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Operação da PRF resgata 108 cubanos e prende suspeitos de tráfico de pessoas

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Cantá, 9/6/26 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou, na segunda-feira (8), 108 cidadãos cubanos transportados em condições de vulnerabilidade em Roraima. As ações ocorreram na BR-401, em Cantá (RR), durante a Operação Rota Segura, voltada ao combate à imigração irregular e ao tráfico de pessoas.

No primeiro caso, equipes da PRF identificaram três veículos que trafegavam em comboio. Os condutores desobedeceram à ordem de parada e tentaram fugir por estradas vicinais. Após acompanhamento tático, os policiais interceptaram os veículos e encontraram 39 pessoas, entre adultos, crianças e idosos, transportadas em condições precárias. Muitos relataram estar sem se alimentar havia pelo menos dois dias.

Em outra ocorrência, a PRF localizou oito imigrantes em situação irregular. Um veículo utilizado para a entrada ilegal no País foi apreendido e uma pessoa foi detida por suspeita de promover o transporte dos estrangeiros. Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Federal.

Na mesma noite, os policiais localizaram 61 cidadãos cubanos em uma residência em Cantá após o acompanhamento de um veículo suspeito de atuar no transporte clandestino de imigrantes. No local, outro veículo foi apreendido.

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Coiotes presos

As ações resultaram na prisão em flagrante de cinco pessoas suspeitas de integrar redes de tráfico de pessoas, conhecidas como “coiotes”. Segundo a PRF, esta foi a maior ação de resgate humanitário já registrada em uma única ocorrência em Roraima.

Com os resgates realizados no dia 8, chega a 297 o número de estrangeiros, a maioria cubanos, resgatados pela PRF em Roraima desde 2024. Grande parte dos imigrantes tenta ingressar no Brasil pela fronteira com a Guiana.

Os suspeitos detidos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária. Já os imigrantes foram apresentados à PF para regularização migratória e posterior encaminhamento à rede de assistência social.

Operação Rota Segura

A Operação Rota Segura intensifica a fiscalização em áreas utilizadas para a entrada irregular de pessoas no Brasil. Além do combate ao tráfico de pessoas, a iniciativa busca garantir assistência humanitária aos migrantes encontrados em situação de vulnerabilidade.

Nas ocorrências, as equipes da PRF prestam atendimento imediato, com oferta de água, alimentação e suporte inicial de saúde, especialmente para crianças, idosos e outras pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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*Com informações da PRF.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA mensageiro e amplia respostas contra crises sanitárias

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O Ministério da Saúde investiu R$ 210 milhões no desenvolvimento de plataformas de RNA mensageiro (mRNA) no Brasil, uma estratégia para ampliar a capacidade científica, tecnológica e produtiva do país e garantir respostas próprias a emergências sanitárias. A iniciativa reúne três centros nacionais com capacidade para desenvolver vacinas com essa tecnologia — Fiocruz, Instituto Butantan e Centro de Competência em Vacinas da UFMG — e já produz resultados concretos: a Fiocruz vai iniciar os estudos clínicos da primeira vacina desenvolvida integralmente no país com RNA mensageiro.

Esses investimentos fazem parte do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e da redução da dependência de tecnologias externas. Por meio do Novo PAC Saúde, foram destinados R$ 77 milhões à plataforma de RNAm da Fiocruz e R$ 73 milhões ao Butantan, enquanto o Centro de Competência em Vacinas da UFMG recebeu R$ 60 milhões. Os recursos apoiam a infraestrutura de pesquisa e produção, o desenvolvimento de produtos estratégicos para o SUS e a realização de estudos clínicos.

Mais do que viabilizar uma vacina específica, a estratégia cria uma infraestrutura tecnológica nacional capaz de gerar diferentes vacinas e produtos de interesse do SUS. A tecnologia de RNA mensageiro funciona como uma plataforma: as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. Por isso, as estruturas apoiadas pelo Ministério da Saúde também têm potencial para o desenvolvimento de produtos contra doenças como leishmaniose e tuberculose, além de aplicações terapêuticas, inclusive na área de câncer.

A iniciativa integra ainda o Programa Nacional de Inovação Radical, criado pelo Ministério da Saúde para aproximar a pesquisa científica das necessidades do SUS e transformar conhecimento em soluções concretas, como vacinas, medicamentos, diagnósticos e terapias. A política organiza uma carteira de projetos estratégicos e amplia o acesso de pesquisadores e instituições à infraestrutura científica e tecnológica avançada, fortalecendo a articulação entre governo, academia, setor produtivo e parceiros estratégicos.

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“Enquanto tem país que cortou o investimento em RNA mensageiro, rasgou o contrato com empresa, parou pesquisa, o Brasil tem três plataformas, vem avançando e se preparando cada vez mais para o desenvolvimento de vacinas. Temos muito orgulho de que vamos nos apropriar, enquanto país, dessa plataforma tecnológica”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Primeira vacina em testes clínicos

A primeira vacina com RNA Mensageiro é contra a Covid-19 e foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) a partir da plataforma própria de RNAm, cuja planta piloto é a primeira da América Latina com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

“A consolidação dessa plataforma amplia a capacidade nacional de responder a emergências sanitárias, reduz a dependência de tecnologias externas e cria uma base para o desenvolvimento de novos produtos voltados a diferentes desafios do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

O estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliará a vacina como dose de reforço, conforme a estratégia atualmente prevista no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O recrutamento dos voluntários para a primeira fase do estudo está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027.

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A vacina passou por estudos pré-clínicos, que demonstraram eficácia na proteção contra a doença, além de avaliações toxicológicas e estudos de escalonamento. Agora, na Fase 1 dos testes clínicos, serão avaliadas principalmente a segurança e a capacidade de resposta da vacina. Os participantes serão acompanhados durante um ano.

Essa vacina é o primeiro produto desenvolvido na plataforma de RNAm de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Mas o potencial da tecnologia vai além da Covid-19. A tecnologia de RNA mensageiro permite utilizar uma mesma plataforma e modificar as instruções destinadas ao sistema imunológico de acordo com o agente ou doença que se pretende combater.

Butantan e CTV-RNA

Além da Fiocruz, os investimentos do Ministério da Saúde impulsionam uma carteira diversificada de projetos baseados em RNA mensageiro e outras aplicações de RNA. No Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA), estão em desenvolvimento projetos para vacinas contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de soluções terapêuticas inovadoras, como imunoterapia contra o câncer baseada em siRNA, vacinas contra o câncer com antígenos tumorais e uma metodologia para CAR-T baseada em RNA.

No Instituto Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade de desenvolvimento e produção de vacinas de RNA mensageiro, inicialmente voltada à produção de imunizantes contra Covid-19 e Raiva.

O projeto integra uma estratégia de cooperação internacional, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para transformar a plataforma brasileira em um ativo de saúde de alcance global.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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