Brasil
Pré-COP encerra com avanços em consensos para implementar acordos e fortalecer a adaptação
Após dois dias de debates entre ministros e negociadores de países signatários da UNFCCC na Pré-COP, em Brasília (DF), lideranças internacionais apresentaram os resultados obtidos no processo de concretização das metas do Acordo de Paris. Em última sessão na terça-feira (14/10), os responsáveis por liderar os esforços fizeram um balanço sobre as discussões, ressaltando ações pela implementação de pactos já firmados, pelo levantamento de recursos para o financiamento climático, pela ampla participação nas decisões, em prol da centralidade da adaptação dos países, e quanto à importância de negociações multilaterais.
A ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a Pré-COP consolida a percepção de que a construção de iniciativas sem fronteiras é indispensável. “Nós começamos em 1992 dizendo que era preciso pensar global e agir localmente. Agora, isso não é mais possível. Os extremos climáticos já exigem que governos e todos nós tenhamos que agir local e globalmente, tanto em recursos quanto em tecnologia, solidariedade, porque a mudança do clima não tem fronteira. Então, agora temos que agir conjuntamente”, alertou.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou que o Brasil busca formas de garantir que esta seja a COP da implementação por meio da criação de grupos de nações que vão liderar com iniciativas em comum. “A implementação é um exercício muito mais de cooperação de apoio de uns a outros. Portanto, vai ser uma coisa muito boa a gente construir esses grupos que começam com países-chave e que a gente vai vendo o quanto avança, mas sem necessidade de se chegar a um consenso”, explicou.
O embaixador também chamou atenção para o fato de que a Presidência brasileira na COP tem buscado diálogo com as partes da convenção do clima, mas também com instituições financeiras, economistas, grupos econômicos e tantos outros atores para garantir a concretização das metas. “Parece uma obviedade, mas é que nós estamos vivendo um momento em que as medidas unilaterais estão mais fortes do que há muito tempo. Por isso, o fortalecimento do multilateralismo é absolutamente central.”
O chefe de Estratégia e Alinhamento da COP30, Túlio Andrade, um dos facilitadores do grupo de discussão sobre o Balanço Global do Acordo de Paris (GST, na sigla em inglês), frisou que foi identificada uma série de pontos em comum entre os países participantes da Pré-COP.
“Ficamos muito felizes em ver que temos bases sólidas que podem nos levar a Belém com um grande aceno para um resultado muito bom no GST. Esses consensos estavam relacionados a uma mensagem muito forte de apoio ao multilateralismo, em particular no 10º aniversário do Acordo de Paris. Também o entendimento de que o GST é um componente-chave do ciclo político do Acordo de Paris que não deve ser alterado. E, finalmente, sobre a necessidade de uma resposta urgente [às mudanças do clima], muito focada em uma implementação aprimorada e em uma cooperação internacional aprimorada”, relatou.
Andrade apontou ainda que recebeu impressões de participantes do evento de que a Pré-COP proporcionou um clima de confiança, e assegurou que a Presidência da conferência envidará esforços para replicar este ambiente promissor em Belém (PA).
A CEO da COP30, Ana Toni, reforçou que foram identificados consensos, sendo um deles sobre a criação de instrumentos para fortalecer investimentos pelo clima, citando que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), encabeçado pelo Brasil, foi bastante celebrado, entre outros mecanismos. Ela ressaltou que os esforços pelo clima continuam com ampla adesão. “Só um país saiu do Acordo de Paris, o que mostra que todos os outros países continuam acreditando e participando ativamente”.

- Marina Silva, Corrêa do Lago e Ana Toni concederam entrevista coletiva após o encerramento da Pré-COP – Foto: Rafa Neddermeyer/COP30
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, Márcio Macêdo, fez um chamado às nações para que as decisões contêm sempre com ampla participação dos diversos atores da sociedade. “Aos países aqui reunidos, deixo um convite: que cada decisão, cada compromisso e cada plano de ação tenha o rosto humano das comunidades”, disse.
Ao discursar, a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, destacou que a ciência já demonstrou que as ações concretizadas até aqui têm sido insuficientes para manter o limite de 1,5°C de aquecimento da Terra, e que, portanto, as medidas de implementação precisam ser mais ambiciosas. Ela afirmou que, em Belém, as nações saberão qual é o tamanho desta lacuna e terão que agir para solucioná-la. “A próxima década precisa ser sobre entregas, sobre transmutar a base que construímos por meio do multilateralismo em economias transformadas com benefícios tangíveis para os interesses do nosso povo”, enfatizou.
Amina J. Mohammed informou que levará às reuniões anuais com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) um chamado para que as instituições financeiras e os ministros de finanças atentem para a necessidade de viabilizar e dar escala aos investimentos em mitigação e adaptação climática.

- Reunião ministerial da última terça-feira (14/10) encerrou trabalhos da Pré-COP – Foto: Rafa Neddermeyer/COP30
Cooperação global
A ministra de Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, responsável pelo relatório sobre mitigação das mudanças do clima, Grace Fu, também deu ênfase à importância do financiamento climático.
Já a ministra do Meio Ambiente de Angola, Ana Paula Pereira, encarregada de produzir o relatório sobre adaptação, propôs um cronograma de trabalho visando à concretização de um plano de levantamento de recursos para este tema na COP30, uma vez que a resposta aos eventos climáticos extremos é urgente.
(Com informações da Assessoria de Comunicação da Presidência da COP30)
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
Brasil
Tomé Franca visita aeroportos de Araripina e Serra Talhada e acompanha avanços do programa AmpliAR
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou neste sábado (18) visitas técnicas aos aeroportos de Araripina e Serra Talhada, em Pernambuco, que passam por um processo de modernização e ampliação da infraestrutura por meio do Programa de Investimento Privado em Aeroportos Regionais (AmpliAR). As agendas marcam o início de uma nova etapa para os terminais, após a assinatura dos contratos de concessão com a concessionária GRU Airport, realizada na última terça-feira (14).
Os dois aeroportos foram arrematados na primeira rodada do programa, em novembro de 2025, que garantiu a inclusão de terminais regionais em contratos de concessão já existentes, com o objetivo de ampliar a conectividade e impulsionar o desenvolvimento econômico em regiões estratégicas do país.
Aeroporto de Araripina
A primeira visita técnica do dia foi ao Aeroporto de Araripina, que contará com investimentos de R$ 19,6 milhões, com foco na ampliação do terminal de passageiros, expansão do estacionamento e implantação de áreas de segurança de fim de pista (RESA), que aumentam a segurança das operações e permitem a ampliação da oferta de voos.
Esse terminal atende diretamente o polo gesseiro do Araripe, responsável pela maior parte da produção nacional.
Na ocasião, o ministro Tomé Franca celebrou essa conquista para a cidade e para toda a região. “Mais do que um investimento de quase R$ 20 milhões, a assinatura desse contrato significa uma gestão de excelência para o aeroporto. Isso vai permitir que a gente tenha a manutenção desse ativo para que ele seja um canal de crescimento da economia do polo gesseiro e atraia novos investimentos para cá e para toda a região”, disse.
“Isso vai permitir que a gente tenha a manutenção desse ativo para que ele seja um canal de crescimento da economia do polo gesseiro e atraia novos investimentos para cá e para toda a região” Tomé Franca
Já o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, agradeceu pela parceria do governo federal e citou o ‘sonho realizado’ que essa assinatura representa para o município. “Quero iniciar agradecendo ao ministro Tomé e dizer que este aeroporto é o sonho de uma gestão moderna para Araripina. Para nós, que temos uma gestão voltada para o crescimento, a modernidade e o resgate da esperança de nossos araripinenses, a ampliação e a modernização da gestão do aeroporto, chegam para somar, e muito, com esse projeto”, declarou.
Também presente na ocasião, a deputada estadual Roberta Arraes fez questão de demonstrar sua gratidão ao governo do presidente Lula e também afirmar que se trata da realização de um sonho. “Eu sempre disse que ninguém faz nada sozinho. Isso foi um sonho que muitos achavam que era impossível. Mas a gente persistiu, insistiu e realizou. E é isso que a gente tem que fazer. Vocês chegam aqui hoje através do presidente Lula, trazendo um investimento de quase R$ 20 milhões pra nossa terra. Então, só gratidão e vamos continuar trabalhando para que o nosso Sertão se desenvolva muito mais”, afirmou.
Aeroporto de Serra Talhada
A segunda visita técnica do dia foi ao Aeroporto de Serra Talhada, que receberá investimentos previstos de R$ 40,5 milhões, voltados à ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e do estacionamento, além de melhorias operacionais que devem elevar a capacidade e o nível de serviço do aeroporto.
O terminal, que possui uma das maiores pistas da região, é considerado estratégico para a conexão do Sertão do Pajeú com outros centros urbanos.
Tomé Franca destacou os objetivos e as possibilidades de longo prazo para Serra Talhada com a assinatura desse contrato. “O que a gente deseja fazer é gerar a infraestrutura para crescer o número de passageiros voando e deixar esta área pronta para poder receber grandes aeronaves aqui e, com isso, trazer e levar desenvolvimento. Levar nossa produção para onde precisa ser levada e trazer investidores para abrirem empresas, abrirem negócios, abrirem comércios”, concluiu.
“O que a gente deseja fazer é gerar a infraestrutura para crescer o número de passageiros voando e deixar esta área pronta para poder receber grandes aeronaves” Tomé Franca
Já a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, fez questão de destacar as mudanças que esses investimentos trarão. “A gente vai melhorar a forma de atender todas as pessoas que vêm, não só para Serra Talhada, mas para toda a região. Quando a gente encurta distâncias, a gente aumenta desenvolvimento, a gente aumenta oportunidades. E é isso que o aeroporto tem sido aqui na nossa região”, disse.
Programa AmpliAR
Criado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o AmpliAR inaugura um modelo inovador para a aviação regional ao integrar aeroportos de menor porte a contratos de concessão já existentes, garantindo escala, eficiência operacional e atração de investimentos privados. A iniciativa busca superar limitações históricas desses terminais, que muitas vezes operavam com baixa capacidade de investimento e restrições operacionais.
Com a inclusão desses aeroportos na gestão de concessionárias consolidadas, como a GRU Airport, o programa permite levar padrões mais elevados de operação e gestão para a aviação regional, estimulando a criação de novas rotas, ampliando a oferta de voos e fortalecendo a conectividade entre o interior e os grandes centros.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
-
Agro6 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Paraná6 dias agoVice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026
-
Esportes7 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Esportes6 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Política Nacional4 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Agro6 dias agoFenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica
-
Agro6 dias agoAgro bate recordes, mas novo diferencial passa a ser gestão e uso da tecnologia
-
Agro6 dias agoAgro bate recorde, mas gargalos logísticos ainda consomem até 30% do custo no campo
