Brasil
Pesquisadores fazem registro inédito de macaco sauá albino em Minas Gerais
Um pequeno sauá-da-cara-preta (Callicebus nigrifrons) com albinismo foi flagrado no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais (MG). O registro foi feito por um drone do projeto Primatas Perdidos, do qual participa o pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) Lucas Gonçalves. A unidade de pesquisa é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo o especialista, o animal albino é extremamente raro. “É muito difícil nós vermos indivíduos albinos em populações naturais. Esse é o primeiro registro de albinismo para essa família de primatas, que é composta por mais de 60 espécies”, explica. A descoberta foi publicada no início de janeiro na revista científica internacional Primates.
Para os pesquisadores do projeto, o registro indica possíveis efeitos do isolamento populacional causado pela degradação da área ao redor da reserva. Criado em 1944, o Parque Estadual do Rio Doce abriga cinco espécies de primatas, sendo três ameaçadas de extinção.
“O sauá-de-cara-preta é uma espécie que está quase ameaçada na lista nacional de espécies ameaçadas do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. É uma espécie que só é encontrada na Mata Atlântica e somente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, afirma Gonçalves.
Características
O albinismo é uma alteração genética em que ocorre a ausência total ou parcial de melanina nos tecidos do corpo. “Isso afeta a pelagem, a pele, a palma das mãos e a sola dos pés. Os olhos geralmente apresentam a coloração avermelhada devido à visualização dos vasos sanguíneos da retina”, afirma.
O sauá-de-cara-preta é uma espécie com cauda longa e um corpo marrom-acinzentado, com, em média, 90 centímetros de comprimento e de 1 a 2 quilos. “É uma espécie monogâmica, que vive em pequenos grupos, geralmente formados por um casal e seus filhotes. Eles se alimentam principalmente de frutos e, ao dispersar naturalmente as sementes nas florestas, ajudam na sua regeneração”, finaliza o pesquisador.

- A espécie é classificada como quase ameaçada de extinção
Brasil
Ministério do Turismo amplia Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial
O Ministério do Turismo publicou na terça-feira (14) uma portaria que atualiza a composição do Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial – colegiado responsável por propor, monitorar e avaliar ações que unem o turismo sustentável à preservação dos bens brasileiros reconhecidos pela Unesco.
O comitê articula políticas entre ministérios e órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), focando na gestão, qualificação e promoção dos 25 sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial no Brasil.
Esses locais incluem centros históricos como Ouro Preto e Brasília, belezas naturais como o Parque Nacional do Iguaçu e sítios arqueológicos como a Serra da Capivara, destacando a riqueza histórica e a biodiversidade do país.
Com a publicação da nova portaria, passam a integrar o comitê o Ministério das Relações Exteriores e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), uma entidade criada em 2013 para definir estratégias de gestão turística e conservação dos sítios classificados como Patrimônio Mundial.
O Ministério do Turismo coordena o comitê, que é formado ainda por Embratur, ICMBio, Iphan, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério das Cidades e Ministério da Cultura.
Com a atualização, o comitê amplia sua capacidade de atuação como instância central de organização das políticas de turismo nos chamados “sítios do Patrimônio Mundial”, incentivando uma maior colaboração entre instituições e eficiência nas ações.
REFORÇO – A participação do Ministério das Relações Exteriores no colegiado reforça a dimensão internacional das políticas públicas relacionadas ao turismo e ao patrimônio, aumentando a capacidade de articulação do Brasil com organismos multilaterais e contribuindo para alinhar as ações nacionais às diretrizes globais.
Já a inclusão da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial representa um avanço na governança federativa, ao incorporar ao grupo a perspectiva dos municípios.
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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