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Podcast aborda relação das mulheres com a tecnologia e o mercado de trabalho

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Brasília, 30/01/2026 – Lançado na última quinta-feira (29), o Ctrl Alt Delas é um novo podcast produzido pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A proposta é estimular o debate sobre direitos, inovação e futuro e ampliar a visibilidade de mulheres que atuam no setor digital, servindo de referência para meninas e mulheres interessadas em seguir carreira na área.

Apresentado por Ana Laura Salles, o episódio tem produção de Janaína Gomes Lopes, coordenadora de Conformidade da Sedigi, e de Larissa Brito Alves Oliveira, chefe da Divisão de Assuntos de Gestão da secretaria.

A entrevistada do episódio de estreia é Solange Berto, subsecretária de Tecnologia da Informação e Comunicação do MJSP. A primeira temporada também inclui entrevistas com a secretária Nacional de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo; com a coordenadora de programas do Instituto Alana, Maria Mello; e com Yasodara Cordova, assessora sênior de Cibersegurança da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).

Na primeira edição, Solange Berto falou sobre a atuação das mulheres no Direito Digital e os desafios de gênero ao longo da carreira profissional.

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“Eu me acostumei a atuar em ambientes majoritariamente masculinos. Na graduação em Engenharia Elétrica, éramos apenas duas mulheres entre 22 homens. Depois, fui a única mulher sócia entre dez homens em uma startup que ajudei a fundar. No curso de formação da Polícia Federal, também fui a única mulher em uma turma com 24 peritos”, relatou.

Durante a entrevista, Solange destacou a importância de iniciativas que ampliem a participação de meninas e mulheres no setor de tecnologia. Citou ações como a Olimpíada de Matemática, a realização de hackathons e a oferta de bolsas de estudo. Também mencionou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como instrumento para ampliar o acesso à educação e incentivar a entrada de mulheres nas carreiras tecnológicas.

O projeto do podcast surgiu a partir do Café com Tecnologia – Mulheres no Digital, realizado em 10 de março de 2025, em referência ao Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, o grupo promoveu reflexões sobre desafios e oportunidades para mulheres no setor tecnológico, com convidadas que compartilharam experiências e perspectivas sobre inclusão no ambiente digital.

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Programação

Na próxima quinta-feira (5), vai ao ar o episódio com Maria Mello, que trata da relação entre infância, tecnologia, políticas públicas e proteção de crianças no ambiente digital. A entrevista com Lílian Cintra de Melo está prevista para 12 de fevereiro e aborda desafios e a construção da trajetória como liderança feminina. No dia 19, será exibido o episódio com Yasodara Cordova, sobre inclusão digital e combate à desinformação na internet.

Ouça o episódio de estreia aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MCTI e Insa lançam expansão do Projeto SARA para fortalecer saneamento e agricultura familiar no Semiárido

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) lançaram, nesta sexta-feira (30), no Recife, o projeto de expansão da tecnologia social de Saneamento Ambiental e Reúso de Água (SARA). Com um investimento de R$ 21 milhões, serão implantadas novas 41 unidades do sistema, que promove a coleta e o tratamento do esgoto domiciliar, escolar e comunitário para a produção de água de reúso e nutrientes destinados à agricultura familiar.

Durante o evento, realizado no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o caráter transformador da iniciativa. “Hoje não estamos apenas anunciando 41 novas unidades. Estamos celebrando uma ideia que deu certo. Uma tecnologia que saiu do papel, foi apropriada pelas comunidades e hoje se consolida como uma política pública em construção, com impacto real na vida das pessoas”, afirmou. As novas unidades serão escolares ou comunitárias, podendo atender até 100 famílias por sistema.

A iniciativa prevê ainda a revitalização das unidades já existentes, a avaliação dos impactos socioeconômicos e ambientais desses sistemas em funcionamento, a expansão da tecnologia de reúso com foco na diversificação e desenvolvimento de bioprodutos e a construção de um modelo de governança colaborativa da água pelos seus beneficiários.

Os recursos para a ampliação do projeto – que é desenvolvido e implementado pelo INSA – são oriundos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O diretor do INSA, Etham Barbosa, ressaltou que se trata de uma solução simples, de baixo custo, mas que tem trazido grandes impactos para os povos do campo. Segundo ele, desde que começou a ser implantado, em 2018, o SARA tem se mostrado um projeto de difusão tecnológica muito importante para o semiárido brasileiro e que tem muito potencial para ser integrado a outras políticas públicas do governo federal.

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“Queremos seguir o exemplo do Programa 1 Milhão de Cisternas, que mudou a forma como a sociedade encara a convivência com seca, e expandir o raio de ação do SARA, pois acreditamos que ele vem para complementar a ação das cisternas, para fechar essa ideia de forma circular e para que não percamos um pingo de água, que é um bem extremamente precioso para os povos da nossa região”, defendeu.

O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, destacou a pertinência do projeto diante dos desafios da região. “É um arranjo muito interessante, comunitário, de saneamento rural e reuso de água, que é um dos principais dramas da sociedade. E isso permite o desenvolvimento da economia circular. Você pode produzir reusando a água, pode irrigar, desenvolver um potencial em uma pequena unidade produtiva, em uma pequena propriedade, algo muito importante especialmente para o interior do Nordeste, onde o saneamento ainda é limitado”

Atualmente, o Projeto SARA soma 372 unidades implantadas ou em processo de implantação, distribuídas em nove estados do Semiárido. Com a nova encomenda ao FNDCT, o total chegará a 413 sistemas, ampliando o alcance da tecnologia em regiões marcadas por escassez hídrica e déficit histórico de saneamento rural. Desta forma, o projeto contribui para a geração de renda, segurança alimentar e melhoria das condições sanitárias nessas áreas. Os municípios que receberão as novas unidades ainda serão definidos.

Além do lançamento da expansão, o evento contou com uma inauguração simbólica das unidades já implementadas. Representante de uma unidade escolar do projeto no município de Cabaceiras, na Paraíba, Jerônimo Sampaio falou que o impacto do SARA foi muito forte para a sua família e a sua comunidade.

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“O SARA foi criado realmente para suprir as necessidades do homem do campo, para ajudar na agricultura familiar, cuidar do meio ambiente. Porque, meio ambiente não é só dentro da sala de aula, tem que ser na prática, e a gente vem lutando para que isso aconteça”, sublinhou.

Com a ampliação do Projeto, o governo federal reafirma o compromisso com a convivência sustentável com o Semiárido, promovendo dignidade, segurança hídrica e alimentar, e fortalecendo a permanência das famílias no campo por meio da ciência e da inovação social.

A iniciativa se insere no conjunto de investimentos do MCTI voltados à segurança alimentar e combate à fome, impactando diretamente a agricultura familiar. Nos últimos três anos, o ministério destinou R$ 844 milhões a ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor, no âmbito do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para Segurança Alimentar, Erradicação da Fome e Inclusão Socioprodutiva, financiado pelo FNDCT.

Como funciona

A tecnologia Sara consiste em um processo de tratamento de esgoto domiciliar em três etapas. Na primeira etapa, é feita a sedimentação de sólidos pesados. A segunda etapa, biológica, é a degradação da matéria por meio de bactérias em reator anaeróbio. Na terceira, é feita a remoção de patógenos de microrganismos em lagoas de desinfecção. O processo elimina 99,99% dos patógenos e conserva os nutrientes da água, deixando o líquido pronto irrigar as plantações.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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