Paraná
Paraná recebeu 181,9 mil turistas estrangeiros de mais de 100 países em janeiro
181,9 mil turistas estrangeiros visitaram o Paraná em janeiro. Trata-se do segundo melhor saldo para o mês desde 2018 – atrás apenas de 2025 (com 200 mil turistas). As informações são da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e Ministério do Turismo, com dados da Polícia Federal.
Os registros apontam visitantes de mais de 100 países diferentes, com destaque para o Paraguai (52% do total de chegadas) e Argentina (30% do total). Completam o top 10 de maiores emissores de turistas em janeiro: Chile, Estados Unidos, Peru, Alemanha, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido e Colômbia.
“Turismo aquecido resulta em mais empregos à população, mais renda aos territórios turísticos e mostra aos municípios a importância de investir em seus potenciais, qualificando infraestrutura, sinalização, hospedagens e mão de obra”, disse Leonaldo Paranhos, secretário estadual do Turismo. Ele também destacou que boa parte deles aproveitou a programação do Verão Maior Paraná. “Tivemos Litoral cheio na virada do ano e em todos os finais de semana de janeiro, ouvindo idiomas diferentes nas ruas e percebendo cada vez mais que o Paraná é um destino internacional”.
O saldo paranaense de janeiro representa quase 13% do volume total de chegadas de turistas internacionais no Brasil durante o período, que teve mais de 1,4 milhão de viajantes. Alguns países emissores tiveram crescimento na comparação entre janeiro deste ano e o mesmo mês do ano passado, como, Reino Unido (20% mais turistas visitaram o Paraná), Alemanha (+6%) e Chile (+3%).
O Paraná foi o quinto estado que mais recebeu estrangeiros no primeiro mês de 2026, atrás apenas de Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A maior parte das chegadas aconteceu por via terrestre.
“Quando o Poder Público está alinhado com a iniciativa privada, a captação de turistas é efetiva. Promover o Paraná aos profissionais do setor e ao mercado do exterior é um dos nossos focos, já que encaramos os visitantes internacionais como fundamentais à economia, porque injetam moeda estrangeira na economia do Estado”, disse Irapuan Cortes, diretor presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo.
Neste ano, o turismo do Paraná já foi apresentado na FITUR e no Meeting Esto és Paraná (ambas em Madrid, na Espanha) e uma comitiva estadual está em Portugal nesta semana com dois eventos voltados a agentes de viagens de Lisboa e Porto e apresentar o potencial turístico na BTL, feira que também acontece em Lisboa a partir do próximo dia 25.
NOVO CICLO – As expectativas do trade e órgãos federais do turismo para este ano são positivas, uma vez que, em 2025, o Brasil teve um resultado excepcional em termos de turismo internacional, recebendo mais de 9 milhões de viajantes estrangeiros no período (recorde nacional). No mesmo recorte, o Paraná recebeu mais de 1,064 milhão de turistas vindos do Exterior (o maior saldo da história do Estado), com tendência que 2026 também seja favorável.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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