Brasil
Planejamento estratégico e participação ativa na COP 30 marcam o ano das assessorias do MPA
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é composto, além de suas secretarias, por assessorias que complementam, articulam e executam políticas públicas voltadas ao diálogo, à gestão estratégica, às relações internacionais e ao controle e à participação social.
Confira abaixo um resumo das atividades desempenhadas pelas assessorias especiais do MPA.
Assuntos Parlamentares e Federativos
A Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (ASPAR) tem o compromisso com o planejamento, transparência e melhoria da gestão pública.
O novo Planejamento Estratégico do MPA, com vigência até 2028, é o grande destaque da pasta no ano de 2025. Construído com a participação de todas as áreas do Ministério, o documento estabelece missão, visão, valores e prioridades da gestão, fortalecendo a governança e orientando políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura.
A ASPAR também criou o Sistema de Monitoramento e Avaliação do Planejamento Estratégico, ferramenta que permitirá acompanhar resultados, medir desempenho e assegurar maior efetividade na execução das metas definidas.
Ouvidoria
A Ouvidoria busca ampliar a participação social, qualificar serviços e fortalecer a integridade institucional. Entre os avanços, a Ouvidoria Itinerante levou escuta ativa a territórios pesqueiros, aproximando usuários dos canais oficiais e ampliando a produção de informações qualificadas para subsidiar políticas públicas. Já no Programa MEUS, do governo federal, o MPA participou de mentoria voltada a melhorar a experiência do usuário no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), identificando gargalos e propondo recomendações estratégicas.
Outro marco foi a publicação da Portaria MPA nº 447/2025, que padronizou fluxos internos para tratamento de manifestações e pedidos de acesso à informação, garantindo mais organização, celeridade e governança.
Do ponto de vista tecnológico, o Ministério lançou o Painel Mar Aberto, ferramenta interna com indicadores detalhados sobre demandas, satisfação e resolutividade. Foram implementados também o Painel ObservaPesca e a Matriz de Risco do RGP, que aprimoram a detecção de inconsistências e fortalecem a tomada de decisões baseada em evidências.
Por fim, a Pasta realizou a Semana de Mobilização para Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, reforçando o compromisso com ambientes de trabalho éticos, seguros e inclusivos.
Internacional
A Assessoria Internacional tem a missão de posicionar o Brasil como referência global em pesca e aquicultura sustentáveis e consolidar a presença do país na construção de soluções internacionais para A segurança alimentar, clima e desenvolvimento.
A participação do Brasil na COP30 marcou a criação, pela primeira vez, de um eixo dedicado aos sistemas alimentares aquáticos na Agenda Global de Ação Climática. Com mais de 30 painéis, o MPA apresentou a pesca e a aquicultura sustentáveis como soluções centrais para segurança alimentar, inovação, adaptação climática e fortalecimento das comunidades tradicionais.
A atuação em fóruns multilaterais como BRICS, G20, FAO e ICCAT reforçou a inclusão da pesca e da aquicultura nas agendas globais. O BRICS instituiu o Diálogo de Pesca e Aquicultura, enquanto o G20 incorporou o tema à sua declaração ministerial, ampliando o reconhecimento da importância socioeconômica e ambiental do setor.
O Brasil também aderiu à Iniciativa Global de Algas Marinhas da ONU, assumindo posição de liderança em uma cadeia produtiva emergente e estratégica, com potencial para inovação, geração de renda e fortalecimento de comunidades costeiras.
Outro destaque foi a aprovação, pelo Fundo da Pesca da OMC, de dois projetos que garantirão recursos para modernizar a governança pesqueira, aprimorar sistemas de dados, mapear subsídios e apoiar o cumprimento das obrigações multilaterais relacionadas à pesca sustentável.
O MPA também ampliou sua cooperação técnica internacional, com novas tratativas com Reino Unido, Nigéria, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Itália, além da assinatura de acordo com o Chile para fortalecer o intercâmbio científico e institucional.
CONAPE
O Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) fortalece os mecanismos democráticos de gestão, amplia o diálogo com o governo e a sociedade civil e consolida sua contribuição para políticas públicas mais modernas, inclusivas e alinhadas às necessidades reais da pesca e da aquicultura no Brasil.
Ao longo de 2025, o colegiado realizou sete reuniões ordinárias e extraordinárias para debater temas urgentes e estratégicos, incluindo espécies ameaçadas, espécies exóticas invasoras e exigências internacionais para exportação. Os encontros permitiram a construção de consensos, o aprofundamento técnico com órgãos ambientais e o acompanhamento contínuo das políticas de pesca e aquicultura.
