Brasil
Porto de Paranaguá recebe visitas técnicas durante a 7º edição das caravanas da inovação portuária
Os avanços em transformação logística utilizados no Porto de Paranaguá foram destaque no primeiro dia da 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Durante a programação, a empresa Portos do Paraná, responsável pelos terminais de Paranaguá e Antonina, apresentou um panorama de suas operações e reuniu informações sobre fluxos logísticos, crescimento do setor e projetos estratégicos em andamento.
O momento de debate trouxe uma perspectiva diferente aos participantes desta edição, que puderam perceber, durante a visita técnica, que inovação no ambiente portuário vai além da adoção de tecnologias de ponta, envolve também a melhoria contínua de processos, a integração entre áreas e a capacidade de resposta às demandas operacionais.
“Quando falamos em inovação no setor portuário, não estamos tratando apenas de inteligência artificial ou soluções tecnológicas de ponta. Inovação também é a capacidade de ajustar processos, responder a demandas reais e melhorar a eficiência operacional no dia a dia. Muitas vezes, é essa inovação mais simples e aplicada que gera os maiores ganhos para o sistema portuário”, afirmou o diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike.
Obras
Os participantes fizeram visita técnica às obras do Moegão, uma das mais relevantes intervenções em execução no complexo. A estrutura será responsável pelo recebimento de cargas como soja, milho e farelo, que serão transportadas por meio de correias até os terminais portuários.
Atualmente em fase de montagem mecânica, a obra já conta com galerias instaladas e frentes simultâneas de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, sistemas de combate a incêndio e ar comprimido. Com cerca de 400 trabalhadores envolvidos, entre diretos e indiretos, o projeto contempla aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.
De acordo com o engenheiro de segurança do consórcio responsável pela obra, Felipe Zepeline, a execução tem exigido planejamento integrado diante das diversas interfaces e da convivência com operações já existentes no entorno. “São várias disciplinas atuando ao mesmo tempo, o que exige organização para manter o cronograma dentro do previsto”, afirmou.
Além do avanço físico, o Moegão é considerado estratégico para o reequilíbrio da matriz logística do porto. Atualmente, cerca de 80% das cargas chegam por via rodoviária e 20% por ferrovia. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a participação do modal ferroviário.
Outro local apresentado aos participantes durante a programação foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências, que é um setor dentro do Porto essencial para a segurança das operações portuárias. O espaço é preparado para atuar em situações como incêndios, vazamentos de produtos químicos e derramamentos de óleo, o que garante uma resposta rápida a eventuais ocorrências.
Segundo o gerente operacional da empresa responsável pelo atendimento emergencial, André Wolinski, a preparação é fundamental para a atividade portuária. “O porto precisa estar pronto para qualquer situação. A capacidade de resposta é essencial para garantir a segurança das operações e do meio ambiente”, destacou.
Comitê de Inovação
Desde a criação do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, a proposta tem sido buscar inspiração em iniciativas que relacionem inovação até mesmo de outros portos e aproximar a autoridade portuária de empresas, startups e instituições locais, com foco na promoção da cultura da inovação.
Ao longo desse trabalho integrado com vários profissionais com diversas formações, o comitê passou a promover atualizações estratégicas e viabilizar projetos inovadores, contando, inclusive, com orçamento próprio.
Entre as iniciativas destacadas estão parcerias com empresas e startups locais, além de projetos como Climatempo e 14Sea, voltados ao aumento da eficiência operacional e à modernização da gestão portuária.
“Ter um comitê de inovação no Porto com profissionais de diferentes formações e áreas permite inovar, muitas vezes, sem a necessidade de grandes investimentos em equipamentos”, disse o coordenador de Monitoramento e Qualidade da Diretoria de Meio Ambiente, Vader Zuliane Braga.
Proposta das caravanas
Com caráter itinerante, as Caravanas da Inovação Portuária se estruturam em três eixos principais: Inspirar, que é voltado à promoção da cultura da inovação; Compartilhar, que envolve a troca de experiências em pesquisa, desenvolvimento e inovação; e Conectar, que promove a articulação entre atores públicos, privados e acadêmicos.
Os resultados dos debates propostos são as chamadas “riquezas” das caravanas, que são um conjunto de propostas e diretrizes que orientam ações futuras e contribuem para o fortalecimento da agenda de inovação e de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nos portos brasileiros.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Maceió é palco das discussões sobre o futuro da pesca e aquicultura
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Maceió (AL) . Depois de passar por Porto Velho (RO), Uberlândia (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Macapá (AP), neste sábado (20/06), foi a vez da capital de Alagoas. O evento discutiu os temais mais relevantes do setor, reunindo pescadores, aquicultores, proprietários de embarcações, pesquisadores e outros interessados para falar sobre o futuro do pescado no Brasil.
“É muito importante estar aqui em Alagoas para debater as políticas públicas com vocês reunindo lideranças dos pescadores e pescadoras, com os representantes do setor aquícola. Também se faz presente o público da pesca amadora esportiva, da pesca industrial. Este é um espaço de diálogo. Alagoas foi o primeiro estado a deflagrar a Conferência. Liderar pelo exemplo é o que Alagoas fez. Além disso, o Governo do presidente Lula está fazendo um esforço para estar presente em todas as Conferências. O que temos de mais valioso nisso são os homens e as mulheres das águas. “, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo.
Alagoas tem 32 mil trabalhadores no setor pesqueiro. Destes, 59% são mulheres. “As pescadoras têm o papel estratégico para colocar o alimento nas nossas mesas”, enfatizou o ministro Edipo Araújo.
Retorno da participação social
A última edição da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca foi realizada em 2009. A iniciativa foi retomada pelo Governo para garantir a participação social nas decisões que envolvem a pesca e aquicultura, setores estratégicos para o combate à fome, a geração de renda e a manutenção dos recursos aquáticos.
Neste ano, cada estado realiza uma etapa, que elegerá delegados para participar do evento principal. A Conferência nacional vai ser realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF). O tema é “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
-
Esportes7 dias agoAlemanha revive placar histórico e atropela Curaçao na estreia da Copa do Mundo
-
Esportes7 dias agoHolanda e Japão empatam em duelo eletrizante na Copa
-
Entretenimento6 dias agoAndréa Sorvetão investe em estética após perder 20 quilos e mudar estilo de vida
-
Esportes7 dias agoCosta do Marfim vence o Equador no fim e estreia com força na Copa do Mundo
-
Paraná4 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Esportes7 dias agoAustrália bate a Turquia na estreia e larga bem no Grupo D da Copa do Mundo
-
Agro5 dias agoBrasil amplia promoção do agronegócio durante a África Food Show 2026
-
Agro6 dias agoBrasil, Guiana e IICA fortalecem cooperação regional no Caribe
