Agro
Algodão tem leve retração na área plantada no Oeste da Bahia, mas mantém produtividade estável
A cultura do algodão no Oeste da Bahia registrou redução de 2,4% na área plantada para a safra 2025/26, totalizando 403 mil hectares, segundo dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Apesar da retração, a produtividade se mantém estável em 332 arrobas por hectare, o que garante produção estimada de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço, consolidando a fibra como um dos principais pilares econômicos da região.
Diversificação produtiva influencia redução da área de algodão
De acordo com especialistas do setor, a redução na área cultivada reflete uma estratégia de diversificação agrícola, motivada tanto por fatores de mercado quanto pela busca de equilíbrio nas margens de lucro.
Muitos produtores optaram por ampliar o cultivo de milho e sorgo, culturas que têm apresentado maior viabilidade econômica diante das oscilações de preço e dos custos de produção do algodão.
Atualmente, o algodão responde por 12,5% da área total cultivada no Oeste baiano, mantendo-se entre as principais culturas da região ao lado da soja e do milho.
Mercado em compasso de espera
Até o momento, ainda não há dados oficiais sobre a comercialização da safra 2025/26, o que indica um período de cautela entre os produtores.
Os cotonicultores acompanham com atenção os movimentos do mercado internacional e a definição de preços futuros, fatores decisivos para as estratégias de venda e planejamento das próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto
A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.
Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total.
Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%).
Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%).
No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto.
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