Brasil
Pavimentação de 22 quilômetros amplia capacidade da BR-285, na Serra da Rocinha, em Santa Catarina
A Serra da Rocinha, corredor estratégico para o escoamento da produção e para a integração do Sul do país, ganhou 22 quilômetros de implantação e pavimentação na BR-285, em Timbé do Sul (SC). A obra, que representa um avanço para a mobilidade e a logística da região, foi entregue pelo ministro dos Transportes, George Santoro, nesta sexta-feira (10).
Ao todo, o empreendimento recebeu R$ 237 milhões em investimentos do Governo do Brasil, dos quais R$ 180 milhões correspondem ao contrato principal e R$ 57 milhões à solução emergencial executada no trecho da rodovia.
“Estamos atuando para destravar projetos e ampliar investimentos, seja com recursos públicos ou com a participação do setor privado. Vivemos hoje o maior ciclo de concessões rodoviárias da história do Brasil, com 23 leilões e R$ 240 bilhões contratados para investimentos. Em Santa Catarina, vamos abrir as audiências públicas dos primeiros lotes de concessões, para aumentar os investimentos e ampliar a capacidade das rodovias”, destacou o ministro George Santoro.
Após a finalização do projeto, o empreendimento, localizado no extremo sul do estado, entre os km 33,8 e 55,8 da rodovia, passou a contar com 8,8 quilômetros em asfalto e 13,2 quilômetros em concreto, o que garante estabilidade e segurança aos motoristas. A média de fluxo no trecho é de 5 mil veículos por dia.
“Tenho certeza de que, a cada dia, os municípios da região vão se desenvolver ainda mais. O turismo já cresce com essa obra, e a indústria também começa a avançar”, ressaltou o prefeito de Timbé, Vilmar Maffiolette.
A BR-285 possui uma extensão total de 744,3 quilômetros e conecta os municípios de Araranguá (SC) a São Borja (RS), onde integra-se ao sistema rodoviário da Argentina. Com a pavimentação, passou a impactar diretamente a rotina da população local, como é o caso do agricultor Aria Alexandre da Silva, morador há 50 anos de Timbé do Sul.
“Antes, o que a gente levava uma semana ou até um mês para resolver, hoje faz em minutos. A BR-285 mudou a vida de todo mundo aqui: facilitou o transporte, ajudou o produtor e trouxe desenvolvimento para a região”, comemorou.
As ações do Governo do Brasil no estado possibilitam maior desenvolvimento econômico regional do planalto gaúcho aos portos catarinenses e fomentam as cadeias produtivas frutíferas locais (maçã, leite, madeira, vinhos) e também o turismo.
“É muito importante lembrar que vontade política é fundamental para fazer um projeto sair do papel e garantir os investimentos necessários para melhorar a infraestrutura da região”, afirmou Santoro.
Investimentos no Sul
No Rio Grande do Sul, o Ministério dos Transportes já concluiu 40% das obras de pavimentação da BR-285, em um trecho de 8,4 quilômetros entre a divisa com Santa Catarina e São José dos Ausentes (RS). Com investimento de R$ 119,5 milhões, a obra marca a retomada de intervenções paralisadas no governo anterior.
Os serviços incluem a aplicação de asfalto e concreto, além da construção de uma ponte e de dois viadutos para passagem de fauna, em um segmento estratégico para a ligação bioceânica entre o Atlântico e o Pacífico.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem (Lei nº 11.196/2025) para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação.
Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico.
“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos.
A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou.
Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento
O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário.
As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação.
Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.”
Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises.
Recordes da Lei do Bem
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País.
Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse.
Lei do Bem fortalece capital humano
Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023.
A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras.
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional.
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