Connect with us


Agro

Preços da cesta básica voltam a subir em novembro nas capitais, aponta levantamento da Neogrid e FGV IBRE

Publicado em

Os preços da cesta básica voltaram a oscilar em novembro nas principais capitais brasileiras, segundo o levantamento mensal da Cesta de Consumo Básica Neogrid & FGV IBRE. Das oito cidades monitoradas, quatro registraram alta, três apresentaram queda e uma manteve estabilidade, evidenciando a volatilidade recente no custo dos produtos essenciais.

Rio de Janeiro mantém a cesta mais cara do país

O Rio de Janeiro segue liderando o ranking nacional, com a cesta passando de R$ 982,27 em outubro para R$ 995,76 em novembro, um aumento de 1,37%. A alta reflete a pressão sobre itens processados e derivados de grãos. No acumulado semestral, o custo subiu 2,72%, indo de R$ 969,40 em junho para R$ 995,76 no mês passado.

Brasília e Salvador registram as maiores altas do mês

A capital federal teve o maior avanço em novembro, com alta de 1,94%, levando o preço da cesta a R$ 817,74. Apesar da elevação, o acumulado de seis meses mostra queda de 1,82%, sinalizando uma recomposição após meses de recuo.

Em Salvador, o custo atingiu R$ 835,19, com alta mensal de 0,83%, mas queda acumulada de 2,19% em relação a junho, quando a cesta custava R$ 853,90.

São Paulo e Curitiba registram os recuos mais expressivos

Em São Paulo, os preços caíram 1,72% em novembro, com a cesta passando de R$ 940,67 para R$ 924,53, impulsionada por reduções em arroz e carne bovina. No acumulado semestral, o recuo é o maior entre as capitais: -4,32%.

Curitiba também teve retração acentuada de 1,87%, com a cesta custando R$ 773,49. Mesmo assim, no acumulado, ainda há leve alta de 0,83%, reflexo de reajustes anteriores.

Leia mais:  Açúcar cai nas bolsas internacionais, mas mostra reação no Brasil; Datagro prevê aumento da produção na safra 2026/27
Fortaleza, Manaus e Belo Horizonte mostram estabilidade

Em Fortaleza, a variação foi mínima (+0,39%), com a cesta a R$ 866,49, praticamente estável desde junho.

Manaus registrou leve retração mensal (-0,08%), mas segue com a maior alta semestral do país (11,15%), passando de R$ 761,81 para R$ 846,73.

Já Belo Horizonte teve queda marginal (-0,24%), mantendo comportamento estável, com variação de 0,68% em seis meses.

Margarina e derivados de grãos lideram as altas

Entre os 18 itens que compõem a cesta, os produtos processados e derivados de grãos foram os principais responsáveis pelas altas. A margarina se destacou como um dos maiores vilões, impactada pelo aumento nos custos de insumos e embalagens.

Principais altas por capital:

  • Belo Horizonte: fubá (+18,55%), óleo de soja (+18,31%), margarina (+14,06%)
  • Brasília: pão (+12,03%), carne bovina (+8,08%), margarina (+5,23%)
  • Curitiba: óleo de soja (+16,94%), margarina (+11,32%), carne suína (+6,56%)
  • Manaus: margarina (+17,74%), café (+16,47%), frutas (+16,47%)
  • Rio de Janeiro: margarina (+21,77%), óleo (+15,92%), molho de tomate (+7,80%)
Itens essenciais ajudaram a conter a alta

Apesar da pressão sobre os industrializados, produtos básicos contribuíram para frear o avanço da cesta. Entre eles, arroz, leite, carne bovina e açúcar tiveram quedas expressivas:

  • São Paulo: arroz (-2,26%), carne bovina (-3,05%), leite (-1,53%)
  • Salvador: arroz (-3,63%), açúcar (-2,18%), leite (-0,73%)
  • Curitiba: carne bovina (-2,86%), leite (-2,03%), ovos (-2,28%)
Leia mais:  Preço do boi gordo avança no Brasil com demanda aquecida e escalas de abate mais curtas

Essas reduções foram decisivas para evitar uma inflação mais ampla nos alimentos em novembro.

Fatores que influenciaram as oscilações

Os aumentos mais significativos do mês se concentraram em frutas e produtos processados.

  • Frutas: alta de 13,23% em Manaus e 5,48% em Salvador.
  • Óleos e massas: altas de até 3,74% em capitais do Sul e Sudeste.
  • Carnes: avanço de 7,63% em Fortaleza, com quedas em Manaus e Rio de Janeiro.

Esses movimentos reforçam que o comportamento dos preços segue desigual entre as capitais, com maior impacto nas regiões Norte e Nordeste.

Cesta Ampliada também sobe na maioria das capitais

A Cesta de Consumo Ampliada — que inclui alimentos, itens de higiene e limpeza — também apresentou altas generalizadas em novembro.

Destaques:

  • Rio de Janeiro: +3,81% (R$ 2.273,86), mantendo o maior custo nacional
  • Brasília: +1,05% (R$ 1.994,63)
  • Salvador: +1,34% (R$ 1.930,79)
  • São Paulo: +0,43% (R$ 2.058,14)
  • Manaus: único recuo, -0,17% (R$ 1.866,88)

Os principais aumentos vieram de produtos industrializados e de higiene, como desodorantes, xampus e snacks, que mantêm pressão sobre o orçamento familiar.

Tendências para os próximos meses

O levantamento mostra que, embora parte das capitais tenha registrado alívio nos preços de itens básicos, a volatilidade deve permanecer no curto prazo. Capitais mais dependentes de produtos industrializados, como Manaus, seguem mais vulneráveis, enquanto regiões do Sudeste apresentam maior capacidade de absorção das quedas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Hambúrguer e pescado de Ribeirão Preto podem ser comercializados em todo o Brasil

Published

on

Duas agroindústrias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, passaram a ter autorização para comercializar seus produtos em todo o território nacional após o reconhecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do município pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). A equivalência foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de portaria publicada no dia 8 de setembro.

As empresas produzem pescado pronto para preparo em fritadeiras elétricas e hambúrgueres. Para os empreendimentos, a mudança permite buscar clientes fora do mercado atendido anteriormente pelo serviço municipal.

Uma das empresas produz tilápia, surubim, tilápia recheada com provolone, croquete de tilápia e camarão. Os produtos são comercializados por meio de delivery, empórios, lojas de conveniência, boutiques de carne, bares e restaurantes, além de vendas entre empresas.

Com a ampliação da área de comercialização, a empresa pretende desenvolver novos canais de distribuição e, conforme a formalização de contratos, aumentar a produção e o número de funcionários.

Na indústria de hambúrgueres, a integração ao Sisbi-POA também abre a possibilidade de comercialização para estabelecimentos de outros estados. A empresa já atende clientes e recebe demanda de hamburguerias de São Paulo, Minas Gerais e outros estados próximos. A produção é automatizada, e novos investimentos estão previstos para 2027.

Leia mais:  Soja e pecuária sustentam VBP de R$ 1,4 trilhão em 2026

As duas empresas autorizadas a utilizar o selo deverão incluir nas embalagens a inscrição Sisbi, do Mapa, indicando que a inspeção foi feita pelo município, mas equivalente àquela feita pelo Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262