O ano também marcou a consolidação dos Comitês Permanentes do CONAPE, responsáveis por articular soluções específicas para a carcinicultura, tilapicultura, pesca amadora e esportiva e conformidade da pesca nacional. Esses grupos avançaram em agendas essenciais, como abertura de mercados, rastreabilidade, regularização da frota e ampliação do acesso ao crédito, fortalecendo a competitividade das cadeias produtivas.
O CONAPE ampliou ainda sua atuação em instâncias federais ao participar do Fórum Interconselhos, que monitora o Plano Plurianual Participativo, e de colegiados como a Comissão Nacional de Bioeconomia, o CONAMA e o Comitê Executivo do Planejamento Espacial Marinho. A presença nesses espaços garantiu a defesa dos interesses da pesca e aquicultura em debates ambientais, de sustentabilidade e de uso do mar.
Outro destaque foi o processo de escolha dos novos representantes da sociedade civil para o biênio 2025–2027. O chamamento público e a publicação da Portaria MPA nº 438 asseguraram a alternância, a transparência e a representatividade dos diversos segmentos do setor.
Participação Social e Diversidade
Assessoria de Participação Social e Diversidade (APSD) tem a competência de promover as relações políticas do MPA com os diferentes segmentos da sociedade civil, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Entre os destaques da pasta está o levantamento inédito de organizações da sociedade civil ligadas à pesca e à aquicultura, que resultou em um banco de dados com 6.858 entidades. A ferramenta qualifica a comunicação do Ministério, fortalece a participação democrática e melhora o planejamento das ações institucionais.
Na COP30, a APSD coordenou o painel “Mulheres das Águas”, reunindo pescadoras, aquicultoras, gestoras e pesquisadoras para debater o papel das mulheres na ação climática. A área também articulou 19 propostas do Brasil Participativo relacionadas ao setor, das quais seis foram finalistas e integrarão a “Carta de Recomendações da Sociedade Civil”, ampliando a visibilidade internacional da pesca e da aquicultura sustentável.
Outro avanço relevante ocorreu no Acordo do Rio Doce, no qual a APSD integra o GT MPA e o Conselho Federal de Participação Social. A atuação garantiu que as comunidades pesqueiras atingidas fossem incluídas nas decisões do PROPESCA, além de coordenar a criação do Comitê Temático da Pesca e Aquicultura, que tratará especificamente das demandas do setor nos territórios impactados.
As ações consolidam o papel do MPA na promoção da participação social, no fortalecimento da representatividade dos povos das águas e na construção de políticas públicas orientadas pelo diálogo e pela transparência.
Brasil
UTI Inteligente em Porto Alegre (RS) está conectada à Central de Comando nacional do SUS
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (3), a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais dos pacientes internados em seis hospitais do Brasil que já contam com a tecnologia implementada, sendo um deles localizado em Porto Alegre. Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a sala contará com monitoramento 24 horas e vai contribuir para a geração de evidências científicas que subsidiem a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.
“Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A Central é equipada com seis telas grandes interligadas a todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Inteligentes do país, localizadas em Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Atualmente, o SUS conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir dados em tempo real, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial. Porto Alegre participa dessa rede com 10 leitos inteligentes no Hospital Nossa Senhora da Conceição. A tecnologia oferece a vantagem da medicina preditiva, garantindo um acompanhamento mais preciso e qualificado aos pacientes.
Com o aprimoramento do cuidado, a expectativa é a redução das complicações clínicas e do tempo de internação, aumentando a rotatividade dos leitos e o acesso aos serviços do SUS. A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e contará com o apoio técnico e operacional do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Organização Social vencedora do edital divulgado hoje no Diário Oficial da União (DOU).
Rede de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS
As UTIs Inteligentes são a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, que tem como objetivo a transformação digital hospitalar, com conectividade, interoperabilidade, uso de inteligência artificial e monitoramento em tempo real para qualificar um cuidado mais rápido e preciso.
Serão instalados monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento, criando a infraestrutura inicial de conectividade e monitoramento dos leitos. A próxima etapa contempla a ampliação do projeto e a incorporação de componentes tecnológicos, com destaque para respiradores pulmonares e camas inteligentes. Ao final, o país contará com 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.
A Rede também inclui o SAMU Inteligente, que tem como objetivo ampliar a integração entre o atendimento pré-hospitalar, as Centrais de Regulação e os hospitais da Rede. O serviço já está presente em três bases estratégicas, nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Também estão incluídas a implementação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS, além da estruturação de serviços inovadores.
“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, destacou do ministro Padilha.
Gestão do Hospital Inteligente
Durante a visita à Central, o ministro Padilha anunciou a seleção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) como a Organização Social (OS) responsável pela gestão do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será construído em São Paulo, após a realização do Chamamento Público N° 14/2026.
O processo contou com um comitê qualificado responsável por avaliar critérios. A entidade obteve a maior pontuação.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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