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Agro

Programa Touro Jovem da Conexão Delta G impulsiona genética em centrais de inseminação

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O Programa Touro Jovem, promovido pela Conexão Delta G, utiliza o teste de progênie como base para identificar reprodutores com desempenho superior. A iniciativa começou no início dos anos 2000 e passou a disponibilizar os primeiros touros em 2006, dentro do programa de melhoramento genético da entidade.

Seleção anual de touros jovens

A cada ano, cerca de quatro touros são escolhidos entre todos os machos avaliados. O sêmen desses animais é distribuído entre os rebanhos participantes, permitindo a avaliação do desempenho da progênie em diferentes ambientes e sistemas de produção.

Até o momento, 22 touros do programa já atuam como reprodutores em centrais de inseminação no Brasil. Aqueles que apresentam desempenho superior são direcionados para uso ampliado na reprodução.

Validação genética como diferencial

De acordo com o presidente da Conexão Delta G, Bernardo Pötter, o programa não tem caráter de seleção, mas sim de validação genética. “O que interessa em um touro não é ele, é o que ele produz. Por isso, avaliamos o desempenho dos filhos em diferentes rebanhos”, explica.

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Ele destaca que o modelo reduz o tempo e amplia a escala da avaliação. “Quando o teste é feito isoladamente, um touro pode levar até quatro anos para ter um número limitado de filhos avaliados em um único rebanho. No programa, ele pode ter centenas de filhos distribuídos em diferentes propriedades, aumentando a confiabilidade dos resultados”, afirma.

Identificação rápida de touros melhoradores

Com a distribuição ampla do sêmen e a análise detalhada da progênie, é possível identificar de forma antecipada touros com desempenho superior, acelerando sua entrada em centrais de inseminação.

Critérios de participação no programa

Para participar, os candidatos precisam estar entre o 1% superior dos machos com CEIP (Coeficiente de Eficiência de Inseminação Programada) e apresentar os melhores resultados no programa de acasalamentos dirigidos da entidade. Essa ferramenta simula acasalamentos com todas as novilhas da safra mais recente, apontando os animais com maior potencial de melhoria genética da progênie.

Após a definição dos touros jovens, o sêmen é distribuído entre os rebanhos da Conexão Delta G, ampliando o número de filhos avaliados em diferentes propriedades dentro de um mesmo ciclo de avaliação e garantindo maior confiabilidade nos resultados do programa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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