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PM identifica 6,7 mil carros em excesso de velocidade nas rodovias durante o Carnaval

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O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) divulgou nesta quinta-feira (15) os resultados da operação que intensificou a fiscalização e as ações preventivas nas rodovias estaduais durante o feriadão de Carnaval. No período de 9 a 14 de fevereiro, 6.785 veículos foram abordados, aumento de 65% em relação ao ano passado (4.105). Os policiais militares identificaram 137 condutores embriagados, emitiram 4.815 autos de infração e prenderam 32 pessoas. Em 2023, foram encontrados 60 motoristas embriagados e  emitidos 4.707 autos de infração.

Com intensificação da fiscalização do excesso de velocidade, foram capturadas 6.737 imagens por radar, 5.533 a menos do que no Carnaval de 2023 (11.270). Também foram lavrados 864 autos de infração referentes a dispositivos de segurança veicular como cinto de segurança, bebê conforto, cadeirinha e assento elevado. Em 2024 foram registrados 92 sinistros de trânsito, resultando em 99 pessoas feridas e 12 óbitos.

Apesar da diminuição nos números dos radares, os índices ainda são alarmantes. Na terça-feira (13), em apenas uma hora e meia de operação, foram constatados 272 veículos em excesso de velocidade no município de Londrina. Já em Marechal Cândido Rondon, na PR-495, um veículo foi flagrado transitando a 178 km/h em uma rodovia com limite máximo permitido de 80 km/h.

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Houve, ainda, registros de 219 infrações por ultrapassagem em locais proibidos, inclusive condutores forçando a passagem, o que ocasiona a suspensão da carteira de habilitação, além de multa por infração gravíssima multiplicada por 10, conforme determina o Código Brasileiro de Trânsito. De acordo com o balanço, 166 condutores não habilitados foram notificados e outros 111 autos de infração lavrados por demais situações envolvendo a CNH, como categoria inadequada, carteira caçada e/ou vencida.

Na área criminal, as equipes registraram, com o apoio de cães, situações de tráfico de drogas, com apreensões de crack, cocaína e maconha, além de contrabando e descaminho, que resultaram no encaminhamento de 54 ocorrências para apuração penal. Foram 20 ocorrências desse tipo em 2023 e 21 em 2024.

O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva, salientou a importância das ações realizadas no Paraná para a preservação da vida e a construção de um ambiente de tranquilidade para todos. “Estas ações reiteram o compromisso da PMPR em sua atuação ininterrupta em prol da comunidade paranaense, garantindo o cumprimento das leis e preservando vidas”, afirmou.

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OUTRAS AÇÕES DURANTE O CARNAVAL – Segundo a Polícia Militar, ao longo de todo o Carnaval foram atendidas 7.734 ocorrências em todo o Paraná. Mais de 17 mil veículos e 2.297 estabelecimentos foram vistoriados. Além disso, 667 pessoas foram presas, sendo 468 em flagrante e 133 com mandados de prisão. Foram apreendidas, ainda, 60 armas de fogo, 514 munições de diferentes calibres, 88 kg de maconha, 9 kg de cocaína, quase 6 kg de crack e 885 comprimidos de ecstasy.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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