Paraná
Patrulheiros da Sustentabilidade vai melhorar estradas rurais e conservar água e solo
O Governo do Paraná lançou nesta segunda-feira (1º), no Teatro Guaíra, em Curitiba, o programa Patrulheiros da Sustentabilidade, uma nova estratégia para modernizar a infraestrutura rural do Estado e fortalecer a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. A iniciativa foi apresentada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e representa mais um passo na construção de um modelo de desenvolvimento pelo qual a agricultura paranaense cresce de forma sustentável, inovadora e conectada à proteção dos recursos naturais.
O Patrulheiros da Sustentabilidade vai capacitar 3 mil operadores de maquinário da linha amarela, como motoniveladoras, tratores, pás carregadeiras, escavadeiras e rolos compactadores. Com um investimento de R$ 7,5 milhões, o objetivo é melhorar a trafegabilidade, diminuir o assoreamento de rios, aumentar a proteção do solo, formar mão de obra técnica e fortalecer a competitividade agrícola. O programa integra o Estrada Boa, iniciativa estruturante do Governo do Estado que prevê mais de R$ 5 bilhões em investimentos para melhorar a trafegabilidade rural e ampliar a frota de maquinário dos municípios.
O governador Ratinho Junior destacou a importância do programa dentro da estratégia estadual de infraestrutura rural. “É uma alegria reunir profissionais de todas as cidades do Estado para esse grande programa. Estamos investindo mais de R$ 2 bilhões para pavimentar estradas rurais e transformar aquelas vias de chão batido em estradas asfaltadas. Isso melhora a logística do agricultor, da bacia leiteira, do frango, dos ovos, e traz muito mais eficiência para o transporte da produção”, afirmou.
Ele também lembrou que o Estado modernizou o parque de máquinas das prefeituras. “O Paraná fez a maior compra de maquinários da América do Sul, com mais de dois bilhões em novas máquinas. São retroescavadeiras, pás carregadeiras, motoniveladoras, caminhões e equipamentos modernos que dão às prefeituras condições de atender melhor a zona rural. Agora, com os Patrulheiros da Sustentabilidade e esse maquinário tecnológico, queremos adequar estradas de forma ambientalmente correta, com muito cuidado”, enfatizou.
Para o governador, o enfoque ambiental é decisivo. “O Patrulheiro da Sustentabilidade vai ajudar a fazer bons projetos e cuidar do meio ambiente. O Paraná foi quatro vezes seguidas o estado mais sustentável do Brasil e queremos continuar assim, unindo logística eficiente com responsabilidade ambiental”, salientou.
COMO FUNCIONA – Os cursos vão qualificar profissionais para atuar de maneira técnica e sustentável na manutenção das vias e na conservação de solo e água, atendendo 397 municípios e oito consórcios intermunicipais beneficiados com esses equipamentos. A formação, com 80 horas de duração, será ministrada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e integra uma ação conjunta do Sistema Estadual da Agricultura, Fundação Araucária, Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fadec-UEM.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, destacou que o programa é único no país. “O Estrada Boa tem três eixos: melhorias nas estradas rurais, pavimentação de mais de três mil quilômetros e, agora, o Patrulheiros da Sustentabilidade. Muitos estados compram máquinas e repassam aos municípios, mas treinar, capacitar e organizar a figura mais importante do processo, que é o operador, só o Paraná faz. É um grande programa, com aula inaugural hoje e mais de dois mil operadores começando esse curso robusto, que vai muito além da estrada. Eles também vão atuar em propriedades rurais, em terraplanagem, confinamento, piscicultura e tudo isso preservando o meio ambiente”, detalhou.
