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Preço da lima ácida tahiti registra ajustes pontuais, mas demanda segue firme

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Após atingirem valores elevados nas últimas semanas, as cotações da lima ácida tahiti apresentam ajustes pontuais, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Pesquisadores destacam que essas oscilações são movimentos naturais de correção e não indicam reversão da tendência de preços.

Nesta semana (15 a 18 de setembro), a fruta foi negociada, em média, a R$ 83,13 por caixa de 27,2 kg, representando uma queda de 3% em relação à semana anterior.

Oferta ligeiramente maior pressiona preços

O leve recuo nas cotações está relacionado ao aumento pontual da oferta nos últimos dias. Apesar disso, a demanda permanece firme, tanto para o mercado in natura quanto para a indústria de processamento.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, a preferência continua sendo por frutos com calibre acima de 52 milímetros. Entretanto, grande parte da produção disponível é composta por frutas ligeiramente menores, o que gera certa depreciação nos preços.

Mercado segue exigente com qualidade dos frutos

Os produtores enfrentam desafios para atender ao padrão de calibre exigido pelo mercado, o que mantém a pressão sobre os preços. Mesmo com ajustes pontuais, a tendência geral ainda indica preços sustentados pela demanda sólida.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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