Paraná
Paraná vira referência nacional pela utilização efetiva do Fundo dos Direitos das Mulheres
O Paraná virou referência nacional ao concluir o repasse de recursos a municípios para o combate à violência contra a mulher por meio de um fundo estadual. O modelo adotado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), se tornou inspiração para outros estados que buscam implementar a transferência fundo a fundo. O Fundo Estadual dos Direitos das Mulheres foi criado em 2023.
Os primeiros 75 municípios contemplados com R$ 6 milhões implantaram o Conselho Municipal e o Fundo Municipal da Mulher, requisito essencial exigido previamente pela Semipi e comprovado por meio de análise documental. Na primeira transferência, os valores variaram de R$ 45 mil a R$ 210 mil, de acordo com o porte da cidade e estrutura já existente. Cidades que já possuíam serviços de acolhimento para mulheres em situação de violência, centros de referência para atendimento ou órgãos de política para mulheres receberam uma cota maior.
“Fomos procurados por São Paulo em janeiro, o estado com a maior população do País, e vamos compartilhar a expertise no repasse na temática de políticas públicas para as mulheres”, afirma a secretária Leandre Dal Ponte.
Para 2024 o objetivo é ampliar o número de municípios beneficiados e aumentar o valor do repasse. “Nossa meta é liberar um valor quatro vezes maior”, complementa. “Sabemos que 153 municípios se inscreveram, mas parte não conseguiu cumprir as exigências. Esperamos que todos estejam preparados para receber e que todos os municípios se inscrevam”.
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Os municípios beneficiados devem utilizar o recurso na oferta de ações voltadas à mulher, que podem incluir a prevenção e o combate à violência, promoção do protagonismo feminino, fomento ao empreendedorismo, entre outras. Os recursos devem contribuir para a estruturação do arranjo de governança da política pública, ou seja, para equipar o órgão gestor responsável pela política da mulher, capacitar equipes locais ou aprimorar a rede de serviços, a exemplo dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Outra ação emblemática em 2023 e que deve se repetir em 2024 é o incentivo à criação de organismos municipais para políticas para mulheres. Com a caravana “Paraná Unido pelas Mulheres”, realizada em parceria com a Associação de Municípios do Paraná, houve aumento de 141% no número de municípios com esse tipo de estrutura, de 17 para 41, e alta de 114% no número de Conselhos Municipais ativos, de 89 para 191. O Paraná também viu saltar em 81% o número de municípios com Fundo Municipal, de 64 para 116.
Confira os municípios do Paraná contemplados com os recursos:
– Agudos do Sul
– Almirante Tamandaré
– Alvorada do Sul
– Apucarana
– Arapongas
– Araucária
– Assaí
– Assis Chateaubriand
– Barracão
– Boa Esperança do Iguaçu
– Bocaiuva do Sul
– Bom Jesus do Sul
– Bom Sucesso do Sul
– Borrazópolis
– Califórnia
– Cambé
– Campina da Lagoa
– Campo Largo
– Campo Magro
– Campo Mourão
– Cascavel
– Castro
– Catanduvas
– Centenário do Sul
– Chopinzinho
– Cianorte
– Dois Vizinhos
– Enéas Marques
– Engenheiro Beltrão
– Foz do Iguaçu
– Guarapuava
– Imbaú
– Irati
– Ivaiporã
– Japurá
– Loanda
– Londrina
– Mandirituba
– Mangueirinha
– Maripá
– Matinhos
– Medianeira
– Nova Esperança do Sudoeste
– Nova Tebas
– Paiçandu
– Palmeira
– Palotina
– Paraíso do Norte
– Paranaguá
– Pato Branco
– Paulo Frontim
– Perobal
– Pérola
– Pérola d. Oeste
– Piên
– Pinhais
– Pinhão
– Ponta Grossa
– Porto Vitoria
– Quatro Barras
– Rancho Alegre
– Reserva
– Ribeirão do Pinhal
– Sabáudia
– Salgado Filho
– Santa Helena
– Santa Maria do Oeste
– Santo Antônio do Sudoeste
– São Miguel do Iguaçu
– São Sebastião da Amoreira
– Telêmaco Borba
– Turvo
– Ubiratã
– Umuarama
– União da Vitória
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado
Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.
A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.
Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.
Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.
Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.
Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.
Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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