Brasil
Convênio entre MJSP e USP cria centro de governança em segurança pública
Brasília, 31/3/26 – Por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) firmou convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para criar o primeiro centro voltado à governança, integridade e accountability na segurança pública. A solenidade foi realizada na segunda-feira (30), no Palácio da Justiça.
O centro funcionará nas dependências da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. A proposta é que a iniciativa não interfira diretamente na atividade policial, mas contribua para modernizar a gestão administrativa da segurança pública.
O foco será a produção de pesquisas aplicadas, o desenvolvimento de boas práticas, a padronização de processos administrativos e a formação e capacitação de gestores.
A diretora do FNSP, Camila Pintarelli, destacou a parceria com a universidade e a importância do projeto. Segundo ela, a gestão de recursos é um aliado importante para melhorar a aplicação de recursos financeiros, o planejamento de políticas para o setor e a avaliação de resultados.
“A gestão deve ser um eixo estratégico permanente na segurança pública. O Fundo Nacional de Segurança Pública dá um passo inovador ao se aliar a uma instituição de excelência, a FEA/USP, para criar esse espaço, que levará qualificação a todos os entes federativos”, ressaltou.
Também estiveram presentes na cerimônia a professora doutora da USP Mara Jane Contrera Malacrida, que representou o reitor da instituição; a professora doutora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP Patrícia Siqueira Varela; o coordenador-geral de Logística do FNSP, Bruno Henrique Bezerra Guimarães; o assessor da Diretoria de Gestão do FNSP, Alexandre Silva de Souza; além de autoridades da segurança pública do Rio Grande do Norte (RN).
Sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública
O FNSP é o principal instrumento de financiamento da segurança pública no Brasil. É fonte de recursos para as atividades da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e apoia projetos de resgate e salvamento, como aquisição de equipamentos, construção de unidades, treinamento e qualificação das forças de segurança e defesa social em todo o País. Também financia a modernização dos corpos de bombeiros e de áreas técnicas, científicas, de investigação e de inteligência.
Em 2024 e 2025, o Fundo registrou suas maiores execuções, superando R$ 1,1 bilhão e R$ 1,4 bilhão, respectivamente. Ao todo, já repassou quase R$ 7 bilhões aos estados e ao Distrito Federal.
Brasil
É Fake News! Informações falsas na internet deturpam projetos de maternidades do Novo PAC Saúde
São falsas e enganosas as alegações feitas em vídeo que circula nas redes sociais sobre projetos elaborados pelo Ministerio da Saude que servem de referência para construção de maternidades. Ao contrário das afirmações mentirosas do vídeo, os projetos referenciais funcionam como um cardápio de soluções técnicas qualificadas, elaborado para apoiar gestores públicos na implantação de estabelecimentos assistenciais alinhados às políticas mais recentes do SUS. Sua utilização é facultativa e flexível, podendo ocorrer de forma integral ou parcial.
O Ministério da Saúde está realizando a maior entrega da história no Novo PAC Saúde, com a construção de maternidades, policlínicas, unidades básicas de saúde e outras estruturas em todo o território brasileiro, especialmente para alcançar quem mais precisa e que historicamente teve menos acesso aos serviços sanitários. Por isso, foram criados os projetos referenciais, uma iniciativa inovadora voltada à ampliação da capacidade de planejamento e execução de obras de saúde por estados e municípios, com foco em garantir para a população acesso aos serviços em menor tempo.
No caso das maternidades, o projeto atende integralmente às normas técnicas e sanitárias vigentes e prevê espaços específicos, internos e externos, destinados ao acolhimento e à locomoção das pacientes no pré-parto, parto e pós-parto (PPP), devidamente compartimentados e separados das demais áreas da unidade por barreiras físicas, o que garante privacidade e segurança às mulheres e seus acompanhantes.
Também em outras obras, os projetos contemplam barreiras físicas em áreas sensíveis e mecanismos de controle de acesso voltados à segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais. Adotam critérios de acessibilidade e desenho universal, com previsão de rotas acessíveis, circulação adequada, sanitários adaptados, sinalização e condições de acesso para usuários com deficiência ou mobilidade reduzida.
Os entes federativos têm autonomia para realizar as adequações necessárias, inclusive previstas no próprio processo, podendo, por exemplo, utilizar apenas parte do projeto arquitetônico ou alguns projetos complementares de engenharia, desde que sejam mantidas as diretrizes assistenciais e técnicas previstas. Somente após essas adequações o projeto referencial pode ser caracterizado como projeto básico ou executivo.
O Novo PAC Saúde está investindo R$ 34,7 bilhões em todo o país. Estão previstos 2.605 UBS, 336 CAPS, 100 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU, 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além de diversos outros tipos de obras e equipamentos voltados ao fortalecimento do SUS.
Fonte: Ministério da Saúde
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