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Agro

Preço do arroz atinge menor nível em mais de quatro anos, aponta Cepea

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O preço do arroz em casca segue em trajetória de queda no mercado brasileiro. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/IRGA-RS — que considera 58% de grãos inteiros e pagamento à vista — encerrou o dia 19 de setembro a R$ 61,89 por saca de 50 kg, o menor valor registrado desde junho de 2020.

Fatores que influenciam a desvalorização

De acordo com os pesquisadores, a retração é resultado da baixa liquidez nas negociações e da queda na paridade de exportação, influenciada pela desvalorização do dólar frente ao real. Esse cenário tem reduzido a competitividade do cereal brasileiro no mercado externo.

Produtores aguardam estabilidade

Nos últimos dias, parte dos agentes decidiu se retirar temporariamente do mercado, aguardando maior estabilidade nos preços. Já os produtores que permaneceram ativos realizaram apenas negócios pontuais, principalmente aqueles que necessitavam levantar recursos para custear a semeadura da safra 2025/26.

Expectativa para a nova temporada

Com o desânimo provocado pela queda nas cotações, muitos produtores indicam que poderão reduzir significativamente a área destinada ao arroz na temporada atual. A decisão reforça a preocupação do setor em relação à rentabilidade da cultura diante do atual cenário de preços.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso bate recorde no esmagamento de soja em maio e exportações de derivados avançam 41,8%

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O estado de Mato Grosso registrou um novo recorde no esmagamento de soja em maio de 2026, consolidando o avanço da agroindústria no principal polo produtor do país. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (15).

O volume processado chegou a 1,28 milhão de toneladas, alta de 6,98% em relação a abril e crescimento de 3,22% na comparação com maio de 2025.

O desempenho reforça o fortalecimento da cadeia da soja no estado, especialmente em um cenário de maior demanda por derivados e expansão da indústria de biodiesel.

Demanda por óleo de soja e biodiesel sustenta recorde de processamento

Segundo o Imea, o avanço no esmagamento foi impulsionado pela maior utilização da capacidade instalada das indústrias, além do aumento da demanda externa por óleo de soja e do crescimento do setor de biodiesel.

Esses fatores contribuíram para manter o ritmo elevado de processamento da oleaginosa, consolidando maio como o mês de maior volume já registrado no estado.

Exportações de derivados de soja sobem 41,8%

O aumento na produção também refletiu diretamente nas exportações. Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas de derivados de soja em maio, volume 41,80% superior ao registrado em abril.

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O desempenho foi puxado principalmente pelo óleo de soja, que segue com forte demanda no mercado internacional e no setor energético, especialmente na produção de biodiesel.

Rentabilidade da indústria sofre pressão com custos e preços

Apesar do cenário positivo em volume e exportações, o setor industrial enfrentou pressão sobre as margens de esmagamento ao longo do mês.

De acordo com o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, somada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu a rentabilidade das indústrias processadoras.

Como resultado, a margem bruta de esmagamento recuou 7,82% na comparação mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Setor segue forte, mas com atenção à rentabilidade

O recorde no processamento reforça a importância de Mato Grosso na agroindústria da soja, enquanto o crescimento das exportações de derivados evidencia a competitividade do estado no mercado internacional.

Por outro lado, a queda na margem industrial indica um cenário de maior pressão de custos, que deve seguir no radar do setor nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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