Além da capacitação, os operadores receberão uniformes e equipamentos de proteção individuais padronizados, como calça de brim, jaqueta impermeável, chapéu, colete refletivo, óculos, luvas e botas de segurança, reforçando a profissionalização e a segurança durante o trabalho.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, explicou o papel das universidades na iniciativa. “O Estado está fazendo um investimento importante na compra dos equipamentos, mas para garantir sustentabilidade ambiental é preciso qualificar quem opera essas máquinas. As universidades têm plenas condições de fazer essa formação. A UEM lidera todo o processo pedagógico, concepção do curso e coordenação, e mais sete universidades estaduais participam da execução. Junto com o IDR, vamos formar operadores que compreendam conceitos de sustentabilidade, meio ambiente e o uso correto dos equipamentos”, explicou.
HERÓIS – Leandro Vanalli, reitor da UEM, reforçou que a universidade será responsável por difundir conhecimento técnico de alto nível. “A UEM entra com a parte acadêmica e científica. Um grupo de pesquisadores e técnicos vai formar multiplicadores que irão atuar nos municípios ao longo de dois anos. O curso aborda manejo de solos, proteção de minas, construção e manutenção de estradas rurais, operação eficiente das máquinas, economia de combustível e redução de desgaste. É um curso completo, que transforma os profissionais em verdadeiros patrulheiros, heróis da sustentabilidade”, pontuou.
Entre os novos Patrulheiros da Sustentabilidade, o operador de motoniveladora, Fabiano Souza, de 45 anos, morador de Goioerê, falou sobre a expectativa em relação ao projeto. “Sempre trabalhei descartando material no lugar correto e participando de cursos. É um sonho desde garoto e fico feliz de fazer parte desse projeto. Há alguns anos não havia essa preocupação ambiental e hoje isso mudou. É o futuro dos nossos filhos. Me sinto fazendo parte disso com apoio do governador e do secretário para deixar um mundo melhor”, celebrou.
EDITAL ABERTO – Paralelamente ao lançamento, a Fadec-UEM publicou um novo edital para seleção de bolsistas que atuarão como multiplicadores do programa. A bolsa mensal passou de R$ 1.500 para R$ 2.500, com período de atuação de cinco meses, e as inscrições foram prorrogadas até 8 de dezembro.
Ao todo, são 161 vagas distribuídas em 23 municípios, com atuação regional em ações como mapeamento de estradas e nascentes, capacitação de equipes locais, apoio técnico às prefeituras e difusão de boas práticas ambientais. O resultado final será divulgado em 15 de dezembro. Podem participar profissionais com formação em áreas como Agronomia, Ciências Ambientais, Engenharia, Geografia, Sustentabilidade e Economia, com carga horária de 30 horas semanais.
O projeto também prevê a recuperação de 23 nascentes, a criação de uma plataforma digital para monitoramento territorial, certificações, desenvolvimento de materiais didáticos e capacitação de mais de 2.700 profissionais envolvidos na rotina de manutenção rural. As ações serão executadas em parceria com os núcleos regionais do IDR-Paraná, garantindo que o conhecimento técnico gerado pela universidade chegue ao campo de maneira direta e contínua.
Informações completas sobre o edital estão disponíveis no site da Fadec, e detalhes sobre o programa podem ser consultados em patrulheiros.uem.br. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].
PRESENÇAS – Também participaram do lançamento do programa o vice-governador Darci Piana; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi; o secretário das Cidades, Guto Silva; o secretário da Saúde, Beto Preto; o secretário da Administração e da Previdência, Luizão Goulart; o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo; o diretor-presidente do Detran-PR, Santin Roveda; o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Souza; o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza; e o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar; além dos deputados estaduais Anibelli Neto, Hussein Bakri, Ademar Traiano, Fadel, Luís Corti, Soldado Adriano, Adão Litro e Wilmar Reichembach; prefeitos e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Com operação integrada, Paraná amplia coleta de perfis genéticos em unidades penais
O Paraná realiza nesta semana uma operação integrada de coleta de material genético em unidades penais, reforçando a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para fins de investigação criminal. A ação iniciou segunda-feira (27) e segue até quinta-feira (30) nas nove regionais do Estado e deve resultar na coleta de cerca de 2.400 amostras, que serão inseridas no BNPG. A iniciativa integra um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) que reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com o objetivo de fortalecer a atuação nas unidades penais da região Sul.
