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Paraná debate prevenção da gripe aviária em encontro com órgãos internacionais

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O combate à influenza aviária ganhou mais um reforço nesta semana com a união de esforços de entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, em uma agenda de eventos em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, que acontece de quinta a dexta-feira (11 a 12).

O Estado foi representado na “Reunião Global da FAO – Combatendo a influenza aviária de alta patogenicidade juntos” pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), que atua na linha de frente para evitar a entrada da doença no território paranaense. A Adapar é vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab).

O encontro detalhou a Estratégia Global 2024–2033 para a Prevenção e o Controle da IAAP (sigla para Influenza Aviária de Alta Patogenidade), elaborada no âmbito do marco global para o controle progressivo de doenças animais transfronteiriças, uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destacou durante os debates que a agência tem atuado de forma permanente na prevenção da influenza aviária, com ações de vigilância e biosseguridade em todo o território. “O Governo do Estado tem dado o suporte necessário para que o Paraná siga livre da doença na avicultura comercial, preservando a segurança sanitária e a força da nossa produção”, afirmou.

Esse trabalho possibilitou que a autarquia de defesa agropecuária se tornasse referência em ações nos últimos anos. Desde o aumento dos focos da doença no mundo, em 2022, o Paraná intensificou ações no Litoral, como o monitoramento de aves migratórias, palestras técnicas e visitas a propriedades rurais, somando mais de 2,6 mil atividades desde 2023. O resultado foi a contenção rápida de 13 focos em aves silvestres, sem registros em granjas comerciais.

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Segundo Martins, a reunião da FAO reforçou a importância da abertura de mercados ainda fechados e do trabalho conjunto para ampliar a competitividade da avicultura paranaense. “Estamos atuando com a iniciativa privada, órgãos governamentais, universidades e entidades ambientais para fortalecer a biosseguridade, protegendo tanto a produção comercial quanto as criações caseiras”, afirmou.

Na última semana, durante reunião com ministros brasileiros, a União Europeia, que reúne 27 países, anunciou o reconhecimento do Brasil como livre de gripe aviária, medida que viabiliza a retomada da exportação de carne de frango brasileira.

“O evento da FAO em Foz do Iguaçu foi uma oportunidade de integração entre países para discutir estratégias de biosseguridade, vacinação e prevenção da influenza aviária. A presença da Adapar reforça o compromisso do Paraná com a defesa sanitária, fortalecendo a credibilidade da avicultura e a competitividade da cadeia produtiva”, disse Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar.

A FAO considera a influenza aviária altamente patogênica e um dos maiores desafios globais da atualidade, com impactos diretos sobre a saúde animal, a segurança alimentar, a biodiversidade, as economias e a saúde pública.

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Durante o evento, representantes debateram formas de fortalecer a detecção precoce, a resposta rápida, a biosseguridade e estratégias para conter a enfermidade em diferentes países.

O Paraná participou por meio de um comitê de fiscais médicos-veterinários do Departamento de Saúde Animal da Adapar, que integraram as discussões e contribuíram com a experiência do Estado no enfrentamento da doença. Os participantes integraram rodas de discussões para sugerirem medidas e inovações na prevenção e controle da doença.

“É um espaço estratégico onde se unem políticas públicas, avanços científicos e a força da iniciativa privada, em prol de um objetivo comum”, afirmou a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza. “Cada contribuição traz novas perspectivas, enriquece as discussões e fortalece a cooperação entre as nações”, completou.

Além da agência, estiveram presentes representantes regionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Faep e do Sindiavipar.

A programação do encontro reuniu ainda formuladores de políticas públicas, cientistas, especialistas técnicos, acadêmicos, representantes do setor privado e da indústria, organizações de produtores, organismos internacionais e profissionais ligados às áreas de sanidade animal, agricultura, saúde pública e meio ambiente.

Fonte: Governo PR

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Paraná sedia seminário internacional do BID de combate ao crime organizado

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) sedia, com abertura nesta segunda-feira (1º), em Curitiba, o 2º Seminário de Discussão sobre Crime Organizado e Desenvolvimento na América Latina e Caribe. Promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o evento reúne gestores públicos e especialistas para debater estratégias integradas de governança e soluções coordenadas frente aos desafios socioeconômicos e de segurança causados pelas organizações criminosas.

O objetivo do encontro é apresentar estudos e levantamentos das atividades de grupos organizados nos países da região e discutir ações de enfrentamento. O foco está no compartilhamento de exemplos práticos para a criação de políticas públicas e na compreensão da dinâmica de atuação do crime organizado local e regionalmente. 

Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da cooperação mútua e do intercâmbio de dados de inteligência para promover a asfixia financeira e operacional das facções que atuam de forma transnacional. De acordo com o secretário, o Estado mantém uma forte parceria com a instituição internacional. “Por meio de um convênio com o BID no programa Paraná Seguro, alcançamos resultados expressivos na redução dos índices de criminalidade”, explicou.

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A Secretaria do Planejamento (Sepl) também participou da reunião. Ela coordenou a atuação estadual com o BID no Programa Paraná Seguro. O seminário segue com apresentações e discussões nesta terça-feira (2). O secretário Sanson apontou que o Paraná teve forte retração no índice de homicídios em 2025 na comparação com o ano de 2018, o que demonstra o êxito das políticas públicas adotadas. “Somos ainda recordistas em apreensões de drogas entre os estados brasileiros. Temos bases integradas avançadas em municípios de fronteira e divisas, o que garante o enfrentamento ao crime transnacional e interestadual”, afirmou.

O secretário citou que as ações contra o crime organizado são estruturadas em três eixos principais: acompanhamento, monitoramento e captura. “Os batalhões e delegacias de polícia acompanham com inteligência a ação dos criminosos para prender as lideranças e desarticular os grupos. Atacamos a descapitalização da cadeia logística do crime e impedimos a lavagem de dinheiro para o sufocamento de suas atividades”, detalhou.

O especialista setorial em segurança cidadã e justiça do BID, Rodrigo Pantoja, reforçou o compromisso da instituição financeira internacional em apoiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, dados e inovação tecnológica para mitigar o impacto da criminalidade no desenvolvimento regional. Segundo ele, a proposta foi realizar o workshop em um local com relevância operacional.

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“A representação do BID no Brasil tem uma parceria muito boa com o Paraná. Estamos fechando o programa Paraná Seguro, que foi um sucesso, alcançando múltiplos resultados de redução de homicídios e de roubos, entre outros”, afirmou Pantoja. “O escopo do Paraná Seguro incluiu 27 municípios e tem convergência com o que se discute na América Latina e Caribe.”

O especialista também ressaltou que o fato de o Paraná liderar nacionalmente as apreensões de entorpecentes, mesmo sem figurar entre os estados brasileiros com maior consumo de drogas, demonstra um compromisso permanente no enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes transnacionais, incluindo o tráfico de armas e o contrabando.

Fonte: Governo PR

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