Brasil
Pacto pelo Trabalho Decente capacita ambulantes para o Carnaval de Salvador
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou, nesta quarta-feira (28), a capacitação de 3.600 ambulantes que vão atuar durante os 11 dias do Carnaval de Salvador (BA), entre 7 e 18 de fevereiro.
A formação está sendo executada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), dentro do Projeto No Corre da Folia, por meio do Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional (PMQ) do MTE. A iniciativa integra as ações do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval de Salvador, firmado em novembro de 2024 entre o Governo do Brasil, por meio do MTE, juntamente com o governo da Bahia e a prefeitura de Salvador.
O Pacto tem por objetivo implementar políticas públicas voltadas à valorização do trabalho decente e à inclusão produtiva no contexto da maior festa popular do país. A estimativa é que cerca de 20 mil trabalhadores atuem diretamente nas atividades da folia, como vendedores ambulantes, catadores de recicláveis e cordeiros.
Na abertura do curso, o secretário Nacional de Qualificação, Emprego e Juventude, Magno Lavigne, destacou que a ação reforça o compromisso do poder público com quem trabalha no Carnaval. “O objetivo é garantir condições dignas de trabalho e ampliar a proteção social para ambulantes, catadores e cordeiros, que são fundamentais para a realização da festa. Ninguém precisa perder a dignidade para conquistar o pão de cada dia”, afirmou.
A capacitação dos ambulantes aborda temas como direitos, organização do trabalho, boas práticas de atendimento, sustentabilidade, saúde e segurança. Como parte das ações do pacto, os profissionais também receberão kits de apoio ao trabalho, contendo isopores para armazenamento dos produtos, materiais de identificação, itens de autocuidado, protetor solar, duas camisas com proteção UV, capa de chuva e materiais de higiene. Ao todo, serão 20 horas de aulas, que continuarão após o Carnaval, com a entrega de certificados emitidos pela UFRB.
Durante os 11 dias de festa, os trabalhadores contarão com uma estrutura de apoio composta por cinco postos de alimentação, com direito a acompanhante, além de seis Centros de Convivência destinados ao descanso, hidratação, acolhimento e orientação nos circuitos da festa. Ao todo, estão previstas 8 mil alimentações, garantindo melhores condições para quem trabalha diariamente na folia.
O evento contou ainda com a presença do secretário de Ordem Pública de Salvador, Décio Martins, e de Paulo Gabriel, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e coordenador do Projeto No Corre da Folia. Pelo Ministério do Trabalho e Emprego, também esteve presente o chefe de gabinete, André Segatin.
Brasil
Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia
A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde.
A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.
A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.
Planejamento das ações
Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.
Sobre a Operação Gota
A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.
Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.
Leidiane Souza
Rayane Bueno
Fonte: Ministério da Saúde
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