Brasil
População de Eunápolis (BA) e Camaçari (BA) é atendida por carretas de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona
Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Eunápolis e Camaçari (BA) e região estão sendo atendidas por carretas do Ministério da Saúde. Estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissional, as unidades ofertam serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.
Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde.
Nas unidades móveis, são realizadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado.
A carreta em Eunápolis poderá atender, também, os municípios de Belmonte, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e pode realizar até 60 atendimentos por dia.
A carreta em Camaçari poderá atender, também, os municípios de Conde, Dias D`Ávila, Mata de São João, Pojuca, Simões Filho, de segunda a sábado, das 7h às 17h, com capac pode realizar até 110 atendimentos por dia.
O secretário adjunto da Secretaria de Gestão em Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Jérzey Timóteo, acompanhou os atendimentos na carreta de Eunápolis nesta sexta-feira (28).
“As mulheres compõem a maioria da população brasileira e são as que mais procuram os serviços de saúde, e nós sabemos que, há muito, elas ansiavam em ter acesso a um equipamento de saúde com a possibilidade de ter o diagnóstico o mais breve possível e perto da sua casa. O Ministério da Saúde está, de fato, reduzindo o tempo de espera e as distâncias para a realização destes exames tão importantes para a saúde da mulher”, disse o secretário.
O representante do Ministério da Saúde também visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Mário Meira Amorim, onde acompanhou a implantação gratuita de implantes subdérmicos contraceptivos (Implanon). “Vimos aqui uma qualidade do atendimento à saúde da mulher, com médicos e enfermeiros capacitados, e a colocação gratuita do Implanon, que garante a autonomia reprodutiva da mulher de forma acessível principalmente para quem mais precisa”, afirma.
Mais acesso à saúde
Vinte e oito municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 22 mil pessoas foram atendidas e 71 mil procedimentos foram realizados.
Para ser atendido
As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
AGU derruba 18 grupos e canais que vendiam passaportes vacinais falsos no Telegram
A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Telegram após o Ministério da Saúde identificar 18 grupos e canais na plataforma que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados. Após a notificação, o aplicativo removeu os grupos e canais denunciados e também excluiu a conta de um usuário identificado na apuração.
Os responsáveis pelos grupos ofereciam documentos falsificados e anunciavam, inclusive, a possibilidade de inserir registros adulterados nos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS).
A notificação foi encaminhada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), da AGU, com base em relatório produzido pelo Ministério da Saúde. O documento apontou que a comercialização de documentos falsos compromete a integridade da política nacional de imunização e dos sistemas públicos de informação em saúde.
O relatório do Ministério da Saúde também apontou que a circulação de pessoas não vacinadas com documentos fraudulentos prejudica as estratégias de vigilância, bloqueio e controle de doenças imunopreveníveis. A prática pode ainda gerar uma falsa percepção sobre a cobertura vacinal e mascarar a existência de bolsões de baixa vacinação, dificultando a identificação de populações mais vulneráveis.
Além da notificação ao Telegram, a AGU encaminhou as evidências reunidas pelo Ministério da Saúde à Polícia Federal (PF), para apuração de possíveis crimes.
Dever de cuidado das plataformas
Na notificação, a AGU destacou que a comercialização e a circulação de documentos vacinais falsificados podem violar direitos constitucionais relacionados ao acesso à informação e à saúde, além de dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, do Código Penal e do Marco Civil da Internet.
O documento também cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros. A AGU ressaltou ainda os deveres atribuídos às empresas de tecnologia no enfrentamento à circulação de conteúdos criminosos ou ilícitos.
Violação dos termos de uso
A AGU também apontou que os grupos identificados pelo Ministério da Saúde violavam os próprios termos de uso do Telegram, que proíbem o compartilhamento de conteúdos ilegais e estabelecem medidas como a remoção de conteúdo e o banimento de contas.
A atuação integra as ações do Ministério da Saúde de enfrentamento à desinformação e de proteção da integridade das informações relacionadas à vacinação no país.
Fonte: Ministério da Saúde
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