Paraná
Paraná firma parceria com ONU-Habitat para criação de Observatório Inteligente das Cidades
Em um passo estratégico rumo ao fortalecimento da gestão urbana sustentável, o Governo do Estado e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) assinaram nesta quinta-feira (30), em Nova York, nos Estados Unidos, uma Carta de Parceria que marca o início da criação, no Paraná, do Observatório Inteligente das Cidades. A cerimônia, na sede da ONU, contou com a presença do secretário estadual das Cidades, Guto Silva, e do diretor do Escritório de Nova York ONU-Habitat, André Dzikus.
A iniciativa, inédita no Brasil, será desenvolvida em parceria com as universidades estaduais, as secretarias de Estado das Cidades (Secid) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com suporte da Secretaria de Estado do Planejamento e em parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O projeto prevê a instalação de uma unidade do observatório em cada universidade estadual, além de um escritório central em Curitiba, com o objetivo de integrar dados, inovação e tecnologia para apoiar prefeitos e equipes técnicas na construção de cidades mais resilientes, inclusivas e preparadas para os desafios do futuro.
“Vamos reunir professores, pesquisadores e gestores públicos para compartilhar conhecimento e desenvolver soluções práticas para os municípios. A metodologia será baseada em protocolos internacionais do ONU-Habitat, o que nos permitirá alinhar o Paraná às melhores práticas globais”, disse Guto Silva.
O lançamento do Observatório Inteligente das Cidades ocorrerá ao longo do mês de novembro, com um “road show” nas universidades estaduais de todas as regiões do Paraná, buscando conectar os pesquisadores. “O objetivo é observar as cidades e buscar soluções integradas com mecanismos de gestão, aperfeiçoando a administração pública das pequenas e médias cidades, que muitas vezes têm dificuldade de contar com profissionais especializados”, afirmou o secretário.
PREPARAÇÃO DAS CIDADES – Além de promover o desenvolvimento urbano sustentável, o observatório também terá papel fundamental na preparação das cidades para eventos climáticos extremos, como alagamentos e deslizamentos, aprimorando a capacidade de resposta das administrações locais.
“Além de levar asfalto, iluminação e praças, queremos levar também metodologia e gestão pública de qualidade para apoiar os prefeitos em seu dia a dia. Esse é o legado que estamos construindo no Paraná, de um governo moderno, eficiente e de futuro, que planeja o Estado a longo prazo, com base em conhecimento e inovação”, ressaltou Guto Silva. “Vamos trazer instrumentos de gestão para os municípios, com a metodologia do ONU-Habitat, um conjunto de conceitos e programas que vai permitir monitorar e instrumentalizar as cidades”, acrescentou.
O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, destacou que a parceria representa a materialização de um planejamento que busca transformar e priorizar o crescimento ordenado e a sustentabilidade. “O papel central do planejamento é garantir que o rápido desenvolvimento paranaense seja acompanhado por uma infraestrutura adequada e serviços urbanos eficientes que melhora a qualidade de vida”, disse.
AGENDA 2030 – A Carta de Parceria reforça o compromisso do Paraná com a Agenda 2030 da ONU e com a Nova Agenda Urbana, consolidando o Estado como um hub de excelência da Coalizão Local 2030 das Nações Unidas. Embora não vinculante, o documento estabelece as bases para futuras cooperações técnicas e institucionais entre as partes.
Com a assinatura, o Paraná se posiciona como referência nacional em políticas públicas voltadas à inteligência urbana, sustentabilidade e inovação na gestão municipal.
CONFERÊNCIA GLOBAL – O Governo do Paraná também marcou presença, nesta semana, na Conferência Global do Dia Mundial das Cidades 2025, em Xangai (China), nos dias 26 e 27 de outubro. Representantes da Superintendência Geral do Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES) apresentaram, no evento, as ações desenvolvidas no Estado relacionadas às Cidades e Comunidades Sustentáveis, item número 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre as ações destacadas pelo Paraná estão o Polis (Programa de Promoção dos Objetivos Locais Integrados de Desenvolvimento Sustentável), que fornece informações, metodologias e ferramentas para os municípios trabalharem de maneira organizada em prol dos ODS; e o Prospera, voltado à qualificação de gestores, líderes e servidores municipais para implementar políticas públicas alinhadas aos objetivos da ONU, além das iniciativas estaduais que envolvem os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI), com foco no enfrentamento do déficit habitacional.
Realizada pelo ONU-Habitat e pelo Governo de Xangai, a conferência teve como tema “Desenvolvimento inovador em direção a cidades inteligentes centradas nas pessoas”, reunindo cerca de 400 participantes para debater inovação e sustentabilidade urbana. Durante o evento, foi lançado o Manual de Xangai de 2025, que compartilha 21 estudos de caso sobre desenvolvimento urbano sustentável globalmente, e foi divulgado o Relatório de Aplicação do Índice de Xangai de 2025, que monitora o progresso das cidades na aplicação dos ODS.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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