
Segundo a consultoria, o desempenho reforça o cenário de pressão sobre as proteínas animais fora do segmento bovino, em um ambiente marcado por ajustes entre oferta e consumo.
Leite UHT segue em alta e contraria tendência das proteínas
Na direção oposta, o mercado de lácteos manteve valorização durante a semana.
O leite UHT apresentou alta de 2,1% em relação ao período anterior, alcançando R$ 5,37 por litro.
De acordo com a DATAGRO, o desempenho positivo do leite contrasta com o comportamento das demais proteínas monitoradas, evidenciando fundamentos específicos que continuam sustentando os preços no setor de lácteos.
Arroba do boi gordo volta a subir em São Paulo
No mercado bovino, o comportamento foi diferente do observado para suínos, aves e ovos.
A arroba do boi gordo na praça paulista registrou valorização de 0,26%, encerrando o período cotada a R$ 327,59, após a queda observada na semana anterior.
O avanço das cotações ocorre em meio ao encurtamento das escalas de abate, indicador que acompanha a disponibilidade de animais prontos para o frigorífico e serve como importante termômetro das condições de oferta.
Escalas de abate diminuem e atacado bovino permanece estável
A DATAGRO informou que a programação média de abates no Brasil recuou para 8,61 dias corridos, sinalizando menor disponibilidade de animais terminados em diversas regiões produtoras.
Apesar da recuperação da arroba, o mercado atacadista de carne bovina manteve estabilidade.
O preço da carcaça casada permaneceu em R$ 23,25 por quilo, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no segmento industrial, mesmo diante das oscilações registradas nas negociações do boi gordo.
Mercado de proteínas segue dividido entre pressão e valorização
O comportamento dos diferentes segmentos reforça a heterogeneidade do mercado brasileiro de proteínas animais.
Enquanto suínos, frango e ovos enfrentam um ambiente de maior pressão sobre os preços, o leite continua sustentado por fatores próprios da cadeia produtiva, e a bovinocultura apresenta sinais de recuperação nas cotações da arroba.
A expectativa do setor é que os próximos movimentos do mercado dependam da evolução da demanda doméstica, do ritmo das exportações e da disponibilidade de animais para abate, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Queda nas importações de fertilizantes coloca abastecimento da safra 2026/27 no radar do agronegócio
As importações brasileiras de fertilizantes registraram forte retração no primeiro semestre de 2026, aumentando as preocupações do setor quanto ao abastecimento da safra 2026/27. Levantamento da StoneX mostra que os desembarques das principais matérias-primas importadas pelo Brasil recuaram 8,6% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário reflete um comportamento mais cauteloso dos compradores brasileiros diante das incertezas geopolíticas, da volatilidade dos preços internacionais e das relações de troca desfavoráveis observadas ao longo dos últimos meses.
A combinação desses fatores levou produtores e distribuidores a postergarem negociações, reduzindo o ritmo das importações e pressionando os volumes desembarcados no país.
Ureia, MAP e nitrato de amônio lideram as quedas
Entre os principais fertilizantes importados, a ureia apresentou a maior retração entre os nitrogenados.
Os volumes importados ficaram 32% abaixo dos registrados no primeiro semestre de 2025, refletindo a desaceleração das compras em meio ao ambiente de incertezas.
Nos fertilizantes fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) também registrou queda expressiva, com recuo de 24% na comparação anual.
Outro destaque negativo foi o nitrato de amônio, cujas importações diminuíram 42% em relação ao mesmo período do ano passado.
A redução nos desembarques dessas matérias-primas ocorre justamente em um momento estratégico para a preparação da próxima safra agrícola.
Escassez global de enxofre pressiona mercado de fosfatados
Outro fator que preocupa o setor é a forte redução das importações de enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.
Segundo a StoneX, os desembarques do produto ficaram cerca de 42% abaixo do registrado entre janeiro e junho de 2025.
A escassez internacional da matéria-prima tem levado diversos fabricantes ao redor do mundo a reduzirem suas taxas de operação, restringindo ainda mais a oferta global de fertilizantes fosfatados.
Esse cenário aumenta o risco de novos ajustes nos preços e pode dificultar o abastecimento do mercado brasileiro nos próximos meses.
Cloreto de potássio e TSP seguem na contramão
Nem todos os segmentos apresentaram retração.
As importações de cloreto de potássio (KCl) cresceram em relação ao ano passado, impulsionadas por condições de compra mais favoráveis e relações de troca consideradas mais atrativas para os produtores brasileiros.
Outro destaque positivo foi o TSP (Superfosfato Triplo), cuja demanda aumentou diante da menor disponibilidade global de MAP e DAP. Com a oferta desses fertilizantes mais restrita, parte dos compradores brasileiros passou a utilizar o TSP como alternativa para suprir suas necessidades de fósforo.
Janela de importação para a safra 2026/27 fica mais apertada
A StoneX alerta que o tempo disponível para garantir o abastecimento da safra 2026/27 está diminuindo rapidamente.
No mercado de nitrogenados, as importações normalmente ganham força entre junho e julho, atingindo seu pico até dezembro, período em que empresas recompõem estoques para atender principalmente a segunda safra.
Já nos fertilizantes fosfatados, o cenário exige maior atenção. Historicamente, a maior parte das aquisições ocorre entre abril e agosto, permitindo que os produtos estejam disponíveis para uso entre setembro e outubro, quando se intensifica o plantio das principais culturas.
Com o atraso nas compras observado em 2026, importadores deverão acelerar significativamente o ritmo das negociações nas próximas semanas para evitar riscos de abastecimento.
Mercado acompanha geopolítica e logística internacional
Além da demanda doméstica, o mercado global de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de diversas matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos.
A instabilidade geopolítica, somada às restrições logísticas e à oferta mais limitada de alguns insumos, mantém o mercado internacional em estado de atenção e pode influenciar tanto os preços quanto a disponibilidade de fertilizantes ao longo do segundo semestre.
Caso o ritmo das importações brasileiras não seja retomado nas próximas semanas, o setor poderá enfrentar um cenário de maior pressão sobre custos e desafios logísticos justamente no período mais importante para o abastecimento da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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