Agro
Paraná lidera avanço da produção de goiaba e representa 10,8% da colheita nacional
O Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, revelou a posição da goiaba no cenário da fruticultura brasileira. De acordo com o levantamento, em 2024 a fruta ocupa 23 mil hectares, sendo a 16ª em Valor Bruto da Produção (VBP) com R$ 1,4 bilhão, a 18ª em área cultivada e a 15ª em volume colhido, com 584,2 mil toneladas, segundo dados do IBGE.
No contexto nacional, considerando os 3,2 milhões de hectares de fruticultura, 43,3 milhões de toneladas produzidas e R$ 107,5 bilhões de VBP, a goiaba representa 0,7% da área, e 1,3% da produção e do VBP.
Distribuição regional da produção
O boletim destaca que a produção nacional de goiaba concentra-se em Pernambuco (33,4%), São Paulo (24,4%) e Paraná (10,8%), totalizando 72,3% das colheitas. Outras dez unidades da federação mantêm produção comercial, distribuída em 994 municípios.
Entre 2015 e 2024, a goiaba apresentou crescimento consistente: +30,6% na área cultivada, +31,3% na produção e +50,2% no VBP real, consolidando a cultura no período. No início da série, a colheita nacional foi de 424,3 mil toneladas em 17,6 mil hectares, com VBP real de R$ 922,7 milhões.
Paraná registra crescimento expressivo na goiaba
No Paraná, em 2024, a goiaba foi cultivada em 1,7 mil hectares, com produção de 54,1 mil toneladas e VBP de R$ 268,5 milhões. Entre 2015 e 2024, o estado apresentou avanços de 147,5% na área, 205,5% na produção e 264,2% no VBP real, frente aos 703 hectares, 17,7 mil toneladas e R$ 73,7 milhões de VBP registrados em 2015.
Núcleo de Jacarezinho concentra a produção estadual
A produção paranaense está fortemente concentrada no Núcleo Regional de Jacarezinho, responsável por 88,7% do total do estado, com destaque para Carlópolis, que responde por 77,6% da produção estadual. No cenário nacional, Carlópolis figura como o segundo maior produtor de goiaba do país, com 8,6% de participação no VBP brasileiro da fruta.
Consumo e estrutura de cultivo
O Censo Agropecuário de 2017 registrou 10,7 mil estabelecimentos com cultivo comercial de goiaba no Brasil. Já a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2018 indicou consumo médio anual per capita de 0,362 kg, reforçando a relevância econômica e alimentar da fruta no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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