Paraná
Polícia Científica do Paraná recebe armamento de ponta pela primeira fez na história
Pela primeira vez em sua história, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) dispõe de armamentos destinados ao uso dos policiais científicos no atendimento a locais de crime e em atividades que exigem maior grau de segurança. A medida representa um marco institucional e está alinhada à necessidade de proteção dos servidores durante a atuação em cenários cada vez mais complexos, sem descaracterizar o caráter técnico e pericial da instituição.
“A Polícia Científica do Paraná tem passado por avanços significativos nos últimos anos, com investimentos na valorização dos profissionais, na ampliação da estrutura e na modernização dos equipamentos utilizados no trabalho pericial. Esse processo de fortalecimento institucional é contínuo e reflete o compromisso do Estado com a qualidade e a segurança da atividade científica aplicada à investigação criminal. Uma medida que fortalece a atuação integrada com outras forças de segurança, impactando diretamente na qualidade do serviço prestado à sociedade paranaense”, afirma o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
O investimento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SESP), superior a R$ 596 mil e entregue na abertura do Verão Maior Paraná, tem como finalidade ampliar as condições de segurança dos profissionais, voltado à proteção dos servidores em atendimentos a locais de crime, ocorrências de maior complexidade e situações que demandem atuação integrada com outras forças de segurança. O uso segue critérios técnicos rigorosos e está associado à capacitação permanente, preservando o caráter técnico e pericial da instituição.
Entre os materiais disponibilizados estão 300 pistolas calibre 9 mm, utilizadas para segurança pessoal, escolta, proteção de instalações e apoio às atividades operacionais, além de cinco fuzis de calibres 7,62 x 51 mm e 5,56 x 45 mm, armamentos de maior poder de fogo e precisão, destinados às ações táticas específicas, operações especiais e suporte a equipes em ocorrências de maior complexidade e risco.
Os equipamentos adquiridos também são empregados em atividades de instrução técnico-pericial, treinamento operacional e apoio à pesquisa, contribuindo para o desenvolvimento de novas metodologias científicas e para a qualificação contínua dos servidores. A capacitação contempla o manuseio seguro, a manutenção e a correta aplicação do armamento, sempre em conformidade com normas de segurança e com a legislação vigente.
A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a valorização dos profissionais da Polícia Científica do Paraná, garantindo melhores condições de trabalho, segurança institucional e preparo técnico para o exercício das atividades periciais, preservando a integridade dos servidores e assegurando a continuidade e a qualidade do serviço prestado à sociedade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Tribunal do Júri de Guaíra condena a 31 anos e três meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por feminicídio de adolescente indígena
O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do estado, condenou nesta sexta-feira, 24 de julho, um homem de 68 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.
Áudio do Promotor de Justiça Renan Guilherme Góes de Lima
O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Conforme apurado nas investigações, o denunciado foi até a residência da vítima e, aproveitando-se do momento em que ela estava sozinha na companhia de duas crianças, desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente, que morreu no local. Após o crime, o autor fugiu.
Denúncia – Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.
Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.
Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.
Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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