Paraná
Portos do Paraná e cidades do Litoral se preparam para receber navios de passageiros
No dia 1º de dezembro, o Porto de Paranaguá receberá a primeira das 16 rotas já confirmadas para embarque e desembarque de passageiros em navios de cruzeiros da MSC. Para garantir que o Litoral esteja pronto para bem receber os cerca de 41 mil turistas esperados, a Portos do Paraná realizou, nesta terça-feira (20), um fórum que discute os preparativos para a temporada 2023/2024.
Durante toda a manhã, no auditório da sede administrativa, a empresa reuniu representantes do Estado, municípios e empresários dos mais diversos segmentos de comércio e serviços do Litoral. A previsão é que cerca de 2 mil pessoas passem pela região durante cada uma das escalas, injetando mais de R$ 1,5 milhão, por semana, na economia local.
“Os cruzeiros são importantes para toda a economia e exigem um trabalho sincronizado e bem articulado da inciativa pública e privada. O porto vai oferecer as melhores condições de atracação e desatracação dos navios, segurança e recepção no cais. Mas estas pessoas vão precisar encontrar bons hotéis, restaurantes e opções de lazer. Temos uma natureza rica e um povo que gosta e sabe receber bem”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
O secretário de Estado do Turismo, Márcio Nunes, lembrou que não apenas paranaenses, mas também turistas de outros estados e até de países vizinhos, como Paraguai e Argentina, passarão a embarcar ou desembarcar por Paranaguá. “Antes, muitos tinham que se deslocar para Santos ou Rio de Janeiro. Com a escala fixa da MSC no Paraná, vamos desenvolver o turismo responsável e integrado, gerar emprego e renda, melhorar a vida das pessoas e cuidar do meio ambiente”, disse.
Além da MSC, a Costa Cruzeiros, também já sinalizou interesse em ter operações no Paraná. O anúncio foi feito pelo diretor de desenvolvimento empresarial da Portos do Paraná, André Pioli. “Paranaguá e o Litoral têm muito potencial turístico. As paradas semanais da MSC irão levar passageiros a todas as cidades aqui da região. É geração de emprego e renda para a nossa população”, completa.
Segundo ele, este foi apenas o primeiro encontro sobre o tema. “Tivemos uma grande participação nesse primeiro encontro. Tenho certeza que cada um fará sua parte para que os visitantes sejam bem atendidos e levem daqui boas lembranças”, completa.
Para representantes do setor, navios de cruzeiro são indutores do turismo. “Há anos que o Litoral não via uma atração de passageiros no volume e na quantidade que teremos agora”, afirmou José Reis de Freitas Neto (Juca), diretor executivo da Adetur Litoral.
A secretária municipal de Cultura e Turismo de Paranaguá, Maria Plahtyn, garante que cidade já vem se preparando para essa nova fase. “Essa página que a gente vai viver com a chegada dos navios da MSC exige uma preparação específica. Estamos trabalhando na qualificação de mão de obra, da infraestrutura de recepção, e nas articulações com o comércio local”, detalhou.
PRESENTES – Além dos representantes do município e vereadores de Paranaguá, também participaram do Fórum os prefeitos de Antonina, José Paulo Vieira Azim; de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho; de Matinhos, José Carlos do Espírito Santo; integrantes das secretarias municipais de turismo de Morretes, Antonina, Guaraqueçaba; o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá, Aloir Martins; a presidente do Convention & Visitors Bureau de Curitiba, Gislaine Queiroz; e técnicos do Sesc e Sest/Senat.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Guarapuava, MPPR oferece cinco denúncias contra grupo investigado na Operação Abecedário por fraudes em licitações e desvios na área da educação
O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 7ª Promotoria de Justiça de Guarapuava, no Centro-Sul do estado, ofereceu cinco denúncias contra um grupo criminoso acusado de fraudar licitações no Município.
Acesse áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores
As denúncias decorrem da Operação Abecedário, deflagrada em 2024 para apurar fraudes ocorridas entre 2020 e 2024 que envolviam a contratação de serviços de engenharia civil voltados a pequenos reparos em prédios públicos, com destaque para escolas e centros municipais de educação infantil.
Crimes denunciados – A primeira denúncia aponta a formação de uma organização criminosa integrada por sete empresários, que atuou entre 2019 e 2024. O grupo simulava concorrência entre empresas pertencentes ao mesmo conglomerado e empresas parceiras para fraudar os certames licitatórios, obter vantagens indevidas e corromper agentes públicos locais, com atuação também em outros municípios do estado.
Outras duas denúncias tratam da prática de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo empresários, um engenheiro civil da prefeitura e sua esposa. As investigações revelaram que, entre 2021 e 2022, o servidor público recebeu propina em dez ocasiões, totalizando cerca de R$ 85.600,00 em valores atualizados. Para ocultar o recebimento dos valores ilícitos, foram utilizadas, em oito oportunidades, contas bancárias de familiares e amigos do funcionário.
A quarta ação penal imputa os crimes de peculato e corrupção ao ex-secretário municipal de Educação de Guarapuava, ao seu filho, a empresários e ao mesmo engenheiro civil do Município. Entre 2021 e 2022, materiais adquiridos com recursos públicos foram desviados para uma obra particular do ex-secretário. Adicionalmente, o filho do ex-gestor foi contratado indevidamente pelas empresas investigadas, servindo como subterfúgio para o repasse de propina mensal por 17 vezes, entre 2021 e 2023. O prejuízo aos cofres públicos e as vantagens ilícitas somaram R$ 50.591,73 em valores atualizados.
A quinta denúncia abrange dez pessoas, incluindo empresários e agentes públicos, acusadas de fraudes, obtenção de vantagem indevida e peculato no âmbito de concorrência pública destinada a reparos em prédios escolares. Dos R$ 4.504.778,73 pagos à empresa contratada, o Ministério Público requer o ressarcimento de R$ 2.140.425,42 correspondentes a serviços não executados ou cobrados acima do valor contratado, irregularidades identificadas por auditoria da instituição. Pede-se também a devolução do lucro ilícito auferido, calculado em R$ 365.337,56 em valores da época.
Em 2024, a Operação Abecedário cumpriu 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava contra os agora denunciados. As investigações continuam, com o objetivo de analisar outras licitações de que o grupo participou.
Matéria anterior:
01/07/2024 – Operações apuram crimes praticados por servidores de Guarapuava
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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