Brasil
Operação Rodovida – Natal: PRF reforça a importância do cinto de segurança e da cadeirinha para a redução de mortes no trânsito
Brasília, 23/12/2025 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) começou, nesta terça-feira (23), a Operação Natal. A ação tem como objetivo diminuir o número de mortes nas rodovias federais, principalmente aquelas que podem ser evitadas com o uso de equipamentos de segurança, como o cinto de segurança e os dispositivos de retenção para crianças, como bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação. Até o próximo domingo (28), policiais de todo o Brasil estarão mais presentes nas estradas federais, nesta que é a primeira etapa da Operação Rodovida.
De janeiro a novembro de 2025, 710 pessoas que não usavam cinto de segurança morreram em acidentes de trânsito. A estatística é 3,64% maior que no mesmo período do ano passado.
Mortes – não uso do cinto de segurança
2023 2024 2024 2025
(jan a nov) (jan a nov)
736 756 685 710
No mesmo período (janeiro a novembro de 2025), a PRF registrou mais de 164 mil infrações por não uso do cinto de segurança, cometidas por motoristas ou passageiros, média de 493 flagrantes por dia. Além de um risco para a segurança das pessoas, viajar sem o cinto de segurança é uma infração grave.
Infrações – não uso do cinto de segurança
2023 2024 2024 2025
(jan a nov) (jan a nov)
206.962 216.158 198.824 164.678
Outros itens indispensáveis para uma viagem segura são os dispositivos de retenção para crianças. Eles são obrigatórios e o uso segue critérios de altura e idade. Mesmo com a obrigação, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a ausência do item de segurança provocou a morte de 16 crianças de janeiro a novembro de 2025. No ano passado, neste mesmo período, foram 17 vítimas.
As infrações pela falta do dispositivo de retenção para crianças também apresentam redução, na comparação com janeiro a novembro de 2024. Apesar da queda na estatística, a PRF ainda flagrou mais de 20 mil crianças transportadas de forma errada, fora dos padrões estabelecidos pela legislação de trânsito. A infração é gravíssima.
Infrações – não uso do dispositivo de segurança
2023 2024 2024 2025
(jan a nov) (jan a nov)
28.123 24.253 21.608 20.381
Operação Rodovida – Natal
A Operação Natal é a primeira no âmbito da Operação Rodovida. Lançado em dezembro, o Programa é coordenado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e reforça a fiscalização e as ações de conscientização de motoristas de todo o País, para reduzir a letalidade do trânsito. Para isso, ele reúne instituições federais, estaduais e municipais que integram o Sistema Nacional de Trânsito (SNT).
A Operação Rodovida vai até o Carnaval e faz parte do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que tem o objetivo de reduzir em pelo menos metade o número de mortes no trânsito brasileiro até 2030.
Para que todos viajem em segurança nas festas e fim de ano e nas férias, a PRF alerta para alguns cuidados na hora de viajar:
-Faça a revisão do veículo;
-Acompanhe as condições meteorológicas;
-Observe as condições da rodovia;
-Descanse antes da viagem;
-Utilize o cinto de segurança e os equipamentos obrigatórios;
-Ultrapasse em local permitido;
-Não consuma bebidas alcoólicas antes de dirigir;
-Respeite os limites de velocidade;
-Não use o celular ao volante;
-Não consuma bebidas alcoólicas antes de dirigir.
Programa Rodovida: A PRF cuida de você
Com informações da PRF
Brasil
Mata Atlântica tem menor índice de desmatamento em 40 anos
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Fundação SOS Mata Atlântica divulgaram os dados mais recentes do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Eles apontam uma queda de 40% no desmatamento de florestas maduras do bioma entre 2024 e 2025. A área desmatada passou de 14.366 hectares no levantamento anterior para 8.668 hectares no período atual.
O resultado é o menor índice já registrado desde o início da série histórica do documento e marca a primeira vez, em quatro décadas de acompanhamento contínuo, que o desmatamento anual das florestas maduras da Mata Atlântica fica abaixo de 10 mil hectares.
Hoje, a Mata Atlântica conserva cerca de 24% de sua cobertura original. Desse total, aproximadamente 12,4% correspondem às florestas maduras monitoradas pelo atlas, consideradas estratégicas para a preservação da biodiversidade e para o armazenamento de carbono.
As florestas maduras são áreas de vegetação nativa mais antigas, preservadas e com estrutura ecológica consolidada. Em geral, são trechos que não sofreram desmatamento nem regeneração recentes, mantendo árvores de grande porte, alta biodiversidade e maior capacidade de armazenamento de carbono.
No Atlas da Mata Atlântica, o termo é usado para diferenciar essas áreas mais conservadas das florestas secundárias, que são vegetações em processo de regeneração após desmatamento ou degradação.
Segundo a coordenadora técnica do Atlas pelo Inpe, Silvana Amaral, os dados reforçam uma tendência consistente de redução da devastação no bioma. “A série histórica e o resultado de 2025 indicam um padrão de redução acentuada do desmatamento, o que nos permite acreditar que a meta de desmatamento zero poderá ser alcançada na Mata Atlântica”, afirma.
Produzido em parceria entre o Inpe e a Fundação SOS Mata Atlântica, o atlas acompanha fragmentos florestais mais preservados do bioma, com áreas acima de três hectares. O monitoramento é complementar ao sistema Prodes Mata Atlântica, desenvolvido pelo Inpe no âmbito do Programa BiomasBR, que promove o mapeamento sistemático da supressão de toda a vegetação nativa no bioma.
A combinação das duas iniciativas amplia o entendimento sobre as transformações da Mata Atlântica e contribui para subsidiar políticas públicas, ações de conservação ambiental e estratégias de enfrentamento ao desmatamento.
Os dados mais recentes do Atlas e do Prodes indicam que o bioma mantém uma trajetória de desaceleração da perda de vegetação nativa nos últimos anos, reforçando a importância do monitoramento contínuo para orientar ações de proteção ambiental.
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