Agro
Parceria entre Serasa Experian e Coocacer garante R$ 780 milhões em café sustentável no Cerrado Mineiro
A Serasa Experian e a Coocacer, cooperativa de produtores de café do Cerrado Mineiro, firmaram uma parceria que resultou na rastreabilidade e validação socioambiental de R$ 780 milhões em café sustentável. A iniciativa reforça o avanço do ESG no agronegócio brasileiro, ao unir inovação tecnológica, eficiência operacional e sustentabilidade.
Com o uso das soluções Smart ESG, FarmCheck e Agro Score, a cooperativa passou a monitorar 13 mil hectares de lavouras, equivalentes a 390 mil sacas de café, avaliadas em cerca de R$ 2 mil cada. O sistema garante zero risco de passivos socioambientais e reforça a competitividade internacional do café mineiro, conforme aponta o Instituto Cerrado Mineiro.
Monitoramento digital substitui auditorias manuais e reduz tempo de análise
Antes da adoção das ferramentas da Serasa Experian, o processo de checagem socioambiental era manual e demorado, podendo levar dias para consolidar informações de diferentes fontes. Hoje, com as plataformas integradas, análises que levavam horas são concluídas em minutos — em alguns casos, o trabalho de um dia é feito em apenas um minuto.
Segundo Eliane Cristina Barbosa Cardoso, diretora executiva da Coocacer, a digitalização trouxe ganhos expressivos de eficiência e confiança:
“O uso das soluções da Serasa Experian garante não só agilidade, mas também transparência na relação com nossos cooperados e parceiros. Conseguimos unir produtividade e sustentabilidade, oferecendo um café competitivo e alinhado às exigências mais rigorosas do mercado.”
Soluções ESG ampliam transparência e reduzem riscos socioambientais
A Coocacer integra as soluções da Serasa Experian de forma estratégica para garantir rastreabilidade completa e conformidade regulatória:
- Smart ESG: realiza monitoramento contínuo de critérios socioambientais, emitindo relatórios personalizados que eliminam riscos de passivos e fortalecem a rastreabilidade.
- FarmCheck: concentra dados sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR), embargos ambientais, áreas de preservação e condições trabalhistas, permitindo acompanhamento integrado da conformidade dos produtores.
- Agro Score: avalia o risco e o potencial dos cooperados, apoiando decisões de crédito e comercialização de forma mais assertiva.
Essas soluções contribuem para que a cooperativa personalize o atendimento aos produtores, melhore a governança interna e fortaleça sua posição no mercado global de cafés sustentáveis.
Rastreabilidade garante adequação às exigências internacionais
O monitoramento digital contínuo também prepara a Coocacer para atender a novas regulamentações internacionais, como o EUDR (European Union Deforestation Regulation), que exigirá, a partir de 2026, comprovação de que produtos agrícolas não estão associados ao desmatamento ou degradação florestal.
Com o suporte da Serasa Experian, a cooperativa assegura que 100% de suas compras estejam em conformidade legal, evitando riscos de barreiras comerciais, multas e restrições de exportação.
Serasa Experian reforça compromisso com inovação e sustentabilidade no campo
De acordo com Marcelo Pimenta, head de Agronegócio da Serasa Experian, o caso da Coocacer exemplifica como a tecnologia pode ser uma aliada da sustentabilidade:
“Nosso compromisso é oferecer ao setor produtivo soluções que unem inovação tecnológica, segurança e sustentabilidade. As ferramentas Smart ESG, Agro Score e FarmCheck ajudam cooperativas a cumprir exigências regulatórias, reduzir riscos e ampliar sua competitividade global.”
Atualmente, a Serasa Experian é responsável por analisar 75% de todo o café originado no Brasil, consolidando-se como uma das principais datatechs voltadas ao agronegócio sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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