Educação
PEC-G e PEC-PLE selecionarão até 1,4 mil candidatos para 2027
O Ministério da Educação (MEC) publicou o Edital nº 22/2026, que trata do processo seletivo do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e do Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE) 2027. Os interessados que atendam aos requisitos dispostos no edital devem preencher e enviar formulário on-line de pré-inscrição até 9 de maio. O processo seletivo integra as ações do PEC-G e do PEC-PLE, programas voltados à formação de estudantes estrangeiros em instituições brasileiras de educação superior.
A seleção de 2026 representou um marco histórico para o programa, com a seleção de 1.947 candidatos para ingresso no Brasil nos anos de 2026 e 2027. Na seleção de 2025, foram selecionados 1.397 estudantes, número que, até então, representava o maior quantitativo registrado.
Diante da ampliação da demanda e do crescimento contínuo do programa, o edital passou por um processo de reformulação, com o objetivo de aprimorar seus procedimentos e diretrizes. A principal mudança introduzida foi o estabelecimento da seleção de até 1,4 mil candidatos de países participantes do programa, para a realização de cursos presenciais de língua portuguesa e de graduação em instituições de educação superior (IES) brasileiras.
Diferentemente do último edital, que não determinava o número máximo de selecionados, o presente edital organiza a oferta de vagas em duas modalidades distintas: até 700 vagas concomitantes para PEC-PLE, com ingresso em 2027, e PEC-G, com ingresso em 2028, destinadas a candidatos que precisam realizar o curso de língua portuguesa antes do início da graduação; e até 700 vagas exclusivas para PEC-G, com ingresso direto no curso de graduação, em 2027.
Essa determinação decorre da necessidade de delimitar o fluxo de trabalho realizado na seleção, tanto nos postos quanto no MEC e no Ministério das Relações Exteriores (MRE), bem como organizar o número de estudantes ativos no programa.
Outra mudança trazida no edital refere-se à estruturação das fases do processo seletivo, decorrente das inovações implementadas, com o objetivo de otimizar o fluxo de trabalho realizado na seleção, bem como de organizar o número de estudantes ativos no programa. Destaca-se, nesse contexto, uma nova proposta de organização do processo seletivo, que inclui alterações no preenchimento do formulário de pré-inscrição e a adoção da etapa de pré-classificação. Essa etapa determinará quais candidaturas serão recebidas e, posteriormente, enviadas ao MEC e ao MRE.
Antes, todas as candidaturas submetidas dentro do prazo estabelecido pelo edital eram encaminhadas diretamente à etapa de seleção. Com essa inovação, a etapa de pré-classificação, aliada à obrigatoriedade de envio de cópia digitalizada do histórico escolar, permite que o desempenho acadêmico seja considerado como critério objetivo de classificação, conferindo maior racionalidade, agilidade e eficiência ao processamento das candidaturas.
Nessa linha, o processo de escolha dos cursos também sofreu alterações para acomodar as demandas do programa. Até a seleção de 2026, realizada no ano passado, cada candidato podia indicar até duas opções de vaga de graduação e de curso de português. O novo formato, concebido a partir da experiência acumulada nas últimas seleções, busca atender simultaneamente a dois perfis de candidatos para facilitar o processo de alocação: os estudantes sem preferência por localidade ou curso; e aqueles com opção específica de instituição e curso que não costumam considerar alternativas, optando por permanecer na lista de espera em caso de não obtenção da vaga desejada.
As mudanças apresentadas nesse edital são resultado de esforços conjuntos das áreas gestoras do programa no MRE e no MEC, e buscam promover impactos positivos em todas as etapas do processo seletivo.
Programa de Estudantes-Convênio – Criado em 1965, o PEC-G completou 60 anos em 2025 e é um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa e de apoio à internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. A iniciativa facilita o acesso das instituições participantes a candidatos estrangeiros ao oferecer a rede de postos do MRE no exterior como ponto de divulgação, de contato e de coleta da documentação dos estudantes interessados. A Portaria Interministerial nº 7/2024 modernizou o programa, a fim de atrair mais estudantes estrangeiros para o Brasil.
Mais de 10 mil estudantes já participaram do PEC-G, ao qual já aderiram mais de 100 instituições de educação superior do país. Entre os ex-alunos de maior notoriedade, está o atual presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que estudou administração na Fundação Getúlio Vargas nos anos 1980.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC fará seminário sobre política de educação superior
Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF).
Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo.
O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política.
A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros.
A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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