Agro
Preço da mandioca atinge maior nível em quatro meses, aponta Cepea
O preço da mandioca voltou a subir, registrando o maior valor médio em quatro meses, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A valorização reflete principalmente a oferta restrita e a baixa comercialização das lavouras.
Preços sobem pela quinta semana consecutiva
Entre os dias 22 e 26 de setembro, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 542,11, equivalente a R$ 0,9428 por grama de amido. O número representa alta de 3,4% em relação à semana anterior e o maior preço registrado desde maio deste ano.
Pesquisadores do Cepea explicam que as chuvas registradas no início da semana passada foram irregulares e em volumes baixos em muitas regiões produtoras, dificultando a colheita.
Oferta limitada e menor interesse em comercialização
Outro fator que contribuiu para a valorização é a redução da disponibilidade de lavouras de segundo ciclo, com mais de 12 meses. Além disso, muitos produtores optaram por não vender, já que a rentabilidade das lavouras está reduzida, limitando a quantidade de mandioca disponível no mercado.
Alta também nos mercados de fécula e farinha
O Cepea aponta que os preços de fécula e farinha de mandioca também seguem em alta. A valorização é impulsionada pelo aumento da demanda, com compradores buscando repor estoques ou formar reservas para os próximos meses.
Perspectiva de mercado
Com a oferta restrita e o interesse aquecido por parte dos compradores, a tendência é que os preços da mandioca continuem pressionados, especialmente se as condições climáticas não favorecerem uma colheita mais ampla.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26
A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.
De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.
Geadas alteraram o destino das lavouras
A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.
Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.
Produtividade fica abaixo da estimativa inicial
A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.
O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.
Área cultivada também apresenta redução
A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.
O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.
A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.
Produção estadual recua em relação à safra anterior
Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.
O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.
Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.
Clima foi principal fator de impacto
A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.
Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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