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Paraná se destaca como modelo de empregabilidade em evento sobre o tema na França

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O desempenho do Paraná na colocação de trabalhadores no mercado de trabalho via agências do trabalhador é um destaque técnico em evento que acontece em Paris, que começou nesta segunda-feira ( 27) e segue até 04 de abril. Referência nesta área no Brasil, o Estado foi um dos selecionados para uma parceria com a Agência Francesa de Trabalho Pôle Emploi – entidade que desempenha serviços semelhantes às Agências do Trabalhador e que promove o encontro na França.

A secretaria estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, por meio das diretoras de Fomento, Adriana Kampa, e de Renda, Suellen Glinski, representa o Paraná em missão técnica no evento, que tem como objetivo a troca de experiência sobre metodologia de empregabilidade com a agência francesa. O estado de Roraima também participa do encontro.

O Paraná ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de colocação de trabalhadores através da Rede Sine (Sistema Nacional de Emprego). Em 2022 foram 122.083 pessoas encaixadas em vagas de emprego. Com isso, o Paraná teve sua metodologia de trabalho selecionada pela agência francesa para a formalização de parceria. “Foi uma seleção concorrida. Porém, com o excelente desempenho do Paraná na colocação de trabalhadores, a escolha pela experiência aplicada no Estado teve grande influência sobre a decisão da agência francesa”, afirmou Adriana Kampa. 

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“O Paraná empregou, através das agências do Trabalhador e postos avançados de atendimento, um número muito relevante de profissionais, acima até mesmo de estados muito mais populosos, como São Paulo, que encerrou o ano de 2022 com 34.566 colocações via Rede Sine”, destacou Mauro Moraes, secretário do Trabalho, Qualificação e Renda. Moares acrescenta, ainda, que a participação do Paraná no evento em Paris reforça aspectos importantes da parceria, como a melhora do sistema de tecnologia para atendimento ao trabalhador e o tratamento de dados e relatórios sobre a intermediação de vagas.

A França possui 10 mil agências do trabalhador que funcionam em parceria com a iniciativa privada, semelhante ao modelo utilizado no Brasil. “O Paraná possui 216 agências do Trabalho e 83 postos de atendimento, sendo a maior estrutura do país disparada. Temos uma experiência bem sucedida para trocar com a agência francesa em termos de intermediação de mão de obra e também de tratamento de dados”, afirmou Moraes. 

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EIXOS – Em janeiro, uma comitiva técnica da Agência Francesa de Desenvolvimento, junto com representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, estiveram no Paraná, quando foi formalizada a parceria. A cooperação tem como base três eixos norteadores: o primeiro é o fornecimento de apoio técnico para sistematização de boas práticas na intermediação de mão de obra; o segundo diz respeito às parcerias, tanto pública quanto privada, para ampliar as vagas de emprego, a qualificação de profissionais e incentivo ao empreendedorismo. O terceiro envolve a administração da oferta de serviços, ou seja, o aprimoramento de estratégias para personalizar o atendimento de candidatos a vagas de emprego. 

Além disso, o Paraná foi escolhido pela Agência Francesa para um projeto piloto que garante, aproximadamente, R$ 7 milhões em investimento no sistema de tecnologia para atendimento ao trabalhador e também para a geração de dados e relatórios sobre a intermediação de vagas. 

Fonte: Governo PR

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Do Paraná para o mundo: vendas de produtos com alta tecnologia crescem 15%

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O Paraná tem consolidado uma nova frente de protagonismo econômico no mercado internacional com a exportação de tecnologia e de insumos tecnológicos produzidos no Estado. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que, somente em 2025, o setor movimentou mais de US$ 3,8 bilhões em exportações, um crescimento de 15% em relação a 2024, quando foram injetados pouco mais de US$ 3,3 bilhões na economia paranaense.

A expansão é puxada principalmente pela indústria de alta tecnologia, envolvendo desde equipamentos médicos e componentes eletrônicos até sistemas de energia, produtos farmacêuticos e peças automotivas, que são o recorte analisado. O maior volume financeiro está concentrado no segmento de veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, que movimentou mais de US$ 2,1 bilhões – o Estado é um dos maiores polos automotivos do Brasil.

Mas os dados também revelam uma transformação mais ampla da indústria paranaense, com crescimento em setores ligados à inovação, automação, saúde e tecnologia de precisão. Entre os principais grupos exportados pelo Paraná estão produtos farmacêuticos, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, materiais elétricos e eletrônicos, equipamentos médicos, além de instrumentos ópticos, fotográficos e de precisão.

Nos segmentos industriais, o destaque fica para áreas de maior valor agregado, como a fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos, fabricação de motores elétricos, geradores e transformadores, fabricação de produtos farmacêuticos e químicos medicinais, fabricação de componentes eletrônicos e placas, fabricação de cabos de fibra ótica e fabricação de equipamentos eletromédicos e eletroterapêuticos.

A fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos lidera entre os segmentos tecnológicos específicos, com mais de US$ 106,9 milhões exportados em 2025. Os principais destinos foram Suíça, Estados Unidos e México. Na sequência aparece a fabricação de motores elétricos, geradores, transformadores e aparelhos de distribuição e controle de energia elétrica, com mais de US$ 73,6 milhões exportados, principalmente para Estados Unidos, México e Bolívia.

Os produtos paranaenses com alta tecnologia no processo industrial também chegaram a mercados como Alemanha, França, Espanha, Colômbia, Argentina, Chile e Tailândia.

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EXEMPLO – O avanço das exportações tecnológicas impulsionam empresas paranaenses que vêm ganhando espaço em mercados internacionais com soluções desenvolvidas localmente. É o caso da Plumatronix, fundada em Curitiba em 2007 e especializada em soluções de captura e processamento de imagens, além de leitura automática de placas de veículos.

A empresa desenvolve câmeras voltadas para captura de veículos, reconhecimento facial, monitoramento rodoviário e segurança pública, competindo em um mercado dominado por produtos importados. Também atua no desenvolvimento de balanças dinâmicas para pesagem automática de caminhões em rodovias, softwares para pedágios e cidades inteligentes, sistemas de conectividade para luminárias públicas e estações meteorológicas utilizadas pelo agronegócio, defesa civil e concessionárias rodoviárias.

Todo o desenvolvimento tecnológico é feito internamente pela empresa no Paraná, desde o projeto até os softwares embarcados, embora os componentes eletrônicos sejam importados. A Plumatronix já exporta soluções para países como Argentina, Costa Rica e Portugal. Entre os produtos comercializados estão balanças inteligentes e estações meteorológicas.

Segundo o CEO e chairman da empresa, Sylvio Calixto, a empresa vê um grande potencial de expansão internacional para a tecnologia desenvolvida no Paraná. “O Brasil tem apenas cerca de 2% de participação no mercado mundial, então ainda existem 98% desse mercado para a gente explorar. Estamos investindo cada vez mais no desenvolvimento de tecnologia e na ampliação da nossa presença internacional”, diz.

A empresa participou do processo de incubação no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com o objetivo de estruturar os negócios e apoiar no seu crescimento no mercado.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, analisa que o Paraná é referência com grandes empresas indústrias despontando no mercado nacional e internacional, mas que na outra ponta, onde estão as empresas crescentes, a diferença do apoio do Governo do Estado é fundamental para que o empreendedorismo se fortaleça.

“O Paraná tem um ambiente de negócios diferenciado no país e o Governo do Estado tem ferramentas para apoiar desde os grandes negócios até as empresas que estão começando. No Tecpar, temos a nossa incubadora tecnológica, que desde 1989 já deu suporte a mais de 100 negócios, muitos deles destaque na exportação de tecnologia de excelência global. Esse apoio do Estado gera desenvolvimento no Paraná, com geração de emprego e renda para os paranaenses”, salienta.

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AMBIENTE FAVORÁVEL – O fortalecimento da exportação de tecnologia também é resultado de um ambiente favorável à inovação e à atração de investimentos criado pelo Governo do Paraná nos últimos anos.

Entre os principais instrumentos está o programa Paraná Competitivo, coordenado pela Secretaria da Fazenda e pela Invest Paraná. A iniciativa oferece incentivos para empresas que se instalam ou ampliam operações no Estado, incluindo benefícios fiscais e apoio ao desenvolvimento industrial. Entre 2019 e 2025, o programa fomentou a geração de 68,9 mil empregos no Paraná.

As cidades com maior número de empresas enquadradas no programa são Curitiba, com 115 empresas; Maringá, com 36; São José dos Pinhais, com 31; Ponta Grossa, com 27; Pinhais, com 25; Araucária, com 17; Cascavel e Campo Mourão, ambas com 14 empresas.

Além da instalação e ampliação industrial, o Paraná Competitivo também possui modalidades voltadas para e-commerce, energia renovável e inovação tecnológica.

Para o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o foco na atração de empresas inovadoras ajuda a criar um ciclo de desenvolvimento tecnológico. “Quando a gente importa e traz para dentro do Paraná tecnologia, ao mesmo tempo se prepara para exportar tecnologia, exportar know-how. E isso gera receita para o Estado, retenção e geração de talentos, uma mão de obra mais especializada, o que gera um valor internamente”, analisa.

Outro exemplo é o programa Anjo Inovador, considerado o maior programa público de incentivo a startups do Brasil, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial. As duas primeiras edições do programa já somam R$ 37 milhões em investimentos destinados a 148 startups paranaenses. O novo edital prevê R$ 10 milhões para apoiar até 40 startups paranaenses, com foco em áreas estratégicas como biotecnologia, energias inteligentes e automação ética.

Nos últimos sete anos, o número de startups paranaenses cresceu mais de 500%, ultrapassando a marca de 2 mil empresas inovadoras, segundo o Mapeamento das Startups Paranaenses, publicado anualmente pelo Sebrae/PR.

Fonte: Governo PR

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