Agro
Pecuaristas lançam carta por sustentabilidade e reforçam peso econômico do setor
O Brasil tem um rebanho bovino de 224,6 milhões de cabeças e lidera a produção e exportação mundial de carne bovina, movimentando aproximadamente R$ 478 bilhões anuais (dados de 2024). Esse é o peso de uma carta lançada essa semana em Brasília, assinada por criadores de gado de diferentes regiões do país, que compõem o movimento Pecuária Tropical pelo Clima. O documento apresenta uma série de compromissos para tornar a produção de bovinos mais sustentável, conciliando eficiência econômica e preservação ambiental.
Entre os compromissos destacados, estão o fortalecimento da economia local, a recuperação de áreas degradadas, a adoção de práticas de baixa emissão e a garantia de rastreabilidade confiável, visando transparência e acesso a mercados que valorizem produtos sustentáveis. O movimento enfatiza que o setor deseja contar sua própria história, mostrando que a pecuária tropical pode ser produtiva e ambientalmente responsável ao mesmo tempo.
Os criadores também apontam desafios que ainda precisam ser superados, incluindo falta de infraestrutura adequada, insegurança jurídica e barreiras comerciais que dificultam a expansão das exportações. Para eles, a adoção de métricas específicas para a pecuária tropical é essencial, permitindo políticas públicas alinhadas à realidade do setor e evitando decisões baseadas em dados que não refletem o contexto brasileiro.
“O compromisso é com uma pecuária que gere riqueza, respeite o meio ambiente e contribua para a competitividade do país”, afirmam os signatários da carta. Segundo especialistas, o Brasil tem potencial para aumentar a produtividade sem expandir a área de pastagem, utilizando tecnologia e boas práticas de manejo, consolidando sua posição no mercado global de carne bovina.
Leia o documento na íntegra, clicando aqui.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Açúcar recua nas bolsas internacionais com avanço da safra brasileira e pressão global; mercado interno tem leve sustentação
O mercado internacional do açúcar encerrou esta quarta-feira (6) em forte baixa nas bolsas de Nova York e Londres, interrompendo a sequência recente de valorização. A pressão vem principalmente das expectativas de maior oferta global, com destaque para o avanço da safra brasileira e mudanças na estratégia de produção das usinas.
No mercado interno, o cenário foi levemente distinto, com o indicador paulista registrando pequena recuperação no açúcar cristal, ainda que o ambiente siga cauteloso diante do início da safra 2026.
Nova York tem forte queda no açúcar bruto com correção técnica
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), os contratos de açúcar bruto recuaram de forma expressiva após recentes ganhos, em um movimento de correção técnica.
Os principais vencimentos encerraram o pregão em queda:
- Julho/2026: 14,81 cents/lbp (-0,56 cent ou -3,64%)
- Outubro/2026: 15,30 cents/lbp (-3,34%)
- Março/2027: 16,15 cents/lbp (-0,48 cent)
Segundo análises de mercado, o movimento também acompanhou a queda do petróleo, que influencia diretamente a competitividade entre açúcar e etanol.
Londres acompanha movimento e açúcar branco também recua
Na ICE Europe, o açúcar branco também registrou perdas relevantes, reforçando o movimento negativo no mercado global.
Os contratos encerraram o dia em queda:
- Agosto/2026: US$ 437,20/t (-US$ 15,00)
- Outubro/2026: US$ 437,10/t (-US$ 15,40)
- Dezembro/2026: US$ 441,30/t (-US$ 14,70)
O comportamento reforça o cenário de ajuste após recentes altas motivadas por preocupações com oferta global.
Safra brasileira pressiona cotações com aumento da oferta
De acordo com análises de mercado, a principal pressão sobre os preços vem do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que favorece maior moagem e eleva a disponibilidade de açúcar no mercado internacional.
O clima mais seco tem contribuído para acelerar a colheita, ampliando o volume de produção.
Além disso, a menor competitividade do etanol nas últimas semanas tem levado usinas a redirecionar parte da cana para a produção de açúcar, aumentando ainda mais a oferta global.
Mercado interno tem leve alta no açúcar cristal em São Paulo
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ registrou leve alta de 0,30% nesta quarta-feira (6), com a saca de 50 kg negociada a R$ 97,72.
Apesar da recuperação pontual, o indicador ainda acumula queda de 0,19% em maio, refletindo um mercado físico mais cauteloso no início da safra.
Etanol segue pressionado e influencia decisão das usinas
O mercado de biocombustíveis também segue sob pressão. O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.388,00/m³, com queda de 0,50% no dia.
No acumulado de maio, o combustível já registra recuo de 0,75%, reduzindo sua atratividade frente ao açúcar e impactando a estratégia industrial das usinas.
Cenário global segue influenciado por projeções de superávit e déficit revisado
Relatórios de consultorias internacionais apontam volatilidade nas projeções globais. A Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para 2026/27 de 1,66 milhão para 4,30 milhões de toneladas, citando mudanças na produção global e maior direcionamento para etanol.
Apesar disso, o curto prazo segue dominado pelo aumento da oferta brasileira, que pressiona as cotações internacionais.
Perspectiva do mercado
O cenário atual combina fatores opostos: enquanto o mercado internacional reage à expectativa de maior produção e ajustes técnicos, o mercado interno brasileiro tenta se sustentar com oferta ainda irregular de produto de melhor qualidade no início da safra.
A tendência, segundo analistas, é de volatilidade elevada nas próximas semanas, com o ritmo da moagem no Brasil sendo determinante para a direção dos preços globais do açúcar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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