“A ampliação do banco de perfis genéticos demonstra o alinhamento entre as forças de segurança e o compromisso do Estado com o aprimoramento dos processos na política penal. Com investimentos em efetivo, estrutura e tecnologia, a iniciativa fortalece a coleta contínua e qualificada, amplia a integração de informações e contribui diretamente para a elucidação de crimes, com rigor técnico e em conformidade com a legislação”, destaca o secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.
A operação é realizada de forma coordenada entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), com apoio dos Centros de Operações Integradas de Segurança Pública (COISP) e estruturas equivalentes nos demais estados envolvidos. A ação também contou com a participação do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCPR), garantindo a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas realizadas.
“A coleta de material genético nas unidades penais, aliada à inclusão desses dados no banco nacional, fortalece a atuação integrada das forças de segurança e qualifica o sistema de justiça criminal. A medida contribui para uma gestão mais estratégica do sistema prisional e atua tanto na resolução de crimes quanto na redução da reincidência, reforçando a confiança nas instituições”, destaca a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.
A proposta da Codesul estabelece um fluxo contínuo e organizado para a coleta de material biológico, com foco na qualificação dos processos e no aumento da eficiência investigativa.
BANCO NACIONAL — O BNPG concentra dados de DNA de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. A cada nova inclusão, o material é confrontado com os registros já existentes, permitindo identificar suspeitos, estabelecer vínculos entre ocorrências, auxiliar na localização de desaparecidos e avançar na resolução de casos, inclusive os mais antigos.
No contexto nacional, o Banco é composto majoritariamente por categorias relacionadas à persecução penal. De acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), de novembro de 2025, 74% dos registros totais correspondem a referências criminais, totalizando 206.642 cadastros. Outros 14% são oriundos de vestígios, com 38.475 perfis, enquanto cerca de 5% abrange a categoria ligada a pessoas desaparecidas.
No Paraná, o banco estadual contabiliza atualmente 12.809 perfis cadastrados, sendo 9.876 relacionados à identificação criminal. O Estado tem se destacado nacionalmente pelo avanço contínuo na inserção e qualificação desses dados. Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, foram inseridos 4.135 novos perfis na categoria criminal e 4.401 no total geral.
Esse desempenho colocou a PCIPR na segunda posição nacional no ranking do BNPG, em número absoluto de inserções na categoria de identificação criminal, consolidando o Estado como uma das principais referências do país na área.
“A coleta de DNA de pessoas condenadas permite que esse material seja comparado com vestígios de diferentes cenas de crime ao longo do tempo, o que pode ser decisivo para identificar a autoria e esclarecer casos. Com o avanço da tecnologia e da capacidade operacional, o Paraná se consolidou entre os principais laboratórios do país, reforçando a eficiência das análises e fortalecendo investigações criminais”, afirma o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
Um exemplo prático da importância do BNPG é o caso da menina Rachel Genofre, assassinada em 2008, em Curitiba. A identificação do autor ocorreu em 2019, após a inclusão do perfil genético no banco nacional, coletado durante um mutirão em um presídio paulista. O cruzamento com o vestígio preservado desde a época do crime permitiu chegar ao responsável.
CAPACITAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO — No Estado, a operação foi precedida por uma capacitação técnica realizada pela PCIPR e PPPR, que formou 50 policiais para atuar na coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa teve como foco preparar servidores para atuarem como multiplicadores dentro das unidades prisionais, ampliando a capacidade operacional do Estado e garantindo maior padronização nos procedimentos.
A formação incluiu etapas teóricas e práticas, com treinamento em protocolos de coleta, uso de equipamentos e integração entre as forças de segurança. Com a medida, a Polícia Penal passou a assumir a coleta diretamente nas unidades, enquanto a Polícia Científica mantém o suporte técnico e a inserção dos perfis no banco nacional.
Fonte: Governo PR
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