Agro
Paraná pode registrar recorde histórico de produtividade do trigo em 2025
A colheita do trigo avança em ritmo acelerado no Paraná e os resultados apontam para uma safra com produtividade recorde. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os rendimentos médios têm superado as expectativas, mesmo com as chuvas registradas nas últimas semanas.
Condições climáticas favoreceram o avanço da colheita
Os dias de sol observados na última semana favoreceram a secagem dos grãos, permitindo que a colheita atingisse 83% dos 819 mil hectares semeados em 2025. Nas áreas já colhidas, a produtividade média supera 3.300 quilos por hectare, e há expectativa de aumento nas regiões ainda em campo, concentradas principalmente no sul do estado.
De acordo com o Deral, há grande probabilidade de o Paraná superar o recorde de produtividade de 2016, quando foram registrados 3.173 kg/ha. Mesmo diante de fatores adversos, como déficit hídrico, geadas pontuais e menor investimento em algumas lavouras, o desempenho atual indica um resultado histórico.
Produtividade alta, mas produção total menor
Apesar do excelente desempenho por hectare, o boletim do Deral destaca que o recorde de produtividade não deve se traduzir em uma colheita volumosa. Isso porque houve redução de 25% na área plantada em relação ao ano passado — de 1,11 milhão de hectares para 819 mil hectares.
Com isso, a produção total deve chegar a 2,75 milhões de toneladas, um volume 18% superior ao de 2024 (2,32 milhões de toneladas), mas inferior ao de 2023, quando o estado colheu 3,66 milhões de toneladas, próximo à sua capacidade máxima de moagem.
Rio Grande do Sul mantém liderança nacional
Mesmo com a boa produtividade, o Paraná deve colher menos trigo que o Rio Grande do Sul em 2025. O boletim lembra que, embora o estado tenha se consolidado como maior produtor nacional a partir da década de 1980, o Rio Grande do Sul recuperou a liderança nos últimos anos, retomando o protagonismo que havia exercido nos anos 1970